Enquanto vocês esperam as próximas postagens, que tal conhecer um pouco mais do meu canal do Youtube e os destinos que eu passo e mostro com exclusividade para todos vocês?
Aproveitem e se inscrevam no meu canal (www.youtube.com/ticoso) para receber atualização de todos os lugares que eu passo, mostrando as melhores opções das cidades no Brasil e no Mundo.
Apesar de não gostar muito de pedir isso, curtam e compartilhem os vídeos... isso é o que estimula fazer essa produção, que ainda é amadora, mas dá para ajudar vocês viajantes!
Enquanto isso... confiram em primeira mão o trailer do meu canal, para você que adora viajar!
Quem quer embarcar comigo? Então clica no vídeo abaixo e vamos viajar juntos!
E
quem disse que acabou o passeio pela Colômbia? Para quem gostou do que viu
sobre Bogotá, tenho certeza que irá gostar mais ainda de um dos destinos mais
procurados pelos brasileiros, claro, depois da Argentina e Chile, por conta da
proximidade. Estou falando de Cartagena
de las Índias, que impressiona por toda a sua história, além de ser o
portal de entrada para o Caribe. Querem conhecer um pouco mais da cidade? Então
fiquem ligados, que a viagem começa agora!
Basicamente
quatro empresas operam para a cidade, são elas: a Copa Airlines, a Avianca, a
Lan Colombia e a Viva Colombia. Os preços são bastante parecidos, mas a Viva
Colombia com certeza tem os preços mais baixos por ser uma empresa low cost e financiada pela Ryanair, da Irlanda. A minha opção, prezando
pela segurança, conforto e atendimento, foi a Avianca (independente dos
benefícios que eu possuo por ser cliente elite). A passagem tem uma variação de
preço entre R$ 200,00 e R$ 800,00 para ida e volta, depende das datas e
antecedência na compra.
O
voo entre Bogotá e Cartagena dura em média 1 (uma) hora e o aeroporto é
bastante simples. Se você não gosta muito dos embarques/ desembarques remotos
(com escada) nos aeroportos brasileiros, lá só existe esta opção, que
pessoalmente gosto bastante, para bater as fotos com as diferentes aeronaves.
Ao desembarcar, é nítida a diferença de temperaturas entre a capital da
Colombia e a cidade que é banhada pelo Mar do Caribe. A retirada das malas pode
ser demorada, caso você tenha e não use as prioridades de bagagens, fica a
dica. Se você prefere viajar em aviões maiores, que operam rotas
internacionais, a dica fica por optar pelos voos com a Avianca, que opera com
Airbus A330 (o mesmo que faz a rota de São Paulo para Bogotá) e o novíssimo
Boeing 787-8 (que faz rotas pra Europa), que foi a minha escolha!
Desembarque no novíssimo Boeing 787-8 da Avianca
Agora
um fato bastante curioso, com relação a troca de moedas no aeroporto de
Cartagena. Ao contrário do que acontece em Bogotá, o câmbio é bastante
desastroso e não vale a pena fazer a troca completa por lá, a sugestão é apenas
trocar a sua moeda, seja dólar, euro ou real por pesos colombianos para pagar o
táxi e esperar chegar até a cidade Amuralhada
para escolher nas diversas casas de câmbio a melhor para você. Outra coisa importantíssima
para Cartagena e que confesso que fui despreocupado e aceitando todos os
valores que me ofereciam, mas, tudo é negociável por lá. Tiveram que pegar
bastante no meu pé para eu tomar jeito e conseguir negociar! No final da
viagem, eu estava conseguindo o que queria pela metade do preço. Apenas para
vocês terem uma idéia, a corrida de taxi entre o bairro que me hospedei, Bocagrande, para a Cidade Amuralhada, custava SEMPRE 6.000/ 7.000 pesos, mas no
primeiro dia acabei pagando 8.000 pesos. Se você quiser comprar algum
artesanato na rua, sempre dê um valor abaixo e isso vale até para os passeios
turísticos, para as ilhotas ao redor da cidade, que irei falar mais adiante.
Ah! Os taxis não possuem taxímetro e é seguro pegar qualquer taxi no meio da
rua, a cidade é mais segura que Bogotá, ok?
Apesar
de sempre ter ouvido que era melhor me hospedar na cidade histórica, acabei
sendo teimoso e optei pelo moderno bairro de Bocagrande, um pouco mais afastado do que se tem mesmo para fazer
na cidade, que é a cidade amuralhada/ murada, como vocês preferirem. No final,
fiquei num hotel moderno, que ficava 6 (seis) minutos de tudo isso e foi ótimo,
considerando que não existe trânsito pesado na cidade. Me hospedei no Hampton by Hilton (http://hamptoninn3.hilton.com/en/hotels/colombia/hampton-by-hilton-cartagena-CTGHXHX/index.html), que tem dependências bastante
modernas, limpas e uma piscina bastante interessante na cobertura. O que achei fraco
demais foi o café da manhã, que poderia ser um pouco melhor por conta da marca Hilton, né? Mas estava com preços
bastante interessantes, comparados aos disponíveis na cidade histórica. Na
minha opinião, a única vantagem de se ficar por lá, é você ter um local para
tomar banho e voltar a caminhar pelas ruas históricas, fora isso, não há
problema algum de se hospedar em um lugar “mais afastado”. Entendam que
Cartagena é uma cidade bastante pequena e tudo é perto, além dos taxis serem
baratos e negociáveis!
Como
meu voo chegou próximo ao horário de almoço e o serviço de bordo é castanha e
bebida (e pensar que no Brasil o pessoal reclama de ter que pagar por comida,
ou não darem nada!), cheguei faminto e não pensei duas vezes antes de atacar um
hambúrguer na frente do hotel, numa lanchonete. Depois disso, fui sentir as
primeiras impressões da região de Bocagrande
e conhecer a praia, que sinceramente? Muito fraca e desorganizada. Salvo se
você morar numa cidade que não é de litoral e for louco por praia, vai achar
ela uma boa praia, mas adianto que terão várias outras opções muito melhores. O
bairro, pessoal, é aonde está a maior concentração de prédios, seguido também
por inúmeros restaurantes, que tem especialidade de frutos do mar na beira mar
e alguns malls (shopping center),
como o Centro Comercial Plaza Bocagrande.
Fui num restaurante que dizem ser um dos melhores do bairro, o La Olla Cartagenera (http://www.losmejoresrestaurantes.com/Catalogo/Producto.aspx?id=4603&idSec=116). Para ser sincero não me saltou os
olhos, apesar do meu prato ter sido relativamente bom! A sugestão é fugir de
carnes e algo que não seja frutos do mar, a possibilidade de se decepcionar é
enorme.
Seguindo
o passeio, chegamos finalmente ao centro histórico, também conhecido por Ciudad Amurallada, que é repleta de
história, lojas, hotéis e restaurantes de primeira linha. Antes de falar um pouco
sobre lá, quero lembrar a vocês que no período de colônia espanhola, Cartagena
era o principal porto aonde os colonos mandavam as riquezas (em especial o
ouro) para a Europa e toda as construções foram protegidas por um muro, contra
invasores. Hoje, parte dessa proteção ainda existe e é uma atração turística
para todos que ali se destinam.
Continuando o passeio, confesso que sempre procurei chegar por lá no local que
eu me guiava melhor, que era a Torre do Relógio (Torre del Reloj). No primeiro
dia não teve jeito, sem conhecer nada, acabei me perdendo pelas ruas
históricas, o que não foi um mal negócio, admirando a arquitetura espanhola e
as charmosas praças e restaurantes ao longo do caminho. O mais incrível é que
dentro da cidade amuralhada/ murada, tem muita vida a qualquer hora do dia! Não
é difícil achar uma balada ou festa, sejam nos rooftops ou em solo mesmo. Para os amantes da rede Hard Rock Café, há um próximo a Torre do
Relógio, que tem inúmeras promoções de bebidas durante a tarde, com clones e
tudo mais! Mas, como há concorrência, os bares ao redor fazem algumas vezes
mais barato e as vezes em triplo!
Um
dos lugares mais interessantes dentro da cidade amuralhada/ murada é a Plaza Santo Domingo, que leva o nome da
igreja que está cravada na praça. Sabem aquelas praças no exterior, que você
fica observando danças típicas e manifestações culturais? Pois é, acontece
todos os dias por lá e aos amantes das artes, há uma escultura do artista
colombiano Fernando Botero, a “Gertrudis”
que para quem não conhece é uma mulher com traços mais grotescos/ maiores, com
o seios a mostra e deitada, fazendo pose para algo. Curiosamente ela fica
justamente de frente para a igreja, que leva o nome da praça! O ideal mesmo é
pegar uma das várias mesinhas no meio da praça e curtir uma comida, que tem
desde massas, até comidas típicas e carnes nobres também, com uma bela cerveja
gelada, afinal... o tempo por lá é bastante quente e abafado.
Não
muito longe de lá, é possível caminhar ou até tomar uma charrete até o Café del Mar (http://www.ticartagena.com/en/things-to-do/bars/cafe-del-mar-king-of-cartagena-sundowners/), que considero um programa
OBRIGATÓRIO. Eu iria até mais além! Diria que se possível ir todos os dias por
lá no pôr do sol, para contemplar e curtir o local, não pense duas vezes. O
local, é um bar super badalado e talvez o mais famoso da cidade, aonde todos
que estão na cidade acabam optando para ouvir boa música, ver gente bonita, o
pôr do sol e entrar noite adentro com uma boa bebida e quem sabe, bem
acompanhado, não é? Se você gosta de barezinhos, essa é uma programação e
experiência única. Apenas para destacar, o local se encontra numa localização
super privilegiada, em cima da muralha de proteção da cidade, em meios a
antigos canhões do século 17. Além de transpirar história, é uma balada
bastante legal, quando se começa a noite.
Aproveitando
que “ainda estamos” na cidade amuralhada/ murada, eu vou indicar aqui também
alguns restaurantes que passei, iniciando pelos amantes dos belos cortes de
carne, que é o restaurante Señor Toro. Apesar
de ter procurado de todas as formas aqui o site
oficial, não encontrei para vocês puderem conhecer um pouco mais, mas é um
restaurante bastante elegante e com cortes de carnes nobres, que eu indico
bastante. Sabem fazer muito bem! Já os que preferem uma comida italiana, como
uma pizza, a minha indicação fica pro restaurante La Diva (http://www.bestrestaurantsincolombia.com/en/restaurant-colombia/la-diva-cartagena.html), que tem um atendimento rápido,
eficiente e com massas finas e muito bem feitas. O mais legal, para quem tiver
fazendo dietas fit, é que a pizza é
bastante leve e gostosa, mesmo bem temperada.
O
dia seguinte teria de ser muito bem planejado, pois eu iria sair de Cartagena e
“viajar” até alguma de suas praias ao redor, que são aonde realmente tem o
famoso Mar do Caribe, com aqueles vários tons de azul, que todos conhecemos. A
praia da cidade, como dito anteriormente, é péssima! Mas é preciso saber
escolher bem, pois são inúmeras opções, inclusive a Playa Blanca. Pelo que entendi, é uma praia pública e que lota de
pessoas, algo tipo o “piscinão de Ramos”, no Rio e o mar apesar de ter uma bela
tonalidade, é pastoso (nada transparente). Ah, e você pode ir por terra, num
ônibus confortável ou de lancha, custando em média 65.000 pesos colombianos.
Adianto a vocês que não quis fazer, por achar muito fraco, para o que eu
esperava.
A decisão então ficou na escolha das inúmeras praias privadas que fazem parte
da Isla Grande/ Isla Rosário. Sério,
você fica tonto e não sabe qual a melhor opção, mas acabei optando pela praia
privada do hotel San Pedro de Majagua. Apesar
de confuso, é preciso entender que essa é uma das praias privadas da Ilha
Rosário, que está inserida dentro da Ilha Grande e há várias outras opções,
inclusive o oceanário, que é outro passeio. O meu, que era passar o dia neste
hotel e praia privada, incluiu a transporte da marina até a praia, além do
almoço (que só tinha opção de dois tipos de peixe, com arroz de banana e
legumes) e a volta. O local é espetacular e faz jus ao que esperamos de Mar do
Caribe, mas tem um ponto bastante negativo que foi a volta no mar bastante
agitado. Como o translado era feito apenas por lanchas coletivas e durava cerca
de 1 (uma) hora até Cartagena, não foi uma experiência das melhores. Não falo
pelo balanço do barco, mas pelas ondas bastante agitadas no mar aberto, que
gerava uma sensação de inseguraça! Claro que eles estão acostumados a fazer
esse tipo de trajeto e calculam inclusive esse tipo de coisas, mas confesso que
fiquei bastante temeroso. O fato é que o lugar é impressionante e vocês
possuindo tempo disponível, se programem para ir até lá. O passeio durou o dia
todo e custou cerca de R$ 180,00 (cento e oitenta reais).
No
último dia ainda faltava um city tour, que é feito de várias maneiras! Existe
um ônibus hop-on/ hop-off (aqueles
que tem em toda cidade e você pode entrar e sair quando quiser), a Chiva
(ônibus clássico, usado no passado em países latino americanos) e os taxistas
que você negocia. Apenas para se comparar, a primeira opção custava cerca de
49.000 pesos colombianos, a segunda 69.000 pesos colombianos e eu negociei com
um taxista que fiz amizade e foi bastante solícito, por 65.000 pesos
colombianos o mesmo passeio. Com um GRANDE diferencial: ele esperava o tempo
que fosse, explicava tudo (sabia tudo de história da cidade) e ainda guardava
bolsas/ mochilas e o que quisesse dentro do veículo dele. A exemplo do que fiz
em Bogotá, eu indico ele! É o Pedro e infelizmente ele não usa whatsapp, tem
que ligar pra ele: +57 (310) 6773413.
Ele inclusive me levou ao aeroporto e em outros lugares, afinal, sempre cobrou
os preços mais baratos e justos!
Voltando
ao passeio, paramos no Cerro de La Popa,
que para muitos é apenas uma “montanha” que você consegue ver toda a Cartagena
lá do alto, mas é muito mais do que isto. Na verdade lá é aonde está o Convento de Santa Cruz de La Popa, que
foi construído no começo dos anos 1600 e está localizado no ponto mais alto da
cidade. A sua arquitetura é colonial e tem um museu que conta com peças
religiosas, algumas esculturas e quadros. Dentro do convento, há uma decoração
que se destaca por inúmeras flores penduradas, dando um ar mais animado ao
local. O maior problema mesmo foi o calor excessivo, que me fazia fugir da área
externa e correr para dentro, aonde tinham sombras.
Seguindo
o tour, era a vez de chegar no Monumento de los Zapatos Viejos, que é
uma escultura de dois sapatos gigantescos, feito pelo poeta cartagenero Luis
Carlos López, em sua obra “A mi ciudad
nativa”. Basicamente, ele dizia que todo mundo possui um sapato velho, que
não se desfaz e sempre volta a usar em algum momento. Nada mais do que isso! E
é uma escultura que os turistas acabam entrando neles e batendo fotos
diferentes, com o Castillo de San Felipe
de Barajas ao fundo.
Falando
no Castillo de San Felipe de Barajas, dizem
ser a maior obra militar da Espanha dentro das colônias americanas e teve papel
importante em várias guerras. Lembram que eu já tinha dito que Cartagena era o
principal porto espanhol para levar as riquezas, em especial o ouro das
Américas para o velho continente? O
tempo passou e hoje o forte/ castelo é um dos principais pontos turísticos da
cidade e é preciso coragem para aguentar as altas temperaturas da cidade,
enquanto se vai até o topo do castelo.
A
viagem estava chegando ao fim, mas ainda teve tempo de conhecer a casa de uma
das principais figuras da história colombiana, que era a do Rafael Nuñes.
Basicamente ele era de Cartagena e foi até hoje o único presidente da nação a
morar fora da cidade de Bogotá, optando a sua cidade natal. Além disto, ele era
poeta e escritor, o que ocasionou o surgimento do hino da nacional, que foi
adotado oficialmente só em 1920. Ele também promulgou a constituição da
Colômbia de 1886 e alterou anos depois o mandato presidencial, que era de 2
(dois) para 4 (quatro) anos, mas infelizmente não conseguiu seguir no cargo,
pois acabou sofrendo um infarto e falecendo. Com o passar dos anos, a sua
residência foi vendida para pessoas que exploravam mercado negro, inclusive com
brigas de galo e outras atividades obscuras. Outro presidente da Colômbia, que
não me recordo o nome neste momento, recomprou a casa e a transformou no atual
museu, para preservar a memória de um cidadão tão importante para o País. Não é
a toa que o aeroporto de Cartagena, leva o nome dele.
Como de costume, fiz o registro desta viagem e coloquei no meu canal do youtube. Ainda não está inscrito? Vai lá em https://www.youtube.com/ticoso e se inscreve no meu canal, para acompanhar as dicas desta e tantas outras viagens que já fiz e virão.
Agora é hora de conferir tudo que eu fiz lá em Cartagena, clicando "PLAY" no vídeo abaixo:
Conversando
com amigos que gostam de viajar, me dei conta de um fato que acontece com
bastante frequência: o turista brasileiro não dá o devido valor a certos
destinos, acabam por transformá-los em paradas/ pontos de conexão para o
destino final. Isso acontece bastante com Bogotá, na Colômbia e a Cidade do
Panamá, no Panamá. Grande bobagem! As duas cidades possuem uma cultura e
história bastante rica, além de ter uma noite bastante animada e agitada. Como
eu já falei anteriormente sobre a minha passagem pelo Panamá (http://www.ticobrazileiro.blogspot.com.br/2014/08/panama-dubai-das-americas.html),
hoje irei abordar um pouco da minha recente passagem pela capital colombiana e
garanto que você que em acompanha irá se instigar para programar uma ida até
lá!
Na
última postagem, vocês puderam acompanhar um pouco do meu voo pela Avianca
Internacional, entre São Paulo e Bogotá (http://www.ticobrazileiro.blogspot.com.br/2016/02/como-e-viajar-de-sao-paulo-para-bogota.html),
que durou exatas 5 (cinco) horas e 40 (quarenta) minutos. Para os que tem medo
de turbulência, é normal balançar um pouco sempre que os aviões sobrevoam a
floresta amazônica. Já em terra firme, no Aeropuerto
El Dorado,após a retirada da
bagagem e passar pelo controle da aduana colombiana, o segundo passo era
procurar agências de câmbio, para trocar o Real por Pesos Colombianos. Num
primeiro momento, achei que o câmbio era péssimo, como acontece em todos os
aeroportos do Mundo, mas comparando depois, percebi que não há um grande
diferença para o câmbio dentro da cidade. Minha sugestão é que você tire uma
quantidade, mas não gaste todo o dinheiro fazendo o câmbio no aeroporto. Deixe
outra parte para tentar fazer, ganhando um pouco mais nas proximidades do
Parque de La 93.
Antes
de chegar na capital colombiana, percebi algo curioso: Bogotá possui uma grande
variedade de hotéis e as vezes a preços bastante atrativos. Não se surpreenda
se encontrar tarifas de hotéis de até 5 (cinco) estrelas a preços
inacreditáveis, de forma positiva. Obviamente isso só irá acontecer se você
conseguir se programar com antecedência, afinal, nem passagem aérea você
consegue barata, quando de última hora. Acabei optando por um antigo hotel
Pestana, que agora se chama Bogotá 100 (http://www.tripadvisor.com/Hotel_Review-g294074-d3418721-Reviews-Hotel_Bogota_100-Bogota.html).
Na minha opinião, a localização era perfeita, perto de tudo e dava para fazer
algumas coisas caminhando, inclusive ir até o Parque de La 93.
O voo
chegou próximo ao horário do almoço e eu estava faminto! Após pedir algumas
sugestões no hotel, me indicaram ir no Parque Usaquén, que leva o nome do
bairro do hotel e ir no restaurante Tienda
del Café (http://tiendadecafe.co/),
que não pensei duas vezes ao pedir a cerveja mais típica do País, que é a
Aguila! Acabei descobrindo que eles fazem igual aos Estados Unidos, com a
versão light de todo tipo de cerveja.
O restaurante é bastante agradável e serve todo tipo de comida, mas se você não
gostar muito dele, é possível caminhar pelas ruas ao redor do parque e escolher
outros. Importante destacar para vocês que em Bogotá, é mais seguro você pedir
o taxi em aplicativos ou nos restaurantes, do que pegar qualquer um no meio da
rua. Isso eu já tinha lido em alguns blogs e foi confirmado por todos, desde
restaurantes até mesmo no hotel.
Como
o primeiro dia era muito leve, resolvi conhecer a famosa Zona T e Zona Rosa,
que ficam um ao lado do outro. Para quem não sabe, a região antigamente era
conhecida por ser reduto de traficantes de drogas e prostitutas, considerado um
dos piores bairros da cidade. Hoje em dia é repleto de restaurantes, lojas de
grife e shoppings centers. Foi assim que cheguei no centro de compras, que é
conhecido pelo nome de Andino. E foi
lá que provei o típico café colombiano, o Juan
Valdez (quem vai na Colômbia, tem que experimentar!). Como não estava com
horário para nada, fiquei por ali mesmo para tomar um chopp na Zona T, no
barzinho La Cervecería (http://www.lacerveceria.com.co/). O
ambiente é muito legal para reunir amigos, casais e entrar noite adentro de
Bogotá. Se não gostarem, há outros bares que pude ir e experimentar, como o The Pub (http://www.thepub.com.co/), um típico pub
irlandês com uma variedade de cervejas artesanais colombianas. Para os amantes
da cerveja, é a região ideal, podendo caminhar “de bar em bar”.
Já
os que não conseguem viver sem comprar, a idéia é caminhar um pouco pela Zona
Rosa e entrar nas diversas lojas de grife, como Zara, H&M, Hugo Boss, entre
tantas outras. Ah, também é possível encontrar restaurantes excelentes, além de
cassinos! Isso mesmo, pessoal! Em Bogotá, o jogo é totalmente permitido e quem
gosta de tentar a sorte nas maquininhas ou no poker, vale a pena viver a
experiência, mas sempre com prudência.
Antes
de vir a Bogotá, peguei algumas dicas em alguns blogs de viagem e acabei
confirmando umas coisas, com pessoas do hotel e restaurantes. O modo mais
seguro de se andar de táxi, é pedindo no aplicativo (eles usam o mesmo EasyTaxi
usado no Brasil) quando tiver rede wifi, ou pedir para alguém solicitar um para
vocês. Não é recomendável pegar qualquer táxi no meio da rua, apenas isso.
Outro detalhe, é que eles cobram cerca de 700/ 900 pesos por você solicitar o
taxi pelo aplicativo, que no início achei que estava sendo enrolado e a noite,
eles cobram cerca de 1700 pesos colombianos extra, de adicional noturno
(chamado lá de recargo nocturno). Mas quero deixar claro que a cidade é
bastante segura, caminhei muito por lá e não tive problemas. A sensação de
segurança é enorme, não tem absolutamente nada a ver com a Colômbia do tráfico
de drogas.
O
dia seguinte era reservado para fazer um tour completo pela cidade de Bogotá,
incluindo o centro histórico da cidade. A dúvida era como isso seria executado,
aproveitando o tempo da melhor forma possível. No hotel, acabei conhecendo o
Sr. Guilhermo Solano, que faz esses tours
e cobrou um ótimo preço para levar em toda a cidade e esperar o tempo que
fosse necessário, inclusive guardando as malas/ bolsas e mochilas dentro do
carro dele. Para quem quiser os serviços e eu indico bastante, inclusive para
translados até o Aeroporto El Dorado, basta chamar/ combinar com ele pelo
whatsapp: +57 (314) 409-7144. A rota
foi a seguinte: Cerro Montserrate, Museo
del Oro, Plaza Bolívar, Candelária, Museo Botero (que acabou não dando
tempo, o que foi uma lástima!).
Chegando
no Cerro Montserrate, existem duas
filas organizadas para quem vai pagar para a subir em “efectivo” (dinheiro) ou
em cartão de crédito. Como eu sempre viajo, pensando na próxima viagem, já fui
pra fila do cartão de crédito para acumular milhas! A subida é feita num
funicular, enquanto que a descida é num teleférico. O topo do cerro, é uma
altitude de cerca de 3.150 metros, o que complica um pouco por você sentir de
forma inevitável os efeitos da altitude. Se cansa com maior facilidade. No
desembarque, há uma acesso um pouco inclinado que tem figuras vindas da Itália
sobre a via crucis de Jesus Cristo,
que termina com a visão da catedral do “El
Señor Caído”, que foi construída no século 17 e continua bastante
preservada por lá. Pelas laterais da igreja, é possível apreciar o tamanho da cidade
de Bogotá numa linda vista panorâmica da capital colombiana.
O
tempo era curto e tinha que ser bem aproveitado, por isso o próximo local seria
o famoso destino era o Museo del Oro, que
fica no centro da cidade. Ele é mantido pelo Banco de la Republica de Colombia e a entrada é quase que
simbólica! A principal finalidade é mostrar para o público geral, um pouco da
história do ouro na Colômbia e na região, além de exaltar os trabalhos feitos
pelos indígenas do período pré-colombiano e atual. Apenas por curiosidade,
vocês sabiam que o território da colombiano era muito maior? Se chamava de Gran Colombia e alguns territórios
ganharam independência e hoje são Equador, Peru, Venezuela e Panamá. Como
sempre gosto de conhecer um pouco mais da cultura e do País, converso bastante
com taxistas e pessoas locais e descobri que esses países que hoje não são mais
parte da Colômbia, estão buscando em cortes internacionais, parte do ouro que
ainda resta no País.
Na
saída do museu, comecei uma caminhada no coração da cidade, que sempre é bom
lembrar algumas recomendações de segurança! É bastante tranquila a caminhada
nesta região, mas é bom ficar atento às bolsas e pertences, por existirem
vários batedores de carteiras! Não se preocupem que ninguém irá abordar vocês e
assaltar, mas há sim muito furto. Ao final da caminhada, cheguei na principal
praça da cidade, a Plaza de Bolívar,
que tem entre outros monumentos o Palácio de Justiça (que Pablo Escobar
financiou grupos guerrilheiros colombianos, em meados dos anos 80, para
promover um atentado e queima de documentos que podiam incriminá-lo) e o
Capitólio Colombiano e a Catedral Primada
de Bogotá. Sem dúvida é uma caminhada bastante interessante e rica em
história, mas para quem não gosta de pombos, há milhares deles. O pior é que
eles voam pra cima de você e é inevitável ter que se abaixar, por incrível que
pareça. Apenas para ilustrar um pouco mais, no Palácio da Justiça é aonde está
a Corte Suprema do País e a Catedral de Bogotá, foi construída entre 1807 e
1823.
A
caminhada continua, em direção a famosa Candelária,
que fica nos arredores da Plaza de
Bolívar e é cheia de história com suas casinhas feitas em estilo espanhol,
além do famoso Museu do Botero, que infelizmente não poderei dar muitas dicas
aqui. Como havia perdido muito tempo no Cerro Montserrate, o tempo estava
acabando e a opção ficou por caminhar um pouco pela Candelária, do que entrar
no famoso museu. Sem dúvidas as ruazinhas estreitas e com arquitetura colonial
espanhola e barroca, chama bastante atenção, além de dar um charme especial a
toda a região da cidade. O ideal é ter calma para poder curtir bastante a
região e explorar cada rua que existe, ou sentar num café e admirar o ir e vir
das pessoas pelas ruas.
Por
fim, não poderia deixar ir em duas cidades próximas a Bogotá: Chía e Zipaquirá.
Começando pela segunda, é a maior produtora de sal do País e aonde tem a maior
atração turística da região, que é a Catedral de Sal. Construída 300
(trezentos) metros abaixo do solo e no interior de uma mina de sal, ela foi
criada pela fé dos mineiros e relembra a via
crucis de Jesus Cristo, com diversas cruzes no caminho até a cúpula e salão
principal da Catedral. Na principal ala da catedral, é possível ver uma cruz
gigantesca, com cerca de 16 (dezesseis) metros de altura e escultura de mármore
da “Criação de Adão”, feita por
Carlos E. R. Arango. Não há como perder este passeio, na cidade que fica cerca
de uma hora/ uma hora e dez minutos de Bogotá. No mais, a cidade lembra
bastante uma cidade de interior, principalmente interior da Espanha e é quase
um vilarejo, bastante charmoso e interessante.
O
nosso passeio termina em um lugar imperdível, que é o famoso restaurante Andres Carne de Rès, que existem dois:
um na Zona Rosa (mais novo e com três andares) e o mais tradicional, que é este
que estou falando agora. Um detalhe importante sobre o termo “Rès”! Eu fiquei
bastante confuso e achava que era algo de outro planeta, mas por lá, eles
chamam isso todo tipo de carne de “vaca”/ “boi”, foi o que perguntei e entendi,
se alguém souber de algum outro significado, estou aberto a correções. Voltando
ao local, o clima é de bastante animação, com os garçons e garçonetes tentam
animar famílias, casais ou grupos de amigos. O som ambiente é de música típica
colombiana, que as vezes se confundem com caribenha, talvez pelo País ser
banhado no seu norte, pelas águas do Mar do Caribe. Inclusive, há uma pista de
dança, aonde quase todos são obrigados a dançar, pelos funcionários do Andres.
Outro momento legal, é quando lhe colocam a faixa de “bienvenido a la tierra” com uma coroa de papelão, como se você
fosse o “rei” do lugar. Sem dúvidas é um lugar que merece bastante destaque por
tudo que envolve ele. Aproveitem os cortes de carne, servidos de cervejas
artesanais e nacionais bastante geladas. Uma certeza? Sempre que eu for em
Bogotá, irei voltar no Andres Carne de
Rès!
Gostaram
dessa postagem?
Confiram o vídeo exclusivo que fiz sobre Bogotá, Zipaquirá e Chía, no meu canal
do youtube. Ainda não se inscreveu? Então vai em www.youtube.com/ticoso e se inscreve.
Agora pressione “play” para assistir um pouco mais sobre essa viagem:
Tem um ditado que diz que no Brasil, o ano só
começa ao final do carnaval. Para mim, o ano só começa na primeira viagem, de
preferência para fora do País e que coincide com este período de festa no País.
Sem dúvidas entendo ser uma época tranquila para TODOS poderem aproveitar e
esticar mais um pouco do feriado, considerando que dá para viajar numa sexta
feira, ou até quinta feira a noite e voltar no outro Domingo. E não foi
diferente neste início de 2016! Viajei para a Colombia e irei contar a partir
de agora como foi o meu voo entre São Paulo e Bogotá, nas asas da Avianca
Internacional, que é completamente diferente da brasileira, apesar de terem o
mesmo esquema de pintura em seus aviões e participarem da mesma aliança, a Star Alliance.
Chegando ao Aeroporto Internacional de São
Paulo/ Guarulhos, me dirigi ao check in da
Avianca, no terminal 2, que achei péssimo. O novíssimo terminal 3 deveria ser
padronizado para TODOS os voos internacionais, por terem as melhores salas
VIPS, incluindo a da Star Alliance, que atenderia os clientes da empresa
colombiana, no caso.
De volta ao check
in, os funcionários são bastante solícitos e bem treinados, além de
rápidos. Lembram postagens anteriores de como conseguir upgrades em algumas empresas/ alianças? Eu resolvi testar o meu
cartão Diamond da Avianca/ Star Alliance GOLD para conseguir um upgrade para a classe executiva neste
trecho entre São Paulo e Bogotá, já que minha passagem de ida era na econômica.
O atendente me colocou na lista de espera e só iria saber se ganhei ou não o
benefício minutos antes de embarcar.
A rigor, não tenho nada a reclamar da Avianca
no atendimento! Minha única crítica vai pelo uso do terminal 2, que é péssimo
no quesito salas vip e duty free. A empresa utiliza para quem é cliente elite
ou viaja na classe executiva, a péssima sala da Pro Air. Na verdade, a sensação
é que ela é um puxadinho e que colocam algumas coisas para chamar de “vip lounge”.
Como eu tenho acesso à sala do Smiles, que ficava na frente, não tive dúvidas e
fui para lá. Que fique registrado aqui a minha sugestão para que TODOS OS VOOS
INTERNACIONAIS em Guarulhos sejam operados no terminal 3, aonde tem uma
estrutura bem melhor do que a do antigo terminal 2.
Me aproximei do portão de embarque, para saber
do meu upgrade epara a minha surpresa, tudo se processou muito rápido e eu já não
estava mais na lista dos passageiros da classe econômica. Com a confirmação,
era só checar o modelo do avião usado e embarcar. Apenas para explicar, muitas
vezes eu compro passagens de acordo com o modelo da aeronave operada na rota,
por ser maior ou não. Há algumas classes executivas que não valem o
investimento alto, por ser muito aquém do desejável. De toda forma, fica aqui
meus agradecimentos a Avianca Internacional e principalmente a rapidez no upgrade de última hora, antes do
embarque.
O embarque foi como o normal, iniciando pelas
prioridades, que neste momento eu tinha dois tipos, uma por ser Star Alliance
GOLD e outra por estar voando na bussiness.
E mesmo não voando com tanto conforto, eu faço questão de usar estes
benefícios de entrar primeiro, tendo em vista que algumas vezes as pessoas “roubam”
o seu espaço para colocar sua bagagem de mão e você passa por dificuldades na
hora do desembarque, chegando a ser o ÚLTIMO a sair do avião algumas vezes!
Como já aconteceu em um voo para Buenos Aires, no passado, hoje sou até muito
metódico em aeroportos na hora do embarque.
O avião era um Airbus A330 usado por várias
empresas nas rotas do Brasil para o Mundo, como a TAP, TAM e Azul. Era um
modelo novo, um dos primeiros recebidos pela empresa (N280AV) e com esquema de
pintura da Star Alliance, todo em
branco, com o leme preto. A disposição da classe executiva não era como eu
esperava, em “espinha de peixe”, aonde todos os passageiros teriam acesso ao
corredor. Era ainda no padrão mais antigo, usado por várias empresas até hoje,
aonde quem estava sentado nas janelas (meu caso), teria de passar por cima da
pessoa ao lado para ir ao banheiro ou caminhar dentro do avião. A Avianca tem
esse padrão mais moderno de “espinha de peixe” em dois Airbuses A330 da frota,
mais novos e em todos os novíssimos Boeing 787, que faziam essa rota alguns
meses atrás.
Antes da decolagem, que estava prevista para as
09:30 da manhã, foram servidos os famosos “welcome
drinks” e que por conta do horário, não era espumante/ champanhe e sim, sucos
de laranja ou água. Claro que não poderia faltar as famosas toalhas quentes e
úmidas, para lavar as mãos antes da decolagem. Partimos do Brasil com destino a
Colombia dentro do horário previsto e num céu de brigadeiro, sem turbulências.
Pouco tempo de atingir altitude de cruzeiro, começou
o serviço de bordo e a oportunidade de conhecer um pouco mais dos serviços
oferecidos pela empresa colombiana. Por conta do horário, era um café da manhã,
que acabei escolhendo a opção de omelete recheada de presunto e queijo,
acompanhada de algumas batatas recheadas, salsichão de frango, croissant e
frutas tropicais, como mamão, melão e kiwi. Ainda tinha opções de geleias,
manteigas e sucos de laranja, além de café tipicamente colombiano, das
plantações dos donos da Avianca, nada de Juan
Valdéz.
Algumas poltronas estavam com defeito/ falha
para reclinar e virar a cama, mas isso foi explicado pela tripulação, caso aconteça
com vocês, pessoal! O pessoal de solo da empresa tinha confirmado apenas 10
(dez) pessoas na classe executiva e isso acontece para se preparar alimentação
e o serviço, em todas as empresas do Mundo. Como ela foi com um pouco mais do
que o esperado, alguns assentos não tinham sido testados, gerando justamente a
existência de alguns com defeito. Mas, isso não foi problema! Pedi para trocar
com uma passageira e tudo e resolveu.
O último serviço aconteceu antes do pouso em
Bogotá, que serviram outro prato. Para uns passageiros era uma espécie de
massa, com molho branco/ de queijo e para mim, acabou sendo um sanduíche
bastante generoso e bem servido. Talvez pelo horário de pouso na capital colombiana
ser quase na hora do almoço (12:30 P.M). De resto, o voo foi tranquilo e com
uma pequena e tradicional turbulência ao passar pela floresta amazônica.
O pouso foi tranquilo e o voo teve duração
total de 5 (cinco) horas e 30 (trinta) minutos, tocando o solo do Aeroporto El
Dorado antes do horário previsto. O desembarque foi rápido e aquela coisa de “prioridade
na bagagem” funciona muito bem na Colômbia. As malas chegaram antes do que a
dos outros passageiros, o que agilizou a saída do aeroporto.
Dessa vez pude fazer uma comparação direta com
a concorrência, que são as empresas do Grupo Latam (LAN e TAM). Já voei na
executiva das duas e agora na da Avianca e posso falar que é muito similar o
produto oferecido nos voos do Brasil para a América do Sul (Santiago do Chile e
Bogotá). Eu diria até que a TAM até anos atrás tinha um serviço INFERIOR, mesmo
utilizando aviões melhores, como os Boeing 777 na rota para Santiago. A empresa
colombiana faz jus a ser tão tradicional no continente e sem dúvidas é uma
ÓTIMA opção para se viajar até Bogotá.
Pessoal, depois de mostrar que é
possível viajar com um certo conforto em voos domésticos dentro do Brasil
(ainda que na classe econômica) e explicar um pouco sobre os programas de
milhagem, essa publicação vai tirar TODAS AS SUAS DÚVIDAS quando viajar numa
empresa de fora e não sabe como e em qual empresa brasileira pode se juntar um
pouquinho mais das milhas.
Primeiramente, vocês devem
entender que existem 3 (três) alianças globais: a Oneworld, Star Alliance e
Skyteam. Para fazer parte de qualquer uma delas, não é preciso ser cliente
elite ou pagar algum valor, não se preocupem. Se a empresa aérea que você é cadastrado
no programa de milhagens fizer parte de alguma dessas alianças, automaticamente
você também fará. E como descobrir isso? No meu caso, eu sempre gostei de
aviação desde criança, mas se vocês forem um pouco observadores, vão conseguir
acumular ainda mais pontos em voos de empresas aéreas parceiras e eu explico
melhor a partir de agora.
É preciso entender um pouco mais
sobre as empresas aéreas que voamos no Brasil e suas alianças, que no caso só
existem DUAS hoje em dia (Dezembro de 2015): a TAM, que faz parte da Oneworld e
a Avianca Brasil, que faz parte da Star Alliance. Entendido isto, vocês devem
entender quais são as empresas integrantes dessas alianças (que são diferentes
e concorrentes entre si) e poder comprar a sua passagem sem trauma e sabendo
EXATAMENTE como acumular em cada programa. Para ajudar vocês, vou ilustrar
quais são as empresas parceiras da TAM e da Avianca!
Começo pela Avianca Brasil e o
seu Programa Amigo. A empresa faz parte da MAIOR ALIANÇA GLOBAL de empresas
aéreas do Mundo, a Star Alliance, que teve entre outras, a saudosa Varig como fundadora (que infelizmente nem todos sabem o que significa, mas não vem ao
caso neste momento). São várias empresas que você pode voar e pontuar no programa
de fidelização da empresa sem maiores problemas. Vou citar algumas empresas
mais escolhidas pelos Brasileiros, que são a United Airlines, TAP Air Portugal,
Turkish Airlines, Copa Airlines, Swiss Airlines e Lufthansa, entre outras
várias. Para facilitar, vou colocar aqui abaixo TODAS as empresas que fazem
parte, para na hora da sua próxima viagem, você pontuar tudo que tem direito e
de maneira CORRETA:
Já decoraram quais empresas são
parceiras da AVIANCA BRASIL? Vou ajudar mais ainda vocês, só que
exemplificando:
- Vai viajar para Alemanha e pela
Lufthansa, como fazer? Uma vez inscrito no Programa Amigo da Avianca, você
apenas informa o seu número da empresa BRASILEIRA e estará acumulando todas as
milhas que tiver direito, dependendo da classe e tarifa paga nesta viagem. Em
geral, nas rotas entre Brasil e Europa, o cliente ganha 12.000 (doze mil)
milhas e que variam, como eu já frisei.
- Não gosta da Europa e quer ir
para América Central? Provavelmente você irá pela Avianca Internacional (com
sede na Colômbia) ou pela Copa Airlines! Como acumular? Igual ao caso acima,
basta apresentar o seu número do Programa Amigo da Avianca (depois de realizar
o cadastro) e pronto.
E isso se aplica para todas as
outras empresas. ALGO IMPORTANTE, pessoal: GUARDEM SEMPRE O SEUS CARTÕES DE EMBARQUE,
mesmo eles já UTILIZADOS. Isso por vários motivos: para solicitar pontos não
colocados na sua conta de fidelização e para evitar situações embaraçosas, que
o sistema das empresas não registram o seu embarque e automaticamente você
recebe o famoso “no-show”, ou seja, a
perda da passagem de volta.
Passando para a aliança concorrente,
a Oneworld, chegamos na TAM. Em 2016, a fusão da LAN e TAM irá ser finalizada e
uma nova empresa irá surgir a LATAM Airlines e a empresa chilena e brasileiras
irão ser apenas uma lembrança para os apaixonados por aviação. Apesar de ser
menor que a Star Alliance, há várias empresas que fazem parte do mesmo grupo e
você pode acumular milhas na TAM, ainda que voando em empresas da Austrália, por
exemplo. Entre as mais conhecidas e principais dos brasileiros estão a Japan
Airlines, Qantas Airlines, American Airlines, British Airways e Ibéria. Claro que essas são apenas as principais empresas que fazem parte da Oneworld, mas para saber exatamente quais são, confira a ilustração abaixo e se voar em alguma delas, não esqueça de informar o seu número
Multiplus/ Fidelidade na sua próxima viagem! Mesmo que os aviões não sejam da TAM, você irá acumular milhas no Multiplus/ Fidelidade, por conta da parceria entre as empresas. Vamos a lista?
As mesmas regras que exemplifiquei com relação as empresas participantes da Star Alliance, se aplicam as da Oneworld e posteriormente da Skyteam. Mas, apenas para ajudar e citando um exemplo, vamos supor que você comprou uma passagem para MIAMI ou Nova York, pela American Airlines e não sabe como ganhar essas milhas na TAM. Simples, pessoal! Apenas apresentem o cartão TAM Fidelidade ou o seu número Multiplus no check in da American e seus pontos irão cair diretamente na sua conta, num prazo de até 15 (quinze) dias após a viagem. Lembrem de guardar os cartões de embarque, SEMPRE.
Como nem tudo são flores, algumas
empresas restringem o acúmulo dos pontos em alguns voos, dependendo da tarifa
paga. Vou dar um exemplo que aconteceu comigo recentemente. Comprei uma
passagem em classe econômica para Bogotá e a volta em classe executiva (que em
tese se pontua mais). Minha preferência seria acumular no meu Connect Miles da
Copa Airlines (que sou Platinum e Star Alliance GOLD) ou no meu Mileage Plus,
da United (que sou Premier Silver e Star Alliance Silver). O que acontece? Nas
duas situações, eu iria acumular apenas 75% (setenta e cinco por cento) dos
pontos no voo de ida e apenas 100% (cem por cento) no voo de volta, em classe
executiva. O que fiz? Optei por acumular no meu Amigo da Avianca Brasil, que eu
vou acumular 100% (cem por cento) dos pontos no voo de ida e 150% (cento e
cinquenta) no voo de volta. O que importa é acumular mais pontos, não é
pessoal? Como eu sei disto? Simples! Sempre que você compra a passagem, existe
a classe (que vai da letra “A” até a letra “Z) e você compara com a tabela da
empresa que deseja acumular para depois não ter decepções e saber em qual delas
é MELHOR acumular.
A terceira e última aliança global é a
Skyteam, que nenhuma empresa brasileira faz parte. Em compensação, a GOL tem
vários parceiros que são membros dela e faz levar a crer que num futuro próximo
a laranjinha faça parte deste conglomerado de empresas aéreas pelo Mundo! Isso seria
bastante positivo para todos nós, que iria acirrar ainda mais a concorrência e
como consequência baixar os preços das viagens que todos nós tanto gostamos. A
Skyteam é a menor e menos famosa das alianças, mas possui empresas bastante
importantes:
Por fim, a GOL tem alguns vários
parceiros para acúmulo e resgate de passagens aéreas, incluindo membros da Star
Alliance, Oneworld e Skyteam. Claro que isso não significa que a melhor empresa
para se ganhar milhas seja o Smiles! O ideal é sempre você
comparar a tarifa eleita e observar com calma aonde você poderá acumular mais
ou ter maiores benefícios. Lembrando que as tarifas pagas influenciam DIRETAMENTES a quantidade ou não de milhas que irá se acumular em um voo. Antigamente não existia isso e era apenas pela distância voada, infelizmente mudaram e complicaram um pouco os programas de milhagem, especialmente o sempre bom, Smiles. Segue abaixo as empresas que mesmo você não voando de GOL, irá acumular no seu programa de milhagem mais conhecido, o Smiles:
Alguém sentiu falta da Azul? Bom, confesso conhecer pouco sobre o programa Tudo Azul, mas considerando a malha aérea da empresa, que é a MAIOR do País (com voos regionais e entre capitais), tem tudo para ser um sucesso. Ainda está se formando e atraindo olhares, mas já tem a United Airlines (membro da Star Alliance) como sua maior parceira, o que deverá abrir portas para outras empresas. Aliás, comenta-se nos bastidores, que a Azul em breve irá fazer parte da Star Alliance, já pensaram?
É isso, pessoal! Espero que tenha ajudado mais uma vez e se tiverem maiores dúvidas, entrem em contato comigo por aqui.
Não deixem de me seguir nas redes sociais, que sempre deixo algumas dicas de viagens e empresas aéreas:
Pessoal, hoje irei dar umas dicas valiosas para
quem gosta de viajar com um maior conforto nos voos operados DENTRO DO BRASIL.
Infelizmente todas as nossas empresas aéreas não possuem aviões com mais de uma
classe, sendo assim, disponível apenas a famosa e algumas vezes apertada,
classe econômica.
Se você cansou de viajar no aperto e acha que é
impossível ter um maior conforto, pode acreditar que seus problemas acabaram.
Hoje irei mostrar para você, que me acompanha aqui no blog e nas redes sociais,
que é possível SIM voar com um bom espaço entre as pernas e as vezes sem
precisar pagar nada por isso, depende do contexto.
Começando pela GOL Linhas Aéreas, irei ousar fazer
vários elogios! Sim, a empresa tem se esforçado bastante para melhorar a
qualidade do serviço, reduzindo a quantidade de assentos em suas aeronaves e
como consequência, melhorando o espaçamento entre as poltronas. Você que sempre
criticou a laranjinha, sabia que hoje ela tem o maior, se não um dos maiores
espaços entre as cadeiras entre todas as empresas aéreas? Tem o selo A, da
ANAC.
Vamos um pouco sobre os equipamentos operados hoje
pela empresa para saber escolher o melhor assento, não é mesmo? A GOL opera apenas dois tipos de
aeronaves, que são os Boeing 737-700 (menor) e o Boeing 737-700 (maior). Para
conseguir viajar melhor do que já está, basta você procurar o espaço chamado e “GOL+”.
Nele, além do maior espaçamento para as pernas, as poltronas reclinam até 50%
(cinquenta por cento) mais que o normal e está disponível na seguinte forma:
- Boeing
737-700: fileiras 1 a 7 A, B, C, D,
E e F, além das tradicionais saídas de emergência, que ficam localizadas
nas poltronas 12 A, B, C, D, E e F. Se
você optar pelo assento número 11 A, B, C, D, E ou F, sabem o que acontece? O
espaço é menor e ainda tem o agravante de NÃO RECLINAR, pois são aquelas
poltronas feitas para não obstruir a saída de emergência. Essas aeronaves são
usadas bastantes em rotas regionais, como interiores e Fernando de Noronha, por
exemplo.
- Boeing
737-800: fileiras 1 a 7 D, E e F (lado
direito da aeronave) e 2 a 7 A, B e C (lado
esquerdo da aeronave). As saídas de emergência que reclinam e são confortáveis
variam, de acordo com o modelo da aeronave e podem ser apenas a 17A ou 17F nos modelos mais antigos (e
isso só é possível saber na hora do embarque) ou toda a fileira 17, ou seja, da
letra A a F (nos modelos mais
novos). Os que tiverem assentos marcados nas poltronas 15 A, B, C, D, E ou F
irão ficar na mesma situação que falei acima, ou seja, com menor espaçamento e
sem reclinar.
Como nem tudo são flores, a GOL comercializa esses
lugares em média por R$ 50,00 (cinquenta reais) ou de forma gratuita para quem
é cliente Smiles Diamante ou os parceiros elite da empresa.
Avermelhando um pouco as coisas e indo para a TAM Linhas Aéreas, a empresa tem um dos
piores espaços entre as poltronas do País, inclusive em voos internacionais,
por incrível que pareça. Vamos entender um pouco dos aviões operados em voos
domésticos, que são basicamente 3 (três) tipos de aeronaves: os Airbuses A319,
A320 e A321. Em alguns casos raros, eles colocam aviões maiores, usados em voos
internacionais em rotas domésticas como Manaus, Recife e Fortaleza e em seguida
retiram, portanto irei me concentrar no tradicional.
- Airbus
A319: é o concorrente direto do Boeing 737-700 da GOL e não poderia ser
muito diferente o local do espaço conforto da TAM, que são nas fileiras 11 A, B, C, D, E e F.
- Airbus
A320: é o queridinho da empresa e usado DEMAIS em quase todos os voos
nacionais da empresa. Os melhores lugares, para você ir confortável são as
poltronas 13 A, B, C, D, E e F. Importante
lembrar que a empresa comercializa toda a fileira 12 (doze) também, que de fato
tem um espaço maior e em contrapartida não reclina, por obstruir a saída de
emergência no caso de uma evacuação.
- Airbus
A321: bastante usado nas rotas entre o centro-oeste/ sudeste e norte/
nordeste, é um avião de fuselagem IGUAL aos anteriores, mas com a diferença de
ser alongada (um charuto). Os melhores assentos deste avião são os das fileiras
11 B, C, E e F e 25 B, C, E e F. O melhor deixei para
agora, que são os assentos que além de ter um conforto maior, NÃO POSSUEM
POLTRONA NA SUA FRENTE! Sabem quais são? Os 12 A e F, além dos 26 A e F.
Seguindo as regras da concorrência, a TAM também
comercializa esses assentos por um valor de R$ 40,00 (quarenta reais) em média.
Por outro lado, se você for cliente TAM Fidelidade Vermelho Plus, Black ou
LanPass Comdoro, Comodoro Black, ou Oneworld Emerald, qualquer um desses lugares
acima podem ser solicitados de forma gratuita.
Não irei me alongar neste assunto, mas vou entrar
na empresa que considero a melhor em conforto, voando nos céus do Brasil, que é
a Avianca. O ponto baixo da empresa é a sua modesta malha aérea e falta de
opções e horários interessantes. Fora isso, seus aviões são TODOS com padrão
internacional, com sistema áudio visual individual, serviço de bordo que nos
lembra a antiga Varig, além de um BOM espaçamento entre os assentos. Ela opera
uma frota parecida com a TAM, que são os Airbuses A318, A319 e A320.
- Airbus
A318: é o modelo menor da família A320 e seus melhores assentos são os da
fileira 10 A, C e D, K. Se você
quiser ir sem nenhuma cadeira na sua frente, basta optar pelas posições 11 A ou 11 K. Esse mini-Airbus cada vez mais tem deixado de operar na
empresa e a tendência é que sumam da frota.
- Airbus
A319: modelo igual ao operado pela TAM, só que com um espaçamento bem
melhor e sistema áudio visual individual e os melhores assentos são os da
fileira 12 A, B, C, D, E, K.
- Airbus
A320: Se na TAM a mesma aeronave é na fileira 13, na Avianca muda para 12 A, B, C, D, E e K. Isso demonstra um
pouco como a empresa líder no Brasil é apertada em relação a outras como a
Avianca.
O detalhe importante é que ATUALMENTE a Avianca
Brasil NÃO COBRA qualquer valor extra para você pedir esses lugares. No máximo
eles ficam bloqueados até próximo ao embarque e quem chegar primeiro solicita esses
lugares.
Por fim, cheguei na Azul Linhas Aéreas que opera
REGULARMENTE três tipos de aeronaves nos seus voos domésticos que são os
Embraer 190 e 195, além dos ATR-72-600. São aeronaves de porte BEM menor do que
os das outras empresas, porém muito seguros e interessantes. E ainda há o
adicional da televisão ao vivo na maioria dos voos. O que interessa é o maior
espaço para a viagem, correto? Então vamos entender um pouco:
- ATR
72-600: é o menor avião da frota e usado em rotas regionais e de curto
alcance, como Fernando de Noronha/ Natal ou cidades de até 1 hora de voo. Não
existe o “Espaço Azul” nessas aeronaves.
- Embraer
190 e 195: São dois tipos diferentes de aeronaves, mas possuem a mesma
configuração para o “Espaço Azul”, além de serem usadas frequentemente nas
principais rotas da empresa. Para quem senta no lado direito dessas aeronaves,
basta escolher as poltronas 1 a 5 C e D,
enquanto os que sentam do lado esquerdo ficam com as fileiras 2 a 5 A e B. Como não poderia deixar de
ser, as saídas de emergência (sobre as asas) possuem um BOM espaçamento e ficam
na fileira 14 A, B, C e D.
A Azul cobra valores a partir de R$ 25,00 (vinte e
cinco Reais) nas rotas de curto alcance e R$ 50,00 (cinquenta reais) nas de
médio/ longo alcance. Se você é cliente Diamante no programa Tudo Azul, tem
direito a 4 (quatro) cortesias ao ano (e é cumulativa) para solicitar qualquer
um desses assentos e caso você seja cliente Safira, tem direito a 2 (duas)
cortesias.
Confesso que sempre ao comprar o bilhete, eu
procuro ver qual é o equipamento/ aeronave que será usada na rota. Algumas
empresas com a GOL, Avianca e Azul, não muda muita coisa por conta da frota ser
muito homogênea, mas na TAM, que as vezes coloca aviões maiores, pode ser
interessante você ter esse conhecimento! O espaço conforto, é comercializado
como se fosse a classe executiva, ainda que o serviço não seja.
Para quem não tem muita paciência de analisar esses
detalhes, ainda tem uma saída, que é acessar o site www.seatguru.com e colocar o número do seu
voo, com data e horário e eles já mostram o mapa de assentos do avião que irá
operar a rota. Assim, pode ajudar você na escolha do seu assento, tornando a
sua viagem mais confortável.
Espero que as dicas tenham sido úteis e espero
vocês na próxima postagem.
Não deixem de me seguir nas redes sociais e
acompanharem essas e outras várias dicas em tempo real:
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Dúvidas e sugestões, podem mandar email para
jabrazileiro@gmail.com.
Alguns FLIGHT REPORTS para assistir, lá do meu canal do Youtube:
De São Paulo para o Recife, pela Latam Brasil
De São Paulo para Fortaleza, pela Avianca Brasil
Do Rio de Janeiro para o Recife, pela Gol Linhas Aéreas
De São Paulo para o Rio de Janeiro, pela Azul Linhas Aéreas