Pernambuco é um dos estados brasileiros marcados pela diversidade cultural, seja na praia, no campo ou no semi-árido. Depois de conhecermos a o fantástico arquipélago de Fernando de Noronha, que tal ir rumo ao interior, para Petrolina? Junto com a cidade de Juazeiro, na Bahia, formam
a maior concentração urbana da região do semi-árido no Nordeste do Brasil. Como se não bastasse, a
cidade é a segunda maior de Pernambuco e possui o maior PIB (produto interno bruto) entre as cidades do interior do estado. A exemplo do que acontece no Chile, Petrolina tem um clima muito seco, apesar do exemplar sistema de irrigação, que é ideal para o cultivo de cepas, não sendo por acaso o título de 2º maior
centro vinícola do Brasil, perdendo apenas para o Vale dos Vinhedos no Rio
Grande do Sul. As diferentes técnicas de fertilidade do solo castigado pelo forte sol, além da forma de irrigação inspirada na Califórnia americana, faz de Petrolina um dos principais centros de exportação de frutas tropicais (melancia, uva, melão, entre outras) brasileiras para todo o mundo.
Barricas da vinícola Ouro Verde
A região do Vale do São Francisco ainda está engatinhando no turismo, mas já é bastante forte o Entourismo, que é aquele para se conhecer vinícolas e a cultura do vinho. Particularmente, não resisto a uma boa degustação, motivo pelo qual fiquei bastante entusiasmado ao conhecer mais um município pernambucano. Na chegada em Petrolina, um veículo já aguardava para o início do passeio que iria ser na cidade vizinha, em em Casa Nova, na Bahia. Lá se encontra uma das filiais da Miolo do Rio Grande do Sul, a vinícola Ouro Verde, que é uma das mais visitadas. Foi possível observar um espaço de cerca de 200 hectares de vinha plantada, aonde com ajuda dos guias muitas informações foram dadas, inclusive com o projeto de expansão até 2020, que é de duplicar esta área atual. A visita guiada se inicia pelos pelos tanques onde são produzidos os vinhos da casa, aonde turista ainda aprende curiosidades como as quantidades de uvas necessárias
para a produção de uma garrafa de 750 ml de vinho, além de saber que para cada
hectare cultivado/ plantado, irão resultar em cerca de 8.000 (oito mil) a
10.000 (dez mil) uvas. Querem produzir uma garrafa de vinho? Tudo bem, além de todo os processos rigorosos, é preciso ter incialmente 1kg de uvas, ok? Mais informações sobre a vinícola e esse passeio, basta acessar http://www.miolo.com.br/empresa/miolo_wine_group/vinicula_ouro_verde/.
Outro passeio imperdível para quem está na cidade é no bairro de Areia Branca. A entrada é marcante e impossível de não acertar o nome do local: o Bodódromo. Lá é o ponto de encontro de vários habitantes da cidade, além de ser uma das principais atrações turísticas, por ser um complexo gastronômico com cerca de 10 (dez) retaurantes e alguns bares. Este nome peculiar se deu no passado, quando nesta área era uma grande área de comercialização da carne de bode, que é um animal típico da região. Atualmente, é difícil experimentar esta iguaria, por conta do cheiro e a sua carne ser dura. Em lugar dele, a regra é oferecerem carneiro em diversas especialidades como carneiro assado (prato
mais tradicional da região) e até lingüiça e pizza de bode. Um aspecto cultural
e engraçado do pernambucano é que tudo é o maior e se não for, é o melhor. Por
isso, não se surpreenda se ouvir de alguém que este é o maior espaço ao céu
aberto dedicado a este tipo de prato do mundo, que realmente pode ser verdade.
Experimentando as uvas,
Outra vinícola
visitada foi a Vitivinícola Santa Maria (http://www.vinibrasil.com.br/), que é controlada pelo grupo português Dão Sul, com ampla experiência, além de diversos prêmios internacionais. Fazendo um paralelo com a vinícola em Feira Nova, achei que esta é a que mais vale a pena, por conta da estrutura e instrução dos guias. São verdadeiras lições sobre o cultivo da uva, processos de fermentação do vinho e como degustar. Posso afirmar que chega a ser um passeio do nível ou até superior ao que fiz por duas oportunidades em Santiago do Chile, na vinícola Concha y Toro. O passeio se torna mais espetacular quando os guias oferecem uma visita aos campos de parreiras, aonde se há breve explicação do plantio das cepas e permitindo ao turista experimentar os sabores e perceber as diferenças, uva a uva. Dentre os inúmeros tipos, destaco as Cabernet Sauvignon, Carmenère e Shiraz. Para os que querem
testar todos os paladares e perceber as diferenças de sabores de cada uva, é
permitido experimentar ali mesmo cada uva. Como em toda vinícola, a visita se
encerrou com uma ampla degustação de seus vinhos, que foram os da linha Rio Sol
e com uvas de cortes Cabernet Sauvignon e Syrah.
"Carranca" com a ponte ao fundo
Não poderia deixar de fazer uma referência ao “Velho Chico”, apelido carinhoso ao Rio São Francisco, tão presente na cultura do povo nordestino. Petrolina (Pernambuco) e Juazeiro (Bahia) são banhadas e separadas por essas águas e chegaram a ter uma canção do já falecido Luiz Gonzaga (http://www.youtube.com/watch?v=t_70Bfif9BQ)
que demonstrava todo carinho para as duas cidades. O passeio começa numa travessia típica da região, numa pequena embarcação que funciona como ônibus coletivo, só que aquático e leva as pessoas de Petrolina, para Juazeiro em apenas alguns minutos. Ao chegar no lado da Bahia, troquei para um barco maior e a vapor, que iria iniciar um tour pelas águas do Rio São Francisco. O guia, passa aos turistas diversas informações sobre a importância do rio para a região, além dos aspectos históricos e outras curiosidades. Impossível não perceber a Carranca,
que é uma escultura em forma humana ou de animal típica da região e feita
de madeira. Inicialmente eram produzidas e colocadas na proa dos barcos que
navegavam pelo “velho Chico” e depois passou a ser comercializado nas diversas
lojas de artesanatos da região. O passeio, que dura cerca de duas a três horas,
é regado a espumantes locais, culinária regional e muita música popular
brasileira e regional, além de permitir uma parada para se banhar nas águas do "Velho Chico". Tentei fazer um vídeo para mostrar um pouco mais do passeio, mas as filmagens ficaram com o som muito abafado e prejudicado. Vou ficar devendo, na próxima ida para Petrolina e Juazeiro, prometo o vídeo.
Dando uma pausa
nas viagens internacionais, chegou a hora de conhecer um pouco mais do nosso
Brasil. O destino hoje é uma ilha que fica a leste do Estado do Rio Grande do
Norte e formado por 21 (vinte e uma) ilhas e ilhotas. Trata-se de Fernando de
Noronha, distrito do Estado de Pernambuco e dona de visuais de tirar o fôlego.
Sua história nos leva ao período das grandes navegações portuguesas, aonde a
ilha possuía um nome diferente do atual: Ilha de São João da Quaresma. Por
volta de 1504, o monarca D. Manuel I resolveu doar a ilha para o então
proprietário da capitania hereditária da época, que era o Fernão de Loronha. Desde
então, a ilha passou a se chamar de Fernando de Noronha e após longo período abandonada,
se tornou por muitos anos uma prisão. Esse polo turístico que conhecemos é
recente e bastante aproveitado por conta da proximidade entre a ilha e as
cidades de Natal e Recife, que favorece a ligação diária. Antes do pouso, os
passageiros que escolheram o lado esquerdo do avião, serão presenteados com uma
vista panorâmica da ilha, por alguns pilotos realizarem o contorno da ilha
antes do pouso.
As portas do
avião se abrem e se inicia o desembarque. Este é o momento curioso aonde é
notório o movimento frenético de câmeras fotográficas e filmadoras dos turistas,
que tentam registrar cada momento em Fernando de Noronha. Não é por acaso,
afinal o turista se depara de cara com ponto mais alto da ilha, que é o Morro
do Pico (321 metros) com as aeronaves de atores coadjuvantes. Registrados
alguns desses momentos chega a hora de pagar a conhecida e de certa forma
absurda “taxa de preservação da ilha”. O
valor varia a cada ano e atualmente custa em torno de R$ 45,60 (quarenta e
cinco reais e sessenta centavos) cada dia de permanência por lá. Para não
perder tempo na chegada, é possível realizar o pagamento diretamente no site do
Governo do Estado de Pernambuco (http://www.noronha.pe.gov.br/),
bastando apenas entrar na outra fila do desembarque e comprovar o pagamento.
Assim, o próximo passo é pegar a bagagem na modesta esteira e começar a viagem.
A impressão que
fica é que independente do seu local de hospedagem, sempre haverá um transfer do aeroporto para o centro da
cidade (na ida ou na volta). Tudo em Noronha é caro, mas basta visitar o
arquipélago na baixa estação e constatar que é possível até negociar o preço de
algumas atrações, além de conseguir hospedagens mais baratas. Isso acontece por
conta da baixa procura pela ilha e movimento durante a baixa estação. Sem dúvidas
o lugar mais central e interessante para se hospedar é o bairro da Vila dos
Remédios, que é o centro histórico da ilha e se estende até o mar, se
encerrando na famosa Praia do Cachorro. No bairro é possível encontrar
supermercados, restaurantes, bares e inclusive o lugar de maior agito na vida
noturna, que é o Bar do Cachorro.
Uma curiosidade
é que em Fernando de Noronha se encontra a segunda menor rodovia do Brasil, com
apenas 7 km de extensão. É parte dela que pegamos para chegar até a Baía de Santo
Antonio. Por lá, encontramos o porto da ilha, e local de partida e chegada de
diversas embarcações de pescadores e outras turísticas que mostram Noronha por
outro ângulo. Por conta de um naufrágio no passado de uma embarcação grega, o
navio Eleani Sthatathos, embarcações
maiores não conseguem atracar no porto. Ao turista, duas espécies de cruzeiros
são oferecidos: uma grande embarcação que oferece um passeio ao redor da ilha,
com vendas de bebidas e comida a bordo, que custa cerca de R$ 90,00 (noventa reais),
ou o meu preferido, que é uma lancha privada e custa R$ 1.000,00 (mil reais) a
ser dividido pela quantidade de pessoas a bordo. A maior diferença é que a
lancha é um passeio privado/ vip e com tudo incluso, inclusive comidas
(churrasco e peixe pescado na hora) e bebidas (cerveja, água, refrigerente). De
resto tudo é oferecido em ambas, como o famoso passeio de planasub, mergulho em um ponto no mar de dentro e o tempo de
duração que pode ser 04 (quatro) horas ou o dia inteiro.
Jantar do Zé Maria.
A noite reserva
uma atração que mexe com o paladar do turista. É o festival gastronômico do Zé
Maria, que fica na pousada que leva o mesmo nome. Uma variedade de pratos
feitos de frutos dos mares, saladas e carne, é de dar água na boca. Para poder
aproveitar, é preciso fazer uma reserva e o pagamento no valor de R$ 120,00
(cento e vinte reais), que dá direito ao buffet
livre, mas com bebidas sendo pagas a parte. O dono do empreendimento e da
ideia, o próprio Zé Maria, faz questão de apresentar cada prato feito, que vai
desde pratos típicos do Nordeste brasileiro como carne de sol, até delícias do
mar como peixes especiais, sushis ou
saladas. Após o jantar principal, é oferecido uma outra infinidade de
sobremesas. Sem dúvidas nenhuma vale muito a pena conferir.
O passeio mais procurado
é o ilhatur (R$ 100,00), que todos
devem fazer pelo menos uma vez. O tour é quase completo ao redor da ilha, não
sendo incluído o passeio pelo centro histórico (que ñão será problema para quem
estiver hospedado no bairro da Vila dos Remédios). Essa volta pela ilha é feita
por veículos Land Rover, Hilux, L-200 ou
Buggys e levam o dia todo. Por conta
disto, é recomendado que se leve protetor solar, para aguentar os raios solares
(que são bastante fortes), repelentes (contra os diversos mosquitos), bonés, sapatos
velhos/ sandálias Crocs e etc. O importante é sentir-se bem e confortável, pois
são muitas trilhas, com inclinações e solos diferentes.
Quem diria que a
praia mais bonita do Brasil encontra-se tão afastada do continente, não é? Ela
fica lá em Fernando de Noronha, na praia do Sancho. A primeira parada do ilhatour, só há uma forma um pouco
incômoda de acesso a este paraíso: descendo uma escadaria numa fenda, além de
outro trecho de pedras e areia até chegar até a praia. Seu mar bastante
cristalino além de encantar, permite que sejam observados ocasionalmente
algumas espécies marinhas e cardumes de peixes. Via de regra, os guias do
passeio permitem um tempo, que varia de 30 (trinta) minutos a uma hora, para
que seja possível curtir melhor essa maravilha da natureza, seja mergulhando ou
apenas admirando.
Morro dos Dois Irmãos ao fundo.
Cenário de um
dos mais conhecidos cartões postais da ilha, a Praia da Cacimba do Pare e Baía
dos Porcos é onde está o famoso morro dos “Dois Irmãos”, que é apelidado de “Fafá
de Belém”, por terem formatos de dois seios enormes. Além do acesso à praia, há
inúmeras trilhas para o turista não perder um ângulo das belezas naturais de
Fernando de Noronha. Em seguida, o destino é a Praia do Sueste, que possibilita ao turista um mergulho livre para poder ver
de perto a diversidade marinha da ilha. Algumas espécies são bastante comuns
nesta praia, como tubarões, arraias, tartarugas gigantes e inúmeros cardumes de
peixes exóticos, que faz parecer que estamos num documentário do Discovery Channel. Tudo isto só é possível
com o aluguel de R$ 15,00 (quinze reais) do material para o mergulho como
nadadeiras e snorckel com máscara. A sugestão é cada um levar o seu
próprio equipamento, uma vez que não acredito que eles lavem o “canudinho” do snorckel na devolução.
Praia da Atalaia, lembra o Caribe
A praia mais
fantástica é sem dúvidas a da Atalaia. Esse
nome é uma referência à Ilha do Frade que
fica justamente na frente da praia e lembra o formato de um monge ajoelhado. Apesar
de pequena, algumas regras são seguidas para a visitação, uma vez que o IBAMA tenta
ao máximo preservar as características do ecossistema e das espécies ali
presentes. Diariamente só é possível entrar 100 (cem) pessoas na praia, em
grupos diferentes e que só podem permanecer nela por apenas 20 (vinte) minutos,
além de não ser permitido o uso de protetor solar, bronzeador ou nadadeiras. O
ideal é ir cedo, para aproveitar a maré baixa, que forma uma piscina natural
com águas cristalinas, além de ser possível nadar com pequenos tubarões e
arraias e observar diversas espécies de peixes e lagostas, por exemplo. Uma
curiosidade é a profundidade da água, que é de apenas 80 (oitenta) centímetros.
Desta forma, eles aconselham aos que não conseguem flutuar, usar um colete para
não tocar os pés ou mãos no fundo da água e assim assustar as espécies que ali
residem.
Que tal visitar
a praia mais badalada da ilha? Localizada próxima ao Bairro da Vila dos
Remédios, é uma excelente opção para o banho e mergulho com cilindro. A Praia
da Conceição, que em períodos de alta estação e feriados é embalada com DJs e
muitas festas também é ótima para se tomar uma boa cerveja ou caipirinha,
conversando com amigos ou familiares. A melhor opção para isto é o Bar do Duda
Rei (http://www.bardudarei.com.br/),
que apesar de praticar preços muito altos nas bebidas, é bastante badalado.
Para completar, o famoso Morro do Pico completa o visual do turista para a
viagem ficar sempre na memória.
Filé de tubarão com camarão
Como um grande
admirador dos tubarões, eu não poderia deixar de conhecer o Museu do Tubarão e conhecer
um pouco mais dessas espécies aquáticas e ter a certeza, conforme estudos que
eles não gostam da carne humana. Geralmente os ataques são erros de
interpretação, que eles apenas abocanham o humano e soltam. Por lá também é
possível provar uma iguaria: o bolinho de tubalhau. Um primo distante, mas de
sabor parecido com o bolinho de bacalhau. O curioso é que antes mesmo de
desembarcar na ilha, eu já pretendia experimentar a carne do tubarão. O bolinho
foi frustrante, pois o sabor já era conhecido, mas quando entrei no Restaurante
da Edilma e pedi um filé de tubarão bico fino coberto de molho de camarão, tudo
mudou. É um prato bastante saboroso e vale a pena provar. Uma pena não
encontrar facilmente essa iguaria no continente.
Não deixem de
acessar o vídeo que fiz e está disponível no meu canal do YouTube sobre
Fernando de Noronha. Basta clicar abaixo ou acessar www.youtube.com/ticoso:
Dois povos e muitas semelhanças. Um no extremo sul e outro no Nordeste de um país continental. Uma história repleta de lutas e batalhas com movimentos separatistas. Seja no aspecto futebolístico ou no orgulho pela terra, o gaúcho e o pernambucano tem muito mais em comum do que eles mesmos imaginam.
Para entendermos um pouco mais sobre essas semelhanças, deve-se voltar no tempo, no período colonial quando surgem dois movimentos no País. De um lado, no Nordeste, a chamada Confederação do Equador que se apoiava em ideais revolucionários, separatistas, em represália a política centralizadora adotada pelo governo do Don Pedro I, quando dissolveu a assembléia constituinte e surgiu a primeira Constituição nacional.
Afora o clima de revolta da população local, os jornais da época, liderado por Frei Caneca, criticavam e pareciam pôr mais lenha na fogueira deste movimento separatista, inclusive no Recife se ignorando a nomeação de Presidências para a Província de Pernambuco. A partir daí, fora nomeado um mineiro casado com filha de pernambucanos, que se recusou a assumir a presidência do estado, surgindo daí um conflito armado que era inevitável.
Finalmente, em 02 de julho de 1824, fora proclamada a Confederação do Equador, dando origem a um velho sonho de autonomia desta região do país, em detrimento a toda política centralizadora no Rio de Janeiro.
Anos depois e longe dali, surge a Revolução Farroupilha, que foi uma guerra regional contra o governo imperial brasileiro, onde o hoje Estado do Rio Grande do Sul, se declarou independente, dando origem a chamada República Rio-Grandense, sendo este o maior conflito armado que existiu no continente sul-americano.
Coincidentemente, um dos motivos que levaram ao movimento no sul do Brasil, foi justamente a constituição que tinha com fulcro a centralização do poder, imposto pelo governo do D. Pedro I. Após sangrentas batalhas, foi proclamada a República Rio-Grandense, e surgiu daí a famosa bandeira tricolor gaúcha, nas cores vermelha, amarela e verde, bem como hino gaudério, também cultivado até os dias de hoje, que na época era o hino nacional deles.
Movimentos separatistas importantes e de notável respeito e conhecimento no Brasil todo. O que espanta, é que séculos e anos depois, o que deu ensejo a tais movimentos ainda continua presente no país, com o Rio de Janeiro e São Paulo, em especial, discriminando o resto do território nacional, caracterizando de certo modo uma centralização política.
Algumas curiosidades entre os dois estados são evidentes, como a criação da maior empresa aérea do país: a Varig. Seu fundador buscou montar a empresa em Pernambuco, mas fora expulso por dívidas na terra do frevo, culminando anos depois, com a fundação da empresa no Rio Grande do Sul, berço da aviação brasileira.
Pesquisas do Ibope revelam o alto grau de participação dos gaúchos e pernambucanos na escolha de seus líderes, onde há um movimento político muito forte, talvez pelos bairrismos locais. Outra curiosidades do Ibope, seriam as torcidas dos times de futebol locais. Recife e Porto Alegre são curiosamente as ÚNICAS CAPITAIS, que não torcem clubes do eixo Rio – São Paulo, como Corinthians e Flamengo, por exemplo, os times locais são as maiores torcidas.
Por incrível que pareça, Porto Alegre e Recife são cidades parecidas! Sim, com a diferença do clima e do litoral recifense, em relação ao Rio Guaíba, em Porto Alegre. Se dermos um passeio pelos TAMBÉM nobres bairros dos Aflitos, em Recife e Moinhos de Vento, em Porto Alegre, nem parece que são cidades diferentes, o cenário é muito semelhante. E o que dizer da entrada de Porto Alegre? Muito parecida com a entrada do Recife.
E os dialetos dos gaúchos e dos pernambucanos? Sim, desde o “Oxe” ao “Bah”, do pão francês, que é conhecido como “cacetinho” pelo porto-alegrense ou simplesmente estar sem dinheiro, que para o recifense seria “estar liso”.
Pois é... características que tornam gaúchos e pernambucanos, dois povos irmãos, bairristas e muito mais próximos do que imaginam. E se você tem dúvida para onde viajar nas próximas férias, “Oxe, tu não me desaponta guri, e pega logo um quero-quero da Varig, bichinho! Vai para Porto Alegre no inverno, e depois para Recife no verão, tchê!”