Conforme
prometido na minha última postagem sobre Sydney, chegou a hora de conhecer um
pouco mais das cidades que ficam nos seus arredores. Agora chegou a hora de
visitar o Featherdale Wildlife Park, Blue
Mountains, Hunter Valley (para os amantes dos vinhos) e a cidade de Newcastle.
Alimentando Canguros e Wallabies
Começando pelo
parque Featherdale, ele fica a cerca
de 40 (quarenta) minutos de Sydney e pode ser feito um transfer em vans e
micro-ônibus que são alugados. Este passeio, que eu aconselho bastante, não faz
parte da rota turística e pode ser também a ÚNICA oportunidade de poder
interagir de uma forma especial com diversos animais típicos da região como os
coalas e cangurus, por exemplo. Alguém já ouviu falar na ave mais perigosa do
mundo? Trata-se do Casuar, um animal
da família das emas e avestruzes, na qual uma patada sua chega a ter a mesma
intensidade da força de um punhal, podendo inclusive decepar membros humanos.
Além disto, é possível viver a experiência de alimentar duas espécies de
cangurus, que apesar de semelhantes são bastante diferentes: os cangurus cinza
e os wallabies. Apesar de ser uma
experiência única, o passeio tem um tempo pré-definido de apenas uma hora ou
uma hora e meia de permanência, depende da operadora/ transportadora.
Cidade de Leura
O passeio
continuou com uma breve parada numa cidadezinha bastante agradável e charmosa. Trata—se
de Leura, uma cidade que lembrou
muito as cidades brasileiras de Campos do Jordão, em São Paulo e Gramado, no
Rio Grande do Sul. Apesar do parentesco distante, as cidades preservam o clima
de clima bastante acolhedor, além de inúmeras casas feitas de madeira e um
artesanato local muito rico. Depois de renovar as energias, nada melhor do que
seguir para um local místico e com visuais de tirar o fôlego: Blue Mountains. O nome, que remete a
coloração azul, é uma referência à névoa que se forma ocasionalmente nestas
cores, por conta das diversas árvores de eucalipto no local. Considerado
Patrimônio da Humanidade, o local é cercado por altas florestas, penhascos,
canyons e cachoeiras.
Por lá, encontramos
um lugar cercado de mistério e lendas. São as famosas rochas das Three Sisters, que
Three Sisters ao fundo
tem uma lenda
aborígene que conta a história de um feiticeiro que tinha três irmãs e uma
delas queria se casar com um guerreiro da região. Durante vários anos de caminhada
pela Austrália o feiticeiro procurou tribos que tivessem 03 (três) homens e que
assim pudesse casar com as suas três irmãs. Por não ter achado e ter ouvido de
uma delas, que ela poderia ter sido feliz se tivesse casado com aquele
guerreiro, ele acabou por lançar um feitiço sobre as três e transformando-as
num bloco de três pedras, alegando que assim elas poderiam entender que a
felicidade de uma não significava a tristeza das outras. O visual é incrível,
apesar de mais frio e com neblina em algumas épocas do ano.
Vinícola no Hunter Valley
Para os que amam
fazer enoturismo (turismo para
apreciar os sabores dos vinhos), chegou o grande momento em território
australiano. A direção é o vilarejo de Cessnock,
uma cidadezinha que fica cerca de 110km de Sydney e que conta com apenas 40
mil habitantes. Nesta região, que encontramos a mais antiga região vinícola da
Austrália, aonde as primeiras vinhas foram plantadas em meados de 1820, o Hunter Valley. No passado, quando ali se
iniciou o cultivo das uvas, constatou-se que o clima era parecido com o do sul
da França, assim ideal para o crescimento das uvas. Os vinhos de corte Shiraz (que particularmente me agrada
muito) são os mais famosos por todo o mundo, mas não se preocupem, cepas Merlot, Semillon e Chardonnay são muito boas, quando procedentes desta região. Algo
bastante interessante quando estive por lá: cada vinícola lhe permite a
degustação de vários vinhos e se você preferir, pode comprar e degustá-lo com
seus amigos e familiares nas diversas mesas disponíveis no lado de fora. É uma espécie
de picnic para poder experimentar
todos os sabores da Austrália. Uma das vinícolas que estive e gostei muito foi
a Roche Wines (http://www.winecountry.com.au/wine/cellar-door-tasting/pokolbin-rothbury/roche-wines).
Orla de Newcastle: bares e restaurantes
Por fim e
aproveitando a proximidade com o Hunter
Valley, chega-se na segunda maior cidade do Estado de New South Wales: Newcastle. Banhada pelo Oceano Pacífico, possui
praias que ficam cheias durante os feriados e finais de semana, além de possuir
um porto com capacidade de receber qualquer tipo de embarcação de carga ou
passageiros. Conta-se que parte da população local tem como um de seus
passatempos é olhar o vai e vem de navios que atracam no porto, inclusive com
manobras diferenciadas pelos rebocadores. Particularmente, por alguns segundos
virei um típico morador de da cidade, quando admirei o movimento de navios indo
e vindo, degustando uma típica cerveja da Tasmânia, a James Boag’s (indico para quem gosta de cerveja diferente). O centro da cidade é um misto de
construções novas e velhas, que foram restauradas após o ÚNICO terremoto
ocorrido em território australiano, em 1989, e é interessante de se conhecer
caminhando. De toda forma uma coisa é certa, para que algum lugar na Austrália
volte a tremer, será necessário que se esteja numa festa e após a décima
cerveja.
E aqui
encerramos esse passeio pela terra down
under. Apesar da distância com o resto do mundo, pretendo voltar por lá inúmeras
vezes e trazer mais novidades para você que gostou. Ainda tem um terceiro
vídeo, do meu canal no YouTube que conta com Blue Mountains e Leura. Curtam
um pouco mais abaixo:
Recentemente,
estive presente num evento de lançamento do livro “Diário de um Clima”, da repórter da Rede Globo de Televisão, Sonia
Bridi. Durante a apresentação da obra, tive a oportunidade de trocar algumas
ideias com ela, sobre viagens em comum para lugares como África do Sul,
Austrália e Nova Zelândia. Em seguida, algo curioso ocorreu: algumas pessoas
que se encontravam no evento me questionavam qual o lugar mais incrível que eu
já havia visitado no planeta. Particularmente acho uma pergunta um pouco difícil,
pois acredito que cada lugar tem suas particularidades e atrativos, que os
tornam especiais. Apesar de não ter como um lugar melhor que os outros, concluí
que Sydney, a cidade mais populosa da Austrália foi um dos lugares mais
FANTÁSTICOS que já estive.
Boeing 747-400 da Qantas
Saindo do Brasil
a viagem é longa: se contarmos o tempo total, incluindo os voos dos trechos
Recife – São Paulo/ São Paulo – Johanesburgo e Johanesburgo – Sydney chega-se a
incrível marca de 22 (vinte e duas) horas voadas, sem contar os tempos de conexão
nos aeroportos brasileiros, africanos e australianos. Tive a sorte de o voo ser
operado por uma das melhores empresas aéreas do mundo, a Qantas, além de
experimentar um clássico da aviação comercial, o Boeing 747-400. Chegando a
Sydney. o transfer aeroporto/ cidade
foi feito num táxi comum (estilo van), que comportava uma boa quantidade de
malas e pessoas. A exemplo de outras viagens, são inúmeras as opções para ir do
terminal do aeroporto até o centro da cidade.
É importante
destacar que apesar de Sydney ser a maior região metropolitana da Austrália,
não é a capital do País. Bastante organizada e com diversas opções para o
turista, Sydney é uma cidade jovem que proporciona uma das melhores qualidades
de vida do planeta, seja com seus parques, praias, bares ou restaurantes. Apesar
de tantos atrativos, a cidade é conhecida internacionalmente por ter uma
hospedagem de preços bastante elevados, perdendo apenas para Miami, Punta Caña, Rio de Janeiro e Nova York. Se você pretende ficar perto
de várias atrações turísticas, a dica é se hospedar nas proximidades de The Rocks/ Circular Quey, que é repleta
de bares, restaurantes e próximas ao cartão postal da cidade, a famosa Opera House e a Harbour Bridge.
Sydney Wild Life
Minha jornada iniciou
no Darling Harbour, uma das áreas mais
movimentadas de Sydney, que conta com uma variedade de atrações como bares,
restaurantes, lojas, parques, hotéis, entre outras coisas. Caminhando pela
região, encontra-se um cinema que possui a mais larga tela retangular de cinema
3D do mundo, que é no IMax Theatre Sydney.
Além dos diversos monorails que
cruzam esta região, possibilitando o deslocamento de um lado ao outro, o
turista pode desfrutar de uma experiência única, que é jantar num antigo barco
que fica ao lado da ponte e em frente à baía. Uma das principais atrações do Darling Harbour são o Sydney Aquarium, aonde é possível
conhecer um pouco mais da vida nos rios e oceanos, além das diversas espécies
de tubarão (incluindo o Grande Tubarão Branco); a Sydney Wild Life, com seus crocodilos, cangurus e a possibilidade
de interagir com o animal símbolo da Austrália: o Koala; e por fim o novíssimo
museu de cera Madame Tussauds. A dica
é comprar um combo/pacote que inclui
todas essas atrações por um preço reduzido e mais barato do que se comprado
separadamente. Por fim, ainda é possível passear pelas baías de Sydney, nos
diversos táxis aquáticos que podem ser simples lanchas ou até veleiros
charmosos.
Um dos lugares
mais agradáveis da cidade é o bairro de The
Rocks, localizado entre o porto de Sydney e a Opera House e que, segundo a história foi o ponto inicial da
povoação europeia na Austrália. Esta região nos remete à Europa, com suas ruas
de coloridas, prédios históricos e antigos pubs.
Além disto, a região concentra uma vasta opção de restaurantes, bares e pubs, e é palco de várias atividades
culturais. Aproveitando todo este clima de festa, não poderia deixar de
aproveitar o que o bairro tinha para me oferecer, inclusive conhecendo alguns
desses pubs, que destaco o Löwenbräu Keller (http://www.lowenbrau.com.au/), no qual
foi inevitável não me sentir na Alemanha, com a cultura da cerveja e Bierhaus, além dos conhecidos
campeonatos de virar cerveja. Na disputa de quem bebe mais rápido, eu venci um
coreano e mexicano que disputavam comigo, como mostra o vídeo do YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=MB-93QBVKjo.
Aos que gostam de joias e artesanatos locais, não deixem de ir aos sábados ao
mercado presente nesta região que conta com diversos pontos de venda desses e
outros produtos.
Taxi com a Harbour Bridge ao fundo
Logo ao lado
chegamos a um dos lugares mais incríveis de Sydney: Circular Quey. Há os que defendam que The Rocks é parte deste bairro, enquanto outros afirmam que são
apenas bairros/ distritos vizinhos. É em Circular
Quey que está a maior parte das atrações turísticas da cidade e uma aula de
sistema de transporte público EFICAZ e PERFEITO. Imagine uma integração entre
as linhas de metrô, balsas/ barcos, táxis e diversas linhas de ônibus que
passam no local? Você literalmente faz conexões para outras regiões da cidade,
com destaque para a balsa/ barco que leva em apenas 30 (trinta) minutos da Baía
de Sydney para a praia e bairro de Manly.
O mais legal é poder observar a Opera
House e Sydney Harbour Bridge como
cenário ao fundo. Particularmente gostei tanto, que fazia questão de sempre
fazer este passeio, em detrimento do transporte automotivo.
Opera House de Sydney
Nos arredores do
Circular Quey, encontramos o cartão
postal da cidade/ símbolo da cidade, que é a Sydney Opera
House. Construída entre 1959 e 1973, diz-se que durenta um concurso, o arquiteto vencedor resolveu
criar um monumento que lembrasse as velas de um barco. A Opera House além de ostentar o título de teatro mais famoso do mundo, conta com um complexo cheio de restaurantes e bares ao seu redor, aonde o turista pode curtir melhor a fantástica vista da Baía de Sydney. Dependendo do período de viagem, verifique a programação de operas, balés ou até mesmo peças teatrais, pode ser uma experiência única.
Ainda na principal baía de Sydney, encontramos a Sydney Harbour Bridge, que impressiona
por sua largura, além de ser a ponte em formato de arco mais elevada do mundo.
Construída em apenas 8 (oito) anos, a ponte liga o centro financeiro de Sydney com a
costa norte, permitindo a travessia de várias formas: desde a rodoviária e ferroviária, até mesmo com caminhadas. Um dos passeios
famosos e que eu indico apesar de caro, é o de se escalar até o topo da ponte. O preço depende se for durante a semana ou no final de semana, mas é em torno de AU$ 228,00. Mais informações é possível no site http://www.bridgeclimb.com/Price. No meu caso, a minha
irmã providenciou tudo e só tive o "trabalho" de testar meu condicionamento físico e ao final ser presenteado com uma maravilhosa vista da Baía de Sydney. Esse é um passeio para toda a família, independente da idade.
Construído em
1898 para substituir os antigos mercados de Sydney, surgiu o edifício com
estilo arquitetônico românico, chamado Queen
Victoria Building. Situado em frente à prefeitura e com uma estátua da
rainha Victoria na sua entrada, é cercado por alguns dos mais modernos prédios
da cidade. Atualmente é um elegante centro de compras, que conta com 200
(duzentas) lojas das mais variadas marcas, além de ser um ponto de embarque e
desembarque do metrô em seu subsolo. Alguns detalhes valem ser destacados, como
o piso cheio de mosaicos e suas escadarias e a réplica da coração da rainha
Victoria (no 2º piso) e os seus relógios, que contam um pouco da história da
colonização britânica na Austrália.
Manly é um dos programas
imperdíveis da cidade. Para se chegar lá, a melhor opção, como dito
anteriormente é pegar o Ferry em Circular Quey, se não me engano no píer 3 (três). A travessia dura cerca de
30 (trinta) minutos e revela um visual imperdível e fantástico. Um dos destinos
preferidos da maioria dos moradores de Sydney por contar com diversos cenários
paradisíacos e que são cercadas por natureza por todos os lados. Para os
amantes do contato com a natureza é possível encontrar diversas praias
interligadas por trilhas, que são consideradas as melhores do mundo para quem
pratica. Por incrível que pareça, essas caminhadas são bastante estruturadas e
prontas para receber pessoas de todas as faixas etárias. A exemplo de outras
praias dos arredores de Sydney, em Manly
o interessante é aproveitar um pouco da praia central, aonde encontram-se o
comercio local, além dos diversos cafés, restaurantes e algo bastante
interessante: piscinas públicas.
Para os que
gostam de boates, festa e badalação, um dos melhores lugares é na orla de Manly. Diferentemente do que acontece no
Brasil, não se cobra entrada para ingressar nos bares/ pubs ou boates. É dada a
liberdade de escolha do melhor local, no qual só se paga pelo que consumo, além
de ter livre trânsito, seja para entrar ou sair do local. Quando tive a
oportunidade, fui conhecer um pouco da vida noturna de Manly, e após 2 (duas) tentativas, acabei ficando maior tempo numa
das melhores boates da orla e reduto de brasileiros, que é a Shore Club (http://www.shoreclub.com.au/). Com uma
estrutura de três andares, que recriam ambientes de música pop/rock, techno/
house e lounge, é um sucesso de público e filas enormes se formam do lado de
fora. Nos domingos, como foi o dia que fui, a festa vai apenas até as
meia-noite e a partir daí acontece algo bastante interessante: as luzes da
boate são acesas e a música para no meio, além dos seguranças e funcionários da
boate mandarem todos para casa, descansar para o dia seguinte trabalharem.
Picnic em Dee Why
Distante cerca
de 5 (cinco) minutos de Manly, chegamos
na mais brasileira das praias de Sydney, que é Dee Why. Localizada na região Nordeste da cidade, conhecida por Northern Beaches, tem se tornado uma das
áreas mais desenvolvidas desta região. Com um complexo de restaurantes
(inclusive brasileiros), lojas, bancos e supermercados, a praia de Dee Why é de tirar o fôlego pelo seu mar
maravilhoso e sua paisagem cercada de montanhas. Para os amantes do surf, a
área é perfeita para a prática do esporte, inclusive com alguns campeonatos
locais e internacionais. Apesar de não ser amador ainda na área, arrisquei
pegar algumas ondas, que exigiram bastante condicionamento físico, uma vez que
as ondas são numa sequencia muito rápida. Uma curiosidade é termo hotel, que nem sempre significa o que
parece. Num primeiro momento, parece o tradicional local de descanso dos
turistas, não é? Em Sydney, isso pode ser completamente diferente, com a
simples existência de um PUB. Por
fim, reúna seus amigos e família e desfrutem de um Picnic nas diversas mesinhas que existem na frente da praia. No meu
caso, a minha irmã providenciou tudo e foi fantástico.
Não poderia deixar de
falar um pouco sobre o Parque Olímpico de Sydney, que era uma área abandonada
da cidade, no subúrbio de Sydney e acabou sendo a sede dos Jogos Olímpicos do
ano 2000. Apesar de feita apenas com este objetivo, a cidade olímpica ainda é
palco de diversos eventos culturais, esportivos, inclusive com shows bandas de
renome internacional. Outros eventos locais, como o Sydney Royal Easter Show, o Sydney Festival e o Big Day Out acontecem nesta área. Por fim, a área é servida por metrô e os famosos monorais do Parque, além de
também servido por ferryboat, que
realiza o translado para as várias Baías de Sydney.
Na próxima
postagem falarei um pouco sobre o Featherdale
Wildlife Park,Blue Mountains,
NewCastle e Hunter Valley (o vale
dos vinhedos australiano), para encerrar esta aventura na Austrália. Enquanto
isto, vocês poderão degustar um pouco de tudo isto, nos vídeos disponíveis no
meu canal do YouTube.
Como de costume, sempre procuro colocar as dicas acompanhadas de vídeos. Neles, mostro um pouco mais e de forma interativa esses lugares fantásticos. Com Sydney não foi diferente e existem dois vídeos disponíveis no meu canal do Youtube. Basta acessar meu canal em www.youtube.com/ticoso, ou clicar nos vídeos abaixo, que estão dividido em duas partes: Primeira parte:
Maior e mais
movimentado porto australiano, Melbourne é uma das cidades de melhor qualidade
de vida do planeta e encanta não apenas pela sua cultura (ela é considerada a
capital cultural da Austrália), gastronomia, moda e desporto, mas por toda sua
história. O crescimento da cidade começou por volta de 1850, com a procura ao
ouro e em outro momento, com o término da 2ª Guerra Mundial, aonde o governo local
facilitou a imigração de europeus e asiáticos, dando-lhes alguns incentivos. Vale
ressaltar que Melbourne é uma referência no campo dos esportes, aonde já
recebeu uma Olimpíada em 1956, além de anualmente receber a maior categoria do
automobilismo mundial, a Fórmula 1, no Albert Park e ser palco de um dos Grands Slams da ATP, com o Australian Open.
No final de
Fevereiro de 2011, tive a oportunidade de conhecer um pouco mais desta cidade
incrível. Minha passagem por Melbourne foi curta, inclusive não tive como fazer
um dos passeios mais interessantes que é alugar um carro e ir em direção à
estrada Great Ocean Road em direção
aos Doze Apóstolos (doze rochas
existentes na área que se formaram depois do fenômeno da erosão da costa da
ilha pelo mar, além de ser o cartão postal do Estado de Victoria, no qual
Melbourne é a capital). Minhas
primeiras impressões sobre a cidade foi que ela lembra um pouco São Paulo. A
comparação foi inevitável, pois seu clima é mais frio (mesmo no verão) e sua
população mais formal, seja no modo de se vestir ou como trata as pessoas.
Federation Square.
Um dos primeiros
lugares que visitei foi a Federation
Square, com uma arquitetura moderna, ela é uma praça no coração da cidade.
Por lá acontecem inúmeros eventos culturais o que acaba tornando um atrativo a
mais para os turistas que ali chegam. Lá encontramos uma das grandes atrações
da cidade, que é o Australian Centre for
the Moving Image (ACMI), um museu do cinema aonde se conhece um pouco mais
da história do cinema mundial, além de ser possível interagir com cenas de
alguns sucessos de Hollywood, como
entrar numa cena do filme Matrix. O
passeio é imperdível, especialmente para os amantes do cinema. Ainda na praça,
é possível encontrar diversos restaurantes interessantes, com destaque para o
japonês Chocolate Buddha (http://chocolatebuddha.com.au/).
Estação Rodoviária ao fundo.
Ainda nas
proximidades da Federation Square, é
possível caminhar até a Flinders Street
Station, que é a estação ferroviária da cidade, inspirada na de Bombai, na
Índia. A história conta que o governo local fez uma espécie de competição de
projetos em 1889, aonde apenas 17 (dezessete) foram para uma final. Os
vencedores foram Fawcett & Ashworth apresentaram
um projeto de estilo renascentista e com uma torre de relógio e uma cúpula
sobre o telhado. Por conta deste relógio na entrada principal da estação, que
já foi eleita a mais movimentada do mundo, criou-se uma expressão australiana:
“I’ll meet you under the clocks” (Eu
te encontrarei sob os relógios).
Melbourne possui
uma boa infra-estrutura de transporte público, com um sistema integrado, que
chamam por lá de Metlink e que foi
inaugurado em meados do século 19, aonde os principais meios de transportes era
os trens e bondes, que até hoje funcionam. O transporte pela cidade é feito
pelas linhas de ônibus, metrô e os bondes elétricos (conhecidos por trams). Há um bonde gratuito que dá a
volta no centro da cidade (Melbourne
Central Bussiness District – CBD), aonde é possível pegá-lo de 15 (quinze)
em 15 (quinze) minutos em determinados pontos, tornando-se possível passar por
diversos locais da cidade, sem maiores problemas por ser um passeio direcionado
ao turista. Aliás, esses bondes são um dos principais atrativos da cidade.
Ruelas de Melbourne
Melbourne mais
lembra um labirinto, por conta das várias ruelas escondidas com uma vasta opção
que vão desde bares e pubs, ou até trattorias italianas, restaurantes de
luxo e diversas lojas e butiques para se conferir um pouco da arte urbana da
cidade. Esse é um passeio imperdível, por ser parte da cultura da cidade, além
de serem vielas bastante animadas, seja curtindo a vida noturna ou degustando
um pouco da culinária local.
Foto do Hot Toddy que experimentei.
Passeando nestas
vielas, tive a oportunidade conhecer alguns lugares. Primeiro um almoço no
restaurante The Quarter (http://www.thequarter.com.au/), que
tinha como especialidade massas. Foi uma ótima oportunidade de experimentar um
vinho australiano, o Willowglen (Shiraz/
Cabernet – safra 2009), que custou AU$ 60,00 (sessenta dólares australianos). A
noite chegou e me encaminhei até um pub, aonde
pude provar uma bebida exótica: o Hot
Toddy, que é uma mistura de whisky, mel e suco de limão servidos quente, e que
foi trazida pelos ingleses durante o período colonial. Para os curiosos e que
querem tentar fazer em casa, segue um site
com a receita: http://gnt.globo.com/receitas/Hot-Toddy-mistura-whisky-e-suco-de-limao--veja-a-receita.shtml.
Uma opção de
programação noturna é o Crown Casino, que
é um complexo que conta com cassino, hotel, shopping center, diversos
restaurantes de alto nível, tornando ainda mais charmosa a estadia em
Melbourne. Os restaurantes neste complexo, em sua maioria, estão virados para a
cidade, que a noite fica toda iluminada. Um espetáculo de luz e cores. Essa
pode ser a oportunidade ideal de se experimentar um dos melhores vinhos
australianos, que são os Pinot Noir cultivados
no Yarra Valley (menos de uma hora e
meia de Melbourne, de carro). Aos que gostam de apostar, vale a pena viver um
pouco dessa experiência nas roletas, blackjacks
ou máquinas caça-níquel.
Agora a dica vai
para todos aqueles que não conseguem viajar sem comprar. Melbourne possui um
dos maiores centros de compra/ outlets da
Austrália, o DFO (que também tem na Gold
Coast e em Sydney). Não é preciso
ir muito longe para chegar lá, afinal ele encontra-se dentro da cidade, num
complexo de vários andares e diversas lojas de grife como Calvin Klein, Tommy Hilfiger, Abercrombie & Fitch, Hollister,
Lacoste, Guess, Armani, entre outros. Mais informações é possível encontrar
no site do próprio outlet em: http://www.dfo.com.au/southwharf/.
Pelo tamanho, dá para se perder um bom tempo por lá.