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sábado, 16 de julho de 2016

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Entendendo os programa de milhagem/ fidelidade no Brasil.

Viajar é sempre muito bom, melhor ainda é se você numa mesma viagem consegue garantir a próxima e sem muito esforço. Isso pode acontecer, basta você saber como usar o programa de milhagem que você é inscrito. Hoje irei tirar dúvidas e ensinar um pouco do que eu faço quando viajo, nos principais programas do Brasil, que são o Smiles (da Gol), o Multiplus/ Fidelidade (da TAM), o Amigo (da Avianca Brasil) e o Tudo Azul (da Azul Linhas Aéreas). Também irei aproveitar pra falar um pouco dos outros que eu sou inscrito, como o LanPass (da Lan Airlines), MilleagePlus (da United) e o ConnectMiles (da Copa Airlines).

Vamos iniciar com as chamadas categorias elite desses programas, que trazem diversos benefícios ao cliente fiel àquela empresa aérea. Primeiramente, você só vai conseguir atingir esses altos níveis, se voar BASTANTE, de 50.000 (cinquenta mil) milhas pra cima por ano. Esses níveis elevadíssimos nos cartões de milhagens, garante entre outros o embarque preferencial (e não estou falando de acordo com a legislação), acesso a diversas salas vips (cheia de lanches, buffet, bebidas, cadeiras relaxantes e até banho antes do voo) e vários outros benefícios, como upgrade pra classe executiva, ainda que você tenha comprado o bilhete de classe econômica! Pensaram na economia? Isso é um seleto grupo, que alguns chamam de clube, que premia a fidelidade do cliente com a empresa.
Além de você ter que voar muito para conseguir essas categorias elite, você tem que priorizar UMA única empresa aérea. Não adianta voar bastante de forma aleatória e em empresas diferentes! Outra coisa que não adianta é você ter vários pontos no cartão de crédito para mandar pra a linha aérea e não voar. Os pontos qualificáveis para mudança de categoria, via de REGRA tem que ser VOADO! Algumas promoções e empresas, tentando captar clientes mudam as regras por um curto período e aceitam, mas a regra não é esta. Imagine que você namora ou é casado (a), você vai ser fiel a quem está ao seu lado, certo? A idéia para se transformar cliente TOP em qualquer empresa é a mesma, tratar como se fosse o seu "relacionamento sério" na hora de voar. Ainda que soe um pouco exagerado, você tem que priorizar SEMPRE aquela companhia aérea, ainda que tenha de pagar um pouco mais caro em relação às outras.
Dito isso, você deve saber escolher BEM qual o programa irá priorizar, o que é um pouco complicado no nosso País, tendo em vista a bagunça e falta de benefícios de maneira geral ao cliente. Começando pelo SMILES, da GOL, a empresa não possui outra classe (apesar da "Comfort" em alguns voos internacionais) a não ser a econômica. As maiores categorias elite do programa são DIAMANTE e OURO, mas apenas o cliente da categoria mais alta (diamante) pode pleitear o espaço maior pras pernas no espaço "GOL+" de forma gratuita. Basicamente, o programa mudou bastante e não oferece maiores benefícios para um cliente que fidelize BEM a sua empresa, salvo os 50% (cinquenta por cento) e 100% (cem por cento) de bônus em voos realizados com eles por ter categoria superior, já feito por TODAS empresas aéreas do Mundo. O diferencial seria a criação de uma classe diferente, estilo executiva, que a concorrência já tem e fornecer upgrades gratuitos para seus clientes elite. Então neste quesito, o Smiles perde e de goleada para os outros.

Classe executiva na TAM Airlines.
No caso da TAM, a história muda! Os aviões da empresa possuem 3 (três) tipos de classe, que é a habitual econômica, a econômica premium e a classe executiva. Se o cliente for cliente TAM Fidelidade Vermelho Plus ou Black, tem direito a upgrades gratuitos de classe, ainda que compre a passagem mais barata ou na pior das hipóteses, acesso a esta classe econômica premium, com maior espaço entre as pernas. Alguns clientes elite da Oneworld também conseguem benefícios exclusivos, em voos da TAM, mas deve ser da categoria "Emerald", o mais alto da aliança global. De maneira geral, o cliente elite tem grandes benefícios na empresa, inclusive por conta da aliança que ela faz parte, o que permite de quebra todas as vantagens Oneworld, o que falta na GOL, por exemplo (que não faz parte de nenhuma aliança global).

Passando para a Azul, o cliente Safira e Diamante no seu programa "Tudo Azul" tem alguns benefícios como quantidade limitada de assento conforto em vôos nacionais por ano, e no caso da categoria máxima (Diamante), o cliente tem direito a UMA PASSAGEM GRATUITA para seu acompanhante por ano, na viagem que você solicitar. A empresa, bem como seu programa de milhagem ainda está em crescimento e muita coisa ainda deve acontecer, mas o maior benefício é este, no momento. Não há sequer sala VIP, pelo menos por enquanto. Um outro detalhe, que se aplica a todas as empresas citadas acima, é que esses benefícios, além de dar acesso às salas VIPS, prioridade no check in, embarque, dá direito a uma franquia de bagagem maior (o que é ótimo para consumistas).

Apenas para encerrar este tópico do “cliente elite”, pessoalmente tenho categoria superior também na Alitalia, United, Copa Airlines e Lan Airlines, mas irei comentar brevemente sobre as três últimas! Na chilena Lan Airlines, os benefícios elite do meu cartão Comodoro são aplicáveis para voos da LAN ou TAM, além de TODAS as empresas parceiras da Oneworld. Eu tenho acesso a várias salas vips no Brasil e no Mundo, além de upgrades pra classe executiva ILIMITADOS para mim e com direito a acompanhante (apenas 6 vôos internacionais por ano), o que torna o programa bastante atraente. Na Copa Airlines, minha categoria no ConnectMiles é Platinum e me oferece todos esses benefícios citados acima, inclusive o upgrade de classe, mas não no ato da reserva como na LAN, mas automático 72 (setenta e duas) horas antes do meu vôo! Também tenho direito a acompanhante (de forma ILIMITADA), mas esse upgrade quando solicitado, apenas 24 (vinte e quatro) horas antes do voo. Com relação a United, as regras são as mesmas da Copa Airlines, inclusive pude experiementar neste ano de 2015 entrar na lista para upgrade automático num voo de Chicago para Newark, mas não rolou por estar lotado. Consegui um upgrade para economy plus no voo de São Paulo para Chicago gratuito (custa US$ 300,00, pessoal!).
Você não costuma viajar muito e acumula bastante milhas no cartão de crédito? Sem problemas, você está fazendo um bom saldo para suas próximas viagens e basta apenas ver qual o melhor programa para se usar. Para isso eu avalio da seguinte forma: facilidade de emissão, validade das milhas e parceiras aéreas.
Embarque prioritário na GOL
Sempre fui um defensor do Smiles, que ERA da Varig e agora a GOL é a dona. Infelizmente a laranjinha mexeu demais num programa que era O MELHOR DISPARADO do País, inclusive eu sempre aconselhava as pessoas a mandarem TODAS as milhas para lá! Eu inclusive digo que era o diferencial da empresa, considerando que seus aviões não tem nenhum sistema áudio visual, enquanto sua concorrência investe FORTE nisto, basta entrar em qualquer outra empresa diferente da GOL, dentro do Brasil. Eu brinco que os aviões da empresa são “pelados”, sem nada. Voltando ao Smiles, o ano de 2015 foi sombrio! Eles aumentaram MUITO o preço dos resgates e fazem promoções duvidosas de “bônus” de milhas, que duram apenas 6 (seis) meses. Em compensação, é o programa de milhagem que tem um MAIOR prazo de validade das milhas, que é de 3 (três) anos. Esse é o ÚNICO ponto positivo! A verdade é que até 2014, o programa era simples, fácil e se encontrava passagens a preços justos e no começo de 2015, as mudanças implementadas deixaram tudo muito duvidoso e abusivo.
O Multiplus/ TAM Fidelidade fez o caminho inverso! Eu sempre critiquei bastante a empresa por dificultar ao invés de facilitar a emissão de passagens-prêmio e ao que parece, ela aproveitou as mudanças negativas do antes intocável concorrente para melhorar e MUITO! Para se ter uma ideia, eu já consegui emitir uma passagem do Recife para Santiago em CLASSE EXECUTIVA por 34.000 (trinta e quatro mil) milhas, sendo IDA E VOLTA! Não foi só uma perna! E foi em 2014, só para deixar claro. Não é difícil encontrar passagens com preços justos e inclusive das empresas parceiras (que antes era IMPOSSÍVEL se encontrar). Confesso que ao me tornar cliente LanPass Comodoro, passei a voar mais nas duas empresas e tenho achado interessante. A única coisa que deixa a desejar no programa da vermelha é a validade das milhas, de apenas 2 (dois) anos e seus funcionários, que as vezes acham que somos meio leigos demais e nos tratam como “se colar, colou”. Mas no geral, o programa está SUPERIOR ao Smiles e NUNCA achei que fosse confessar isto em público.
O Amigo da Avianca é usado por poucas pessoas, mas já sou cliente desde 2012! Outro dia, me disseram que eu sou o único que tem esse programa, o que deve ter mudado com a belíssima ação de marketing que eles fizeram ao entrar na Star Alliance, do “seu amigo, é nosso amigo”. Basicamente você convidava amigos que não eram inscritos e ganhava 1.000 (mil) milhas por pessoa indicada e que se inscrevesse. Mas era limitado a 50 pessoas, que seria igual a 50.000 (cinquenta mil) pontos. O maior problema desse programa de milhagem, é a própria empresa! A malha aérea da Avianca é bastante limitada e fica difícil manter qualquer categoria elite ou priorizar ela nos voos, além da limitação de horários. Voltando ao programa de milhagem, ele é bastante interessante e a possibilidade de emissão em empresas que fazem parte da Star Alliance (maior aliança global do Mundo) e de forma simples, me fazem apostar ALTO neles. Para se ter uma idéia, você consegue emitir uma passagem do Brasil para Bogotá por 10.000 (dez mil) pontos a perna, o que é BASTANTE razoável e interessante. Ah... a validade das milhas é de apenas 2 (dois) anos, seguindo o exemplo da TAM.
Espaço +  na TAM
O programa Tudo Azul, é o que eu mais desconheco para falar a verdade. Tenho percebido campanhas interessantes, inclusive com aquisição de cartões de crédito e milhas bônus pela adesão, mas não uso muito. Se consegue passagens a preços interessantes, abaixo de 5.000 (cinco mil) pontos em trechos de curta duração, exceto Fernando de Noronha (lá o preço é fixo, amigo!). Acredito que eles ainda estejam planejando algo, inclusive o ingresso da empresa em alguma aliança global, coisa que a GOL já deveria ter feito. Como o seu dono, o David Neeleman comprou parte da TAP Air Portugal, podemos apostar numa entrada da Azul na Star Alliance, a exemplo do que aconteceu com a Avianca. É esperar para ver.

 Considerando os programas de milhagem nacionais, eles são muito aquém das outras empresas, inclusive citadas aqui como United e Copa Airlines, por exemplo. O empresário brasileiro tem um pensamento pequeno, achando que milhas são um favor que se faz! Eles esquecem o verdadeiro sentido da FIDELIZAÇÃO e colocam mais dificuldades do que facilidades. Para se ter uma idéia, vou pegar a United Airlines como exemplo. Sabiam que as milhas acumuladas no MilleagePlus, assim como em TODAS as empresas americanas NUNCA EXPIRAM? São vitalícias, basta você movimentar a sua conta a cada 18 (dezoito) meses, seja voando, transferindo pontos ou comprando milhas.
Isso explica aquele filme com George Clooney, “Amor sem escalas” ou “Up in the Air”, que ele consegue acumular 10.000.000 (dez milhões de milhas). Impossível mesmo se ele voasse todos os dias de um ano. Isso não é mentira e pode acontecer mesmo, basta ele movimentar a conta dele sempre e nucna usar/ emitir passagens, que terá MILHARES de MILHÕES de milhas. Infelizmente aqui no Brasil as empresas aéreas não tem essa visão maior e muito mais interessante para nós, consumidores do serviço prestado.
De toda forma, hoje vejo o Smiles como uma INCOGNITA e se fosse pra trasnferir todos os meus pontos do cartão de crédito para algum, eu apostaria no TAM Fidelidade e no Amigo da Avianca. Eu ainda aposto, sendo que MUITO MENOS no Smiles, por uma questão de esperança. Para se ter uma idéia, 50% (cinquenta por cento) das minhas viagens entre 2010 e 2015 foram em aviões da GOL (e isso inclui voos internacionais). Preciso dizer algo mais? Confesso estar decepcionado, mas acontece. Quem sabe com tantas reclamações, eles repensem e voltem a facilitar.
Pré-embarque em Newark
Por fim, há outras formas de acúmulos e que são diferentes do acúmulo com compras em cartões de crédito ou voando. Acham que isso acaba? De forma alguma... há postos de gasolina, como os postos Ipiranga! Sabe quando você vai abastecer o seu carro e coloca o CPF? Seus pontos viram em dobro, quando transferidos e paga um taxa, para o TAM Fidelidade. Muitos acham ruim os valores, mas já fiz cálculos para destinos do meu interesse e acho que compensa no final. Quando você gastaria R$ 1.900,00 (mil e novecentos reais) para voar de São Paulo para Doha, no Qatar, em classe executiva? Isso é sério, pessoal! Basta procurar na internet e você encontram alguma reportagem falando exatamente sobre isto.
Por fim, para matar a curiosidade de vocês, eu sou cliente Tudo Azul Safira, Amigo Avianca Diamante, Milleage Plus e Smiles Prata (caí de categoria em 2015, decepcionado com as mudanças), Connect Miles da Copa Airlines, Platinum, LanPass Comodoro (equivale a vermelho plus da TAM) e Alitalia MilleMiglia Club Freccia Alata. Nem preciso citar de novo os benefícios que tenho, não é?
Apesar disto, meu conselho é que você priorize apenas UMA empresa aérea e a trate como o seu relacionamento sério. Acredite, o retorno será bastante compensador e por anos. Se você não viaja muito, então... continue priorizando uma empresa, assim você terá muitos pontos e a garantia de viagens futuras. Só fique atento à validade das milhas, algumas empresas não avisam, de má-fé.
Um último conselho com relação a compra e venda de milhas! Esse é o PIOR negócio que existe, tendo em vista que você acaba comprando UM POUCO MAIS BARATO do que a tarifa, ou seja, deixa de acumular pontos e vende por um preço de banana. Se você considerar que ninguém quer pagar mais do que R$ 350,00 (trezentos e cinquenta) reais por um lote de 10.000 (dez mil) milhas, que é um trecho dentro de TODA A AMÉRICA DO SUL, você percebe que é um PÉSSIMO negócio vender suas milhas. Lembre-se que se você tiver pontos a vencer amanhã, você pode emitir para até 1 (um) ano na frente. Não tem obrigação de voar LOGO. Então repense e pega um feriado ou final de semana e emite com antecedência.
Espero que tenham gostado! Comentem e tirem mais dúvidas, será um prazer ajudar!

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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Belém do Pará, porta de entrada da Amazônia


Nunca tinha ido em qualquer lugar da região Norte do País e quando apareceu a oportunidade de conhecer Belém no feriado de 12 de Outubro deste ano de 2015, não tive dúvidas. Para completar a cidade estava em festa, com a festa religiosa de comemoração ao Círio de Nazaré. Oportunidade bastante interessante para se conhecer o portal de entrada da Amazônia e um pouco mais da cultura local, que acreditem, é completamente diferente de tudo que eu já tinha visto na vida.

Por morar no Recife, não existem voos diretos para Belém, ainda. O jeito foi pegar uma conexão em Brasília, a capital federal do Brasil e seguir por mais duas horas e dez minutos para a capital paraense. O problema é que o tempo por lá não estava dos melhores e na chegada e quase pouso, o avião teve de arremeter por conta de uma combinação de fatores que geraram insegurança que foi a chuva (que deixa a pista do aeroporto bastante escorregadia) e um blackout, que culminou com o desligamento das luzes da pista do aeródromo local.

Passado o susto e finalmente em solo de Belém, já fui me familiarizando com alguns termos desconhecidos até então para mim. No hotel pedi um suco, e uma das opções oferecidas foi o de “taperabá”, que obviamente não sabia do que se tratava, até entender que era apenas um suco de cajá. Pois é... ao longo desta postagem, com certeza algumas coisas novas serão ditas e relatadas.

Passeio do Círio Fluvial
O primeiro dia foi no Círio fluvial, que passa todos os anos nos noticiários. Comprei uma camisa-ingresso para um navio e ele seguia pelas margens da Baía de Guarajá rumo a orla de Icoaraci, aonde a santa iria ser embarcada num navio da marinha e seguir de volta para a Estação das Docas, ponto de partida de todas as embarcações. Uma curiosidade é que neste barco/ navio que eu estava, cabem cerca de
2.500 (duas mil e quinhentas pessoas) e ele faz a rota de Belém para Manaus em longos 5 (cinco) dias. Dentro dele, um show de danças paraenses como o famoso “Carimbó”, além de muitas pessoas, comida, bebida e água, claro. O trajeto durou cerca de 3 (três) a 4 (quatro) horas e teve seu ápice quando os barcos, quase que se tocando, acompanhavam bem devagar a imagem da Santa no barco da Marinha. Sem dúvidas uma grande demonstração de fé de todos que ali estavam. Uma outra curiosidade, é que o Círio tem as mesmas dimensões da festa de Natal, vocês acreditam? Tanto é, que é natural e normal você desejar um “feliz Círio” para todos eles, além de TUDO parar na cidade para essas comemorações.

Estação das Docas, em Belém.
Ao desembarcar, aproveitei para conhecer um pouco mais das Estações das Docas, que foi inspirada em Puerto Madero, na Argentina e sinceramente não fica devendo nada àquela área da cidade portenha. Vários bares e restaurantes são encontrados, além de shows ao vivo dentro de algumas docas. Eu destaco o meu preferido que é a Amazon Beer (http://amazonbeer.com.br/), que são cervejas artesanais fantásticas. Como todos sabem, Belém é a terra do Açaí, e antes de ir para lá já descobri que eles tinham uma cerveja bastante PREMIADA feita com essa iguaria local. Não tive dúvidas e fui degustar! O resultado? Tive que trazer para casa algumas long necks dessa cerveja, que é muito boa! Também aproveitem para experimentar outros tipos, como as de Bacuri e Taperebá, que vocês já sabem o que é! O legal mesmo é aproveitar bem e com calma a estadia na Estação das Docas, lá tem um pôr do sol único, além de ferver durante a noite.

Amazon Beer, ótima cerveja artesanal
Não muito longe dali, na verdade ao lado, encontramos o complexo do Mercado Ver-o-Peso, que é a maior feira ao ar livre na América Latina e que possui diversas frutas e iguarias da região. Para quem gosta de pimenta, comprem Pimenta no Tucupi e levem para suas residências, isso só é possível encontrar por lá! Por lá, é possível inclusive ver como vem a famosa castanha do Pará, dentro do seu “ouriço” e ver em tempo real como se tira e descasca. O problema e ponto negativo do mercado, é a insegurança. Por ser bastante movimentado e aberto para todo o público, são vários os casos de furtos e roubos lá dentro. A sugestão é saber o horário de ida e ainda assim, ficar bastante antenado para evitar situações desagradáveis ou passar algum tipo de aperto.

Mirante do Mangal das Garças
No dia seguinte, o ideal é reservar um tempo até as margens do Rio Guamá, no Mangal das Garças, que fica próximo ao centro histórico da capital paraense. Para quem gosta de natureza e ambiente extremamente ecológico, há um parque com mirantes, que mostra um pouco da vegetação nativa, lago central e artificiais, além de algumas garças circulando entre as pessoas. E ainda tem um adicional a tudo isto, que é um restaurante bastante importante e agradável, que é o Manjar das Garças (www.manjardasgarcas.com.br/cardapio/cardapio.html), que é repleto de comidas típicas como “Pato no Tucupi”, “Tacacá”, Maniçoba, além de várias carnes e peixes, como “filhote ao molho de castanha do Pará”. No restaurante, há a opção de se comer um buffet livre por cerca de R$ 85,00 (oitenta e cinco) reais. O atendimento e a comida são ótimas, vale bastante a pena. Ao final deste passeio, a pedida é se dirigir até a torre que fica dentro o Parque Mangal das garças e ver toda a cidade de Belém do alto, ou parte dela.

O dia seguinte foi uma tentativa frustrada de conhecer um pouco mais da cidade, como a famosa Casa das Onze Janelas, a Catedral Metropolitana e o Forte Presépio, que estavam TODOS fechados por conta do dia do Círio de Nazaré. Isso foi de fato impressionante, pois até os shoppings centers e a Estação das Docas fecharam, até as 16:00 por conta disto. Para se ter idéia, NENHUM restaurante da cidade estava aberto sequer, mesmo com turistas em Belém, algo que deveria ser revisto pelo Governo Estadual e Municipal da cidade, apesar de ser algo bastante cultural da cidade. De toda forma, soube que na Casa das Onze Janelas, há um complexo de bares e restaurantes bastante agradáveis e que ficará para um próximo retorno em Belém, desta vez sem ser no Círio de Nazaré.


Como de costume, fiz um vídeo mostrando um pouco mais desta viagem/ passeio e já está online no meu canal do youtube. Aliás, se você ainda não se inscreveu nele, o que está esperando? Vai lá no meu canal (www.youtube.com/ticoso) e além de curtir e assistir os vídeos, se inscreva para receber todas as atualizações, sempre. Agora, embarquem comigo e venham conhecer um pouco mais de Belém, a porta de entrada da Amazônia, clicando no vídeo abaixo:





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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Foz do Iguaçu, com Cataratas e Itaipu; Puerto Iguazú, na Argentina.


Já estiveram numa fronteira de países? Que tal uma tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina? Ainda não fazem ideia de qual o destino de hoje? Acertou quem disse Foz do Iguaçu, com suas belas quedas de água do Rio Iguaçu e a maior hidroelétrica do planeta, que é Itaipu Binacional (administrada pelo Brasil e pelo Paraguai). A exemplo de Chicago, a minha estadia em Foz foi muito por acaso e para facilitar uma emissão complicada de passagem por milhas para Bariloche, que irei tratar numa outra postagem. Vamos começar um pouco então desse lugar com vistas fantásticas e naõ deixem de conferir o vídeo ao final dessa postagem, com mais dicas.
  
Chegada no Aeroporto de Foz do Iguaçu
Sempre falo que viajar requer disposição e vontade de explorar as coisas. Algumas cidades como Nova York, Paris, Buenos Aires e tantas outras é possível se conhecer com longas caminhadas, sem a necessidade de se alugar carros ou contratar pacotes turísticos e transfers. Essa dúvida eu tive ao chegar na região de Foz, sobre a locação ou não de um veículo. Na prática não foi preciso, quando no próprio aeroporto, conheci um dos taxistas credenciados, o Sr. Agostinho, que além de bastante educado e atencioso, cobrou R$ 100,00 (cem reais) pra fazer a travessia até o hotel em Puerto Iguazú, aonde estava hospedado e ainda sugeriu uma parada no caminho, no Parque Nacional das Cataratas, esperando a visita a uma das 7 Maravilhas da Natureza, pelo adicional de mais R$ 100,00 (cem reais), como toda a liberdade que um translado turístico não permite. Para quem quiser o contato dele, digam que leram esta postagem e viram o vídeo no meu canal do Youtube e entrem em contato no whatsaap: +55 45 9123-8152. Pessoa fantástica, de confiança e bastante atencioso.


A viagem começa no avião, se você escolher o lado certo e acertar o lado do vento, já é possível ver as quedas d´água pela janelinha. No meu caso, fiz tudo certo, mas o vendo soprou ao contrário e acabei sem ter a vista do alto. Para quem está se peguntando, o lado ideal é o direito da aeronave. No voo, conheci um casal de argentinos, que declararam que o lado brasileiro das Cataratas é superior ao lado deles, por ter uma visão mais panorâmica, enquanto que o lado de Puerto Iguazú, você fica mais próximo na famosa Garganta Del Diablo (apenas isto). A sugestão então é curtir o que o Brasil tem a oferecer, do nosso lado da fronteira, inclusive para conferir que não é por acaso que as Cataratas do Iguaçu são uma das 7 (sete) maravilhas da natureza. Apesar de já ter conhecido quando mais novo, não tive dúvidas e resolvi desbravar as trilhas do Parque Nacional em busca de visuais únicos. 



Último mirante das Cataratas
O ingresso de acesso ao parque custou cerca de R$ 40,00 (quarenta reais), mas tem o preço que varia, de acordo com a forma de passeio que você escolhe. No meu caso, não foi preciso a contratação do ônibus interno, que leva os turistas dentro do parque. A primeira dica e sugestão é se deslocar até o antigo hotel da Rede Tropical (que a empresa aérea Varig administrava), o único que está presente DENTRO do Parque Nacional das Cataratas e seguir na trilha de 1,1 quilômetros até as primeiras quedas de água. Depois disso, o visual irá melhorar cada vez mais, além de sentir um pouco de água caindo em vocês. Próximo a fronteira entre Brasil e Argentina, separadas apenas pelo Rio Iguaçu, é possível se molhar numa ponte por cima das Cataratas e sentir a energia do lugar. Para quem gosta de fotos, elas vão ficar espetaculares de qualquer ângulo, não há dúvidas. Para os amantes da natureza, é possível admirar a rica rica fauna e flora, como tucanos de bicos pretos pulando entre as árvores e os perigoso e bonitos quatis. Eles sempre estão em busca de comida, então cuidado se vocês estiverem comendo algo nas trilhas, eles podem atacar e roubar de suas mãos, e as vezes ferir, o que pode obrigar as pessoas a tomarem vacina contra a raiva (eles transmitem a doença).

O tempo foi curto e acabou não sendo possível fazer um passeio bastante interessante, que é o Macuco Safari (http://www.macucosafari.com.br/), aonde você tem uma experiência única nos barcos da empresa, que te levam até as quedas de água para tomar literalmente um banho. Como não foi possível desta vez, segui caminho até a fronteira e já na ponte, é visível a fronteira entre os dois Países, com as cores verde e amarelo do Brasil e azul e branco da Argentina. Uma dúvida que eu tinha era sobre o funcionamento da aduana e imigração dos dois Países, que é aberta por 24 (vinte e quatro) horas, basta você portar a sua identidade (RG) brasileira ou o passaporte, que foi a minha escolha, até para ter mais um carimbo registrado.

Localizada a 18 (dezoito) quilômetros das Cataratas, Puerto Iguazú tem uma população pequena, de cerca de 80.000 (oitenta mil) habitantes e tem uma grande variedade de programas noturnos, como cassinos, gastronomia argentina e italiana, além de um famoso bar de gelo local e boates. O mais curioso é uma feirinha que existe e fica aberta todos os dias até a meia noite. É possível commprar entre outras coisas, excelentes azeitonas recheadas de alho, tomate seco e calabresa. Nesta mesma feirinha, é possível comprar vinhos que são vendidos caro no Brasil, como um Rutini Malbec, por apenas R$ 55,00 (cinquenta e cinco reais). Apesar de bastante corrido, deu tempo de conhecer um restaurante, mas nada de Parrillada, foi uma trattoria bastante interessante, a Trattoria La Toscana (https://www.facebook.com/pages/Tratoria-La-Toscana/215038361883416), que ficava no anexo do hotel que me hospedei. A sugestão é pedir uma boa carne argentina, acompanhada de uma massa caseira e um vinho de uvas típicamente argentinas. Não seria um Malbec, mas um Bonarda! No meu caso, optei por um Trumpeter Bonarda, da vinícola Rutini.

Ainda me restava uma manhã na região de tríplice fronteira e deveria optar por conhecer Itaipu ou fazer compras no Paraguai e enfrentar o trânsito e risco de perder o voo na Ponte de Amizade, para Ciudad de Leste. Acabei optando em conhecer a maior hidroelétrica do planeta, que era Itaipu e contratei os serviços do Sr. Agostinho, que cobrou R$ 120,00 (cento e vinte reais) para levar na usina e na volta dar uma breve parada no hotel, para pegar a bagagem e deixar no aeroporto.

A exemplo do que acontece no Parque Nacional das Cataratas, existem diversas visitações para Itaipu e acabei escolhendo a mais básica e panorâmica (que tem alguma paradas para fotos e conhecer mais de perto) e que dura cerca de 2 (duas) horas. Custou cerca de R$ 35,00 (trinta e cinco) reais e está incluso o deslocamento num ônibus da própria empresa. No tour, o guia explica a história e funcionamento de toda a usina, que para quem não sabia,  é uma das 7 (sete) maravilhas do Mundo da Engenharia, além de ser a MAIOR usina hidroelétrica do Mundo.

Um dos cartões postais de Itaipu
Algumas curiosidades que talvez POUCOS possam conhecer, é que o nome “Itaipu”, vem do tupi-guarani “pedra que canta”, além de não estar localizada no Rio Iguaçu, como as Cataratas, mas no Rio PARANÁ. Outro dado importante é que ela é administrada pelo Brasil e pelo Paraguai, além de alimentar cerca de 85% (oitenta e cinco por cento) da energia paraguaia e 15% (quinze por cento) da energia brasileira. Os dois países possuem a mesma participação na entidade “Itaipu Binacional” – A Eletrobrás (responsável pela energia no Brasil) possui 50 % (cinquenta por cento) e a ANDE (Administração Nacional de Eletricidade Paraguaia) também tem os seus 50%.

Você deve estar se perguntando o que torna a usina hidroelétrica tão grande e considerada a maior do planeta, não é mesmo? Para se ter uma ideia, para a sua construção foram usados 40.000 (quarenta mil) trabalhadores diretos, além de ter sido usado mais de 12.000.000 (doze milhões) metros cúbicos de concreto, que seria mais ou menos cerca de 210 (duzentos e dez) estádios do Maracanã, além de uma quantidade e ferro que daria para construir cerca de 380 (trezentos e oitenta) Torres Eiffel. Achou pouco? Numa breve comparação que fazem por lá com o a construção do Eurotúnel (que liga a França ao Reino Unido), foi usada uma quantidade de concreto 15 (quinze) vezes maior, além de um volume de escavação 8 (oito) vezes maior. Isso são dados que apenas demonstram a grandiosidade desta obra, que é preciso vivenciar e visitar para poder se comprovar e faz parte do nosso Brasil.

Como de costume, fiz também um vídeo com dicas de Foz do Iguaçu e Puerto Iguazu e já está no ar no meu canal do youtube. Aproveitem para se inscrever e me seguir também no instagram e no snapchat (basta procurar por ticobrazileiro nos dois):





terça-feira, 16 de abril de 2013

"Petrolina, Juazeiro... Juazeiro, Petrolina... todas duas eu acho uma coisa linda..."


Desembarque em Petrolina
Pernambuco é um dos estados brasileiros marcados pela diversidade cultural, seja na praia, no campo ou no semi-árido. Depois de conhecermos a o fantástico arquipélago de Fernando de Noronha, que tal ir rumo ao interior, para Petrolina? Junto com a cidade de Juazeiro, na Bahia, formam a maior concentração urbana da região do semi-árido no Nordeste do Brasil. Como se não bastasse, a cidade é a segunda maior de Pernambuco e possui o maior PIB (produto interno bruto) entre as cidades do interior do estado. A exemplo do que acontece no Chile, Petrolina tem um clima muito seco, apesar do exemplar sistema de irrigação, que é ideal para o cultivo de cepas, não sendo por acaso o título de 2º maior centro vinícola do Brasil, perdendo apenas para o Vale dos Vinhedos no Rio Grande do Sul. As diferentes técnicas de fertilidade do solo castigado pelo forte sol, além da forma de irrigação inspirada na Califórnia americana, faz de Petrolina um dos principais centros de exportação de frutas tropicais (melancia, uva, melão, entre outras) brasileiras para todo o mundo. 

Barricas da vinícola Ouro Verde
A região do Vale do São Francisco ainda está engatinhando no turismo, mas já é bastante forte o Entourismo, que é aquele para se conhecer vinícolas e a cultura do vinho. Particularmente, não resisto a uma boa degustação, motivo pelo qual fiquei bastante entusiasmado ao conhecer mais um município pernambucano. Na chegada em Petrolina, um veículo já aguardava para o início do passeio que iria ser na cidade vizinha, em  em Casa Nova, na Bahia. Lá se encontra uma das filiais da Miolo do Rio Grande do Sul, a vinícola Ouro Verde, que é uma das mais visitadas. Foi possível observar um espaço de cerca de 200 hectares de vinha plantada, aonde com ajuda dos guias muitas informações foram dadas, inclusive com o projeto de expansão até 2020, que é de duplicar esta área atual. A visita guiada se inicia pelos pelos tanques onde são produzidos os vinhos da casa, aonde turista ainda aprende curiosidades como as quantidades de uvas necessárias para a produção de uma garrafa de 750 ml de vinho, além de saber que para cada hectare cultivado/ plantado, irão resultar em cerca de 8.000 (oito mil) a 10.000 (dez mil) uvas. Querem produzir uma garrafa de vinho? Tudo bem, além de todo os processos rigorosos, é preciso ter incialmente 1kg de uvas, ok? Mais informações sobre a vinícola e esse passeio, basta acessar http://www.miolo.com.br/empresa/miolo_wine_group/vinicula_ouro_verde/.

Outro passeio imperdível para quem está na cidade é no bairro de Areia Branca. A entrada é marcante e impossível de não acertar o nome do local: o Bodódromo. Lá é o ponto de encontro de vários habitantes da cidade, além de ser uma das principais atrações turísticas, por ser um complexo gastronômico com cerca de 10 (dez) retaurantes e alguns bares. Este nome peculiar se deu no passado, quando nesta área era uma grande área de comercialização da carne de bode, que é um animal típico da região. Atualmente, é difícil experimentar esta iguaria, por conta do cheiro e a sua carne ser dura. Em lugar dele, a regra é oferecerem carneiro em diversas especialidades como carneiro assado (prato mais tradicional da região) e até lingüiça e pizza de bode. Um aspecto cultural e engraçado do pernambucano é que tudo é o maior e se não for, é o melhor. Por isso, não se surpreenda se ouvir de alguém que este é o maior espaço ao céu aberto dedicado a este tipo de prato do mundo, que realmente pode ser verdade.

Experimentando as uvas,
Outra vinícola visitada foi a Vitivinícola Santa Maria (http://www.vinibrasil.com.br/), que é controlada pelo grupo português Dão Sul, com ampla experiência, além de diversos prêmios internacionais. Fazendo um paralelo com a vinícola em Feira Nova, achei que esta é a que mais vale a pena, por conta da estrutura e instrução dos guias. São verdadeiras lições sobre o cultivo da uva, processos de fermentação do vinho e como degustar. Posso afirmar que chega a ser um passeio do nível ou até superior ao que fiz por duas oportunidades em Santiago do Chile, na vinícola Concha y Toro. O passeio se torna mais espetacular quando os guias oferecem uma visita aos campos de parreiras, aonde se há breve explicação do plantio das cepas e permitindo ao turista experimentar os sabores e perceber as diferenças, uva a uva. Dentre os inúmeros tipos, destaco as Cabernet Sauvignon, Carmenère e Shiraz. Para os que querem testar todos os paladares e perceber as diferenças de sabores de cada uva, é permitido experimentar ali mesmo cada uva. Como em toda vinícola, a visita se encerrou com uma ampla degustação de seus vinhos, que foram os da linha Rio Sol e com uvas de cortes Cabernet Sauvignon e Syrah.

"Carranca" com a ponte ao fundo
Não poderia deixar de fazer uma referência ao “Velho Chico”, apelido carinhoso ao Rio São Francisco, tão presente na cultura do povo nordestino. Petrolina (Pernambuco) e Juazeiro (Bahia) são banhadas e separadas por essas águas e chegaram a ter uma canção do já falecido Luiz Gonzaga (http://www.youtube.com/watch?v=t_70Bfif9BQ) que demonstrava todo carinho para as duas cidades.
O passeio começa numa travessia típica da região, numa pequena embarcação que funciona como ônibus coletivo, só que aquático e leva as pessoas de Petrolina, para Juazeiro em apenas alguns minutos. Ao chegar no lado da Bahia, troquei para um barco maior e a vapor, que iria iniciar um tour pelas águas do Rio São Francisco. O guia, passa aos turistas diversas informações sobre a importância do rio para a região, além dos aspectos históricos e outras curiosidades. Impossível não perceber a Carranca, que é uma escultura em forma humana ou de animal típica da região e feita de madeira. Inicialmente eram produzidas e colocadas na proa dos barcos que navegavam pelo “velho Chico” e depois passou a ser comercializado nas diversas lojas de artesanatos da região. O passeio, que dura cerca de duas a três horas, é regado a espumantes locais, culinária regional e muita música popular brasileira e regional, além de permitir uma parada para se banhar nas águas do "Velho Chico".

Tentei fazer um vídeo para mostrar um pouco mais do passeio, mas as filmagens ficaram com o som muito abafado e prejudicado. Vou ficar devendo, na próxima ida para Petrolina e Juazeiro, prometo o vídeo.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Fernando de Noronha, um paraíso em Pernambuco


Dando uma pausa nas viagens internacionais, chegou a hora de conhecer um pouco mais do nosso Brasil. O destino hoje é uma ilha que fica a leste do Estado do Rio Grande do Norte e formado por 21 (vinte e uma) ilhas e ilhotas. Trata-se de Fernando de Noronha, distrito do Estado de Pernambuco e dona de visuais de tirar o fôlego. Sua história nos leva ao período das grandes navegações portuguesas, aonde a ilha possuía um nome diferente do atual: Ilha de São João da Quaresma. Por volta de 1504, o monarca D. Manuel I resolveu doar a ilha para o então proprietário da capitania hereditária da época, que era o Fernão de Loronha. Desde então, a ilha passou a se chamar de Fernando de Noronha e após longo período abandonada, se tornou por muitos anos uma prisão. Esse polo turístico que conhecemos é recente e bastante aproveitado por conta da proximidade entre a ilha e as cidades de Natal e Recife, que favorece a ligação diária. Antes do pouso, os passageiros que escolheram o lado esquerdo do avião, serão presenteados com uma vista panorâmica da ilha, por alguns pilotos realizarem o contorno da ilha antes do pouso.
 
As portas do avião se abrem e se inicia o desembarque. Este é o momento curioso aonde é notório o movimento frenético de câmeras fotográficas e filmadoras dos turistas, que tentam registrar cada momento em Fernando de Noronha. Não é por acaso, afinal o turista se depara de cara com ponto mais alto da ilha, que é o Morro do Pico (321 metros) com as aeronaves de atores coadjuvantes. Registrados alguns desses momentos chega a hora de pagar a conhecida e de certa forma absurda “taxa de preservação da ilha”. O valor varia a cada ano e atualmente custa em torno de R$ 45,60 (quarenta e cinco reais e sessenta centavos) cada dia de permanência por lá. Para não perder tempo na chegada, é possível realizar o pagamento diretamente no site do Governo do Estado de Pernambuco (http://www.noronha.pe.gov.br/), bastando apenas entrar na outra fila do desembarque e comprovar o pagamento. Assim, o próximo passo é pegar a bagagem na modesta esteira e começar a viagem.

A impressão que fica é que independente do seu local de hospedagem, sempre haverá um transfer do aeroporto para o centro da cidade (na ida ou na volta). Tudo em Noronha é caro, mas basta visitar o arquipélago na baixa estação e constatar que é possível até negociar o preço de algumas atrações, além de conseguir hospedagens mais baratas. Isso acontece por conta da baixa procura pela ilha e movimento durante a baixa estação. Sem dúvidas o lugar mais central e interessante para se hospedar é o bairro da Vila dos Remédios, que é o centro histórico da ilha e se estende até o mar, se encerrando na famosa Praia do Cachorro. No bairro é possível encontrar supermercados, restaurantes, bares e inclusive o lugar de maior agito na vida noturna, que é o Bar do Cachorro.

Uma curiosidade é que em Fernando de Noronha se encontra a segunda menor rodovia do Brasil, com apenas 7 km de extensão. É parte dela que pegamos para chegar até a Baía de Santo Antonio. Por lá, encontramos o porto da ilha, e local de partida e chegada de diversas embarcações de pescadores e outras turísticas que mostram Noronha por outro ângulo. Por conta de um naufrágio no passado de uma embarcação grega, o navio Eleani Sthatathos, embarcações maiores não conseguem atracar no porto. Ao turista, duas espécies de cruzeiros são oferecidos: uma grande embarcação que oferece um passeio ao redor da ilha, com vendas de bebidas e comida a bordo, que custa cerca de R$ 90,00 (noventa reais), ou o meu preferido, que é uma lancha privada e custa R$ 1.000,00 (mil reais) a ser dividido pela quantidade de pessoas a bordo. A maior diferença é que a lancha é um passeio privado/ vip e com tudo incluso, inclusive comidas (churrasco e peixe pescado na hora) e bebidas (cerveja, água, refrigerente). De resto tudo é oferecido em ambas, como o famoso passeio de planasub, mergulho em um ponto no mar de dentro e o tempo de duração que pode ser 04 (quatro) horas ou o dia inteiro.

Jantar do Zé Maria.
A noite reserva uma atração que mexe com o paladar do turista. É o festival gastronômico do Zé Maria, que fica na pousada que leva o mesmo nome. Uma variedade de pratos feitos de frutos dos mares, saladas e carne, é de dar água na boca. Para poder aproveitar, é preciso fazer uma reserva e o pagamento no valor de R$ 120,00 (cento e vinte reais), que dá direito ao buffet livre, mas com bebidas sendo pagas a parte. O dono do empreendimento e da ideia, o próprio Zé Maria, faz questão de apresentar cada prato feito, que vai desde pratos típicos do Nordeste brasileiro como carne de sol, até delícias do mar como peixes especiais, sushis ou saladas. Após o jantar principal, é oferecido uma outra infinidade de sobremesas. Sem dúvidas nenhuma vale muito a pena conferir.

O passeio mais procurado é o ilhatur (R$ 100,00), que todos devem fazer pelo menos uma vez. O tour é quase completo ao redor da ilha, não sendo incluído o passeio pelo centro histórico (que ñão será problema para quem estiver hospedado no bairro da Vila dos Remédios). Essa volta pela ilha é feita por veículos Land Rover, Hilux, L-200 ou Buggys e levam o dia todo. Por conta disto, é recomendado que se leve protetor solar, para aguentar os raios solares (que são bastante fortes), repelentes (contra os diversos mosquitos), bonés, sapatos velhos/ sandálias Crocs e etc. O importante é sentir-se bem e confortável, pois são muitas trilhas, com inclinações e solos diferentes.

Quem diria que a praia mais bonita do Brasil encontra-se tão afastada do continente, não é? Ela fica lá em Fernando de Noronha, na praia do Sancho. A primeira parada do ilhatour, só há uma forma um pouco incômoda de acesso a este paraíso: descendo uma escadaria numa fenda, além de outro trecho de pedras e areia até chegar até a praia. Seu mar bastante cristalino além de encantar, permite que sejam observados ocasionalmente algumas espécies marinhas e cardumes de peixes. Via de regra, os guias do passeio permitem um tempo, que varia de 30 (trinta) minutos a uma hora, para que seja possível curtir melhor essa maravilha da natureza, seja mergulhando ou apenas admirando.

Morro dos Dois Irmãos ao fundo.
Cenário de um dos mais conhecidos cartões postais da ilha, a Praia da Cacimba do Pare e Baía dos Porcos é onde está o famoso morro dos “Dois Irmãos”, que é apelidado de “Fafá de Belém”, por terem formatos de dois seios enormes. Além do acesso à praia, há inúmeras trilhas para o turista não perder um ângulo das belezas naturais de Fernando de Noronha. Em seguida, o destino é a Praia do Sueste, que possibilita ao turista um mergulho livre para poder ver de perto a diversidade marinha da ilha. Algumas espécies são bastante comuns nesta praia, como tubarões, arraias, tartarugas gigantes e inúmeros cardumes de peixes exóticos, que faz parecer que estamos num documentário do Discovery Channel. Tudo isto só é possível com o aluguel de R$ 15,00 (quinze reais) do material para o mergulho como nadadeiras e snorckel com máscara. A sugestão é cada um levar o seu próprio equipamento, uma vez que não acredito que eles lavem o “canudinho” do snorckel na devolução.

Praia da Atalaia, lembra o Caribe
A praia mais fantástica é sem dúvidas a da Atalaia. Esse nome é uma referência à Ilha do Frade que fica justamente na frente da praia e lembra o formato de um monge ajoelhado. Apesar de pequena, algumas regras são seguidas para a visitação, uma vez que o IBAMA tenta ao máximo preservar as características do ecossistema e das espécies ali presentes. Diariamente só é possível entrar 100 (cem) pessoas na praia, em grupos diferentes e que só podem permanecer nela por apenas 20 (vinte) minutos, além de não ser permitido o uso de protetor solar, bronzeador ou nadadeiras. O ideal é ir cedo, para aproveitar a maré baixa, que forma uma piscina natural com águas cristalinas, além de ser possível nadar com pequenos tubarões e arraias e observar diversas espécies de peixes e lagostas, por exemplo. Uma curiosidade é a profundidade da água, que é de apenas 80 (oitenta) centímetros. Desta forma, eles aconselham aos que não conseguem flutuar, usar um colete para não tocar os pés ou mãos no fundo da água e assim assustar as espécies que ali residem.

Que tal visitar a praia mais badalada da ilha? Localizada próxima ao Bairro da Vila dos Remédios, é uma excelente opção para o banho e mergulho com cilindro. A Praia da Conceição, que em períodos de alta estação e feriados é embalada com DJs e muitas festas também é ótima para se tomar uma boa cerveja ou caipirinha, conversando com amigos ou familiares. A melhor opção para isto é o Bar do Duda Rei (http://www.bardudarei.com.br/), que apesar de praticar preços muito altos nas bebidas, é bastante badalado. Para completar, o famoso Morro do Pico completa o visual do turista para a viagem ficar sempre na memória.

Filé de tubarão com camarão
Como um grande admirador dos tubarões, eu não poderia deixar de conhecer o Museu do Tubarão e conhecer um pouco mais dessas espécies aquáticas e ter a certeza, conforme estudos que eles não gostam da carne humana. Geralmente os ataques são erros de interpretação, que eles apenas abocanham o humano e soltam. Por lá também é possível provar uma iguaria: o bolinho de tubalhau. Um primo distante, mas de sabor parecido com o bolinho de bacalhau. O curioso é que antes mesmo de desembarcar na ilha, eu já pretendia experimentar a carne do tubarão. O bolinho foi frustrante, pois o sabor já era conhecido, mas quando entrei no Restaurante da Edilma e pedi um filé de tubarão bico fino coberto de molho de camarão, tudo mudou. É um prato bastante saboroso e vale a pena provar. Uma pena não encontrar facilmente essa iguaria no continente.

Não deixem de acessar o vídeo que fiz e está disponível no meu canal do YouTube sobre Fernando de Noronha. Basta clicar abaixo ou acessar www.youtube.com/ticoso: 


sexta-feira, 1 de março de 2013

"O Rio de Janeiro continua lindo..."



Mundialmente conhecida com sua beleza natural exuberante, a Cidade Maravilhosa segue sendo um dos destinos mais atrativos para turistas brasileiros e estrangeiros. Com uma grande quantidade de praias e rico litoral, de povo acolhedor, o Rio de Janeiro sem dúvidas é uma cidade cheia de vida a qualquer hora do dia. Caso você nunca tenha ido por lá e o tempo seja curto, fique tranquilo! Em apenas 02 (dois) dias intensos, é possível conhecer o principal da capital fluminense.

Inaugurado em 1912 e transportado pelo menos 35 (trinta e cinco) milhões de pessoas, o bondinho do Pão de Açúcar é uma das atrações principais da capital fluminense. Ele funciona em duas rotas: uma que liga o morro da Babilônia ao morro da Urca e a outra que liga o morro da Urca ao topo do Pão de Açúcar, que é o destino mais atrativo e turístico, vez que dá para uma das vistas que são consideradas como mais belas do planeta: a Baía de Guanabara. O passeio custa em torno de R$ 53,00 (cinquenta e três reais).

Terminado o passeio, a dica fica por conhecer a Praia Vermelha, que fica praticamente defronte do morro da Urca e bilheterias do Bondinho. Além de se ter uma oportunidade fantástica de ir na famosa mureta da Urca e tomar uma cervejinha bem gelada, com toda a Baía de Guanabara ao seu lado. Por lá funciona um dos bares/ restaurantes mais tradicionais, que é o Bar Urca (http://www.barurca.com.br/).

No bairro de Botafogo e em frente a praia que leva o nome do bairro, encontramos o Botafogo Praia Shopping, um centro de compras que tem um terraço com um espaço gourmet repleto de lanchonetes e restaurantes e com um extra que é a vista completa da praia e do morro do Pão de Açúcar e seu bondinho. É um passeio gostoso e bastante interessante de se fazer, apesar de ser um mero shopping center.

Não muito distante, encontramos o Cristo Redentor, de braços abertos para todos que vão até o Rio de Janeiro. Situado no topo do Corcovado, o acesso pode ser feito de duas maneiras: pelo trem, que sobe por dentro da floresta da Tijuca num intervalo de cada 30 (trinta) minutos, ou de carro até metade do caminho. A partir daí, é necessário pagar para subir pelo serviço de vans que existem por lá. Os preços variam, de acordo com a escolha do passeio. Chegando lá, se entende o motivo do Cristo Redentor ter sido escolhido uma das sete maravilhas do mundo moderno, seja pela obra em si ou pela vista que se tem da cidade. Novamente, o ideal é chegar no final da tarde, para curtir a cidade se iluminando no pôr do sol.

Reserve tempo para conhecer a famosa Confeitaria Colombo e se deliciar com as guloseimas cariocas. Apesar de sua inauguração ter sido em 1894, ela ainda segue o luxo da época de casas similares de Paris e Londres. É um passeio imperdível. Aproveitando a proximidade, uma caminhada para o Centro Histórico do Rio é um passeio interessante para conhecer um pouco da cultura da cidade. Na Cinelândia, ou simplesmente Praça Floriano Peixoto, o turista se depara com a Biblioteca Nacional, Câmara Municipal, antigo prédio do Supremo Tribunal Federal e o famoso Theatro Municipal. Um espetáculo de história e cultura.

Conhecida como O coração do Rio de Janeiro, devido ao seu formato semelhante ao de um coração, a Lagoa Rodrigo de Freitas é uma das principais atrações cariocas. Várias pessoas aproveitam o local para relaxar ou simplesmente praticar alguns exercícios de caminhada ou ciclismo. Também por lá é possível fazer alguns passeios panorâmicos de helicóptero, pela empresa Helisul Taxi Aéreo. Os preços variam com os planos, aonde o mais barato tem duração de 7 (sete) minutos e passa por cima das praias de Copacabana, Ipanema, passa ao redor do Pão de Açúcar e volta para a Lagoa. É um passeio bonito e que vale a pena.

Basicamente, o quente do Rio de Janeiro encontra-se na sua Zona Sul. Além de todos esses passeios já citados, ainda tem o mais procurado por turistas estrangeiros: suas praias. Começando pela praia de Ipanema, que inspirou o compositor Vinícius de Moraes ao lançar a o hit de sucesso Garota de Ipanema, ela é um ponto de encontro para prática de diversos esportes como surf, frescobol, vôlei, futebol, futevôlei. Inclusive, a maioria dos campeonatoas de vôlei de praia são transmitidos de lá. Ao lado de Ipanema, encontramos um bairro nobre, o Leblon. Por lá, além da bela praia, encontramos diversos barezinhos, que retratam a vida boêmia do carioca: o Jobi e o Bar da Devassa são alguns dos mais lotados por lá. O legal é tentar pegar uma mesa na calçada e tomar seu chopp calmamente, as vezes ao som da Bossa Nova. Por fim, uma praia merece enorme destaque que é Copacabana. Carinhosamente apelidada por Copa, o bairro leva o mesmo nome da praia e é o mais prestigiado do Brasil, além de um dos mais conhecidos do planeta. Mais de 50 (cinquenta) hotéis fazem a festa de turistas de todos os lugares, que vem curtir o Rio de Janeiro, com o seu melhor. Por lá encontramos também o Forte de Copacabana, que fica no final do bairro e é um museu histórico do exército brasileiro. Caso queira apenas passear e desfrutar de cafés ou lanches, há alguns bares e confeitarias, como a Confeitaria Colombo.

Por fim e mais afastado de todo este agito, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, encontramos o bairro que mais cresceu nos últimos tempos: a Barra da Tijuca, que também é conhecida apenas por Barra. Por lá há uma infinidade de condomínios fechados, além de grandes centros de compra, com o Barra Shopping. Apesar da distância do circuito turístico carioca, o bairro é considerado um centro gastronômico e de entretenimento da capital fluminense. A última edição do Rock in Rio, em 2011, foi na chamada Cidade do Rock, que fica nos arredores da Barra da Tijuca.

Para ilustrar melhor tudo isto, preparei um vídeo sobre o Rio de Janeiro e postei no youtube. Confira, o vídeo abaixo:



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Degustando a Serra Gaúcha.


Após conhecer Porto Alegre, chegou a hora de partirmos rumo ao principal acidente geográfico do Rio Grande do Sul, com altitudes que chegam até 1.300m. Sem dúvidas um espetáculo da natureza, com belas paisagens e temperaturas negativas no inverno, além de ser um os melhores lugares gastronômicos do Brasil e ser um local perfeito para programações românticas. A Serra Gaúcha tem muito a oferecer, sejam bem vindos.

São vários os pólos dessa região, destacando-se Caxias do Sul, Canela & Gramado, Nova Petrópolis e Bento Gonçalves. Sempre é interessante começar este passeio pela cidade que leva o nome do ex Governador do Estado gaúcho, nos tempos da República Velha: Carlos Barbosa. Suas principais atrações são o passeio na Maria Fumaça, com danças que nos remetem a cultura italiana a bordo e conhecer a fábrica da Tramontina, com toda a sua produção de talheres, sem dúvida nenhuma algo bastante interessante.

Alugando um carro e na rota da Rodovia São Vedelino, chegamos cerca de 17 km depois ou vinte minutos, na cidade de Bento Gonçalves, um dos maiores pólos moveleiros e vínicolas do Brasil, respeitado inclusive no exterior. Para quem ama degustar diversos tipos de vinhos, é importante destacar que lá há a maior produção de vinhos e derivados de uvas do Brasil, não sendo a toa o apelido de “capital brasileira do vinho”. Vale a pena arrumar tempo e conhecer algumas das várias vinícolas instaladas por lá como a Salton, Casa Valduga, Aurora ou a Miolo.

Seguindo o roteiro, pegamos uma estrada com pedágio para conhecer Caxias do Sul, que fica a 45 min de Bento Gonçalves e trata-se da segunda maior cidade gaúcha e segundo maior pólo metal-mecânico do país, com cerca de vinte das quinhentas maiores empresas do Brasil. Uma das festas mais conhecidas é a Festa da Uva, que ocorre nos Pavilhões da Festa da Uva, que nos remete ao começo da colonização italiana no Rio Grande do Sul.

Falando nisto, a culinária é tipicamente italiana, com muito galeto al primo canto, tortei, massas e claro, polenta, seja ela mole ou frita. Para os que buscam uma comida mais leve, a dica fica por conta de experimentar o radicci ou uma sopa de agnolini, bastante tradicionais por lá. Aos que procuram um pouco de diversão, há o Paiol (http://www.paiolespaconativo.com.br/), que é um espaço bem típico e com diversos tipos de cachaças artesanais, além de música ao vivo tipicamente gaúcha, ou a badalação do La Barra (http://www.labarra.com.br), que foi inspirado na cidade uruguaia de La Barra, nas proximidades de Punta del Este, e além de servirem pizzas uruguaias, a noite vira uma das casas noturnas mais badaladas de Caxias do Sul, com muito clima de paquera. 

No caminho para Gramado, um dos destinos mais procurados pelos turistas no Brasil, uma parada é importante, na cidade de Nova Petrópolis. Cidadezinha pacata, de colonização alemã e na chamada região das hortênsias, tem como uma de suas principais atrações são o famoso Labirinto Verde e o Parque Aldeia do Imigrante, que conta um pouco dessa colonização, inclusive com um museu dentro dele. Fica a cerca de trinta minutos de Caxias.

Cerca de 45 minutos depois, enfrentando uma rodovia estreita e sinuosa, finalmente o destino turístico mais procurado no Rio Grande do Sul aparece: Gramado. Entre suas várias pousadas, resorts e hotéis, uma opção em conta e aconchegante é o Albergo di Bezzi (http://www.pousadadibezzi.com.br/2010/). Vários eventos acontecem na cidade, como por exxemplo o Festival Brasileiro e Latino de Cinema, no Festival de Cinema de Gramado, com a entrega do famoso Kikito. Outra grande atração acontece próximo ao Natal e no final de cada ano, que é o espetáculo Natal Luz, que encanta a todos os turistas com suas cores, só não tem o charme do inverno.

Outras atrações são bastante agradáveis em Gramado, como o passeio de pedalinho no Lago Negro ou uma caminhada ao redor dele, no parque existente por lá. O Mini-mundo reúne cidades em miniatura numa perfeição nunca vista antes encantando adultos e crianças que passam por lá. Desde 2009, existe um museu de cera, o Cera Dreamland que reproduz um pouco alguns famosos pelo mundo. Para os aficcionados por carros e motos, Corvetes e Halley Davidson não faltam no museu Hollywood Dream Cars. Ao longo da via principal de Gramado, encontra-se diversos restaurantes, com destaque para a Cantina Pastaciutta (http://www.pastasciutta.com.br/), com massas caseiras maravilhosas e combinação de molhos que o cliente escolhe. Para quem  não consegue viver sem uma festa, o Bill Bar (http://www.billbar.com.br/) é uma mistura de balada com boliche, uma proposta diferente e bastante interessante para quem conhece.

Finalizando o passeio pela Serra Gaúcha, Canela fica a 15 minutos de Gramado, pelo caminho da Avenida das Hortênsias. Na entrada da cidade, encontramos uma de suas atrações principais, que é o Mundo a Vapor (http://www.mundoavapor.com.br/), que chama atenção na entrada com uma Maria Fumaça caída de um prédio e no meio da rua, com o vapor saindo da sua chaminé. Uma foto clássica que todo turista tira. Outra atração é a catedral Nossa Senhora de Lourdes, que fica no centro da cidade e encanta por toda sua arquitetura e beleza. Apesar disto, o maior atrativo de Canela é o Parque do Caracol, com uma belíssima cascata com cerca de 120 metros de queda que pode ser observado no mirante, pelo elevador panorâmico ou aos que tiverem fôlego de descer e subir os mais de 900 degraus que levam até a base da cachoeira. Além disto, diversas trilhas a mata nativa e passeio de trenzinho é oferecido no parque, sem dúvida nenhuma um passeio emocionante.

Todos esses passeios podem ser feitos em qualquer época do ano, mas sempre é mais interessante com todo o charme do inverno, para poder curtir um pouco da gastronomia e degustação de vinhos. Até nosso próximo destino.