segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Dicas de Santiago do Chile


Continuando um pouco minhas dicas de viagens, hoje vou dar algumas dicas de Santiago, capital do Chile. Uma proposta totalmente diferente do que imaginam, se comparando com o País vizinho, a Argentina.

Começando no Aeroporto Comodoro Arturo Merino Benítez, as coisas são completamente diferentes da Argentina. Aparentemente nas duas vezes que desembarquei por lá (2009 e 2012) só há uma casa de câmbio e com valores PÉSSIMOS para os brasileiros. O câmbio não é nada atrativo e justo, mas é necessário para se locomover do aeroporto para a cidade, que fica numa distância parecida com a de Guarulhos para o centro de São Paulo. A sugestão é trocar entre R$ 50,00 e R$ 100,00 por pessoa e trocar o resto do dinheiro na cidade, seja em casas de câmbio ou bancos. Esta casa de câmbio fica na lateral do freeshop de chegada (que é melhor do que o de saída) e apenas para se ilustrar: R$ 1,00 hoje vale 232 pesos chilenos e a troca nesta casa de câmbio sai R$ 1,00 por 195/ 200 pesos, uma perda enorme de dinheiro, que não vale a pena. Mas, é necessário para se pegar um transporte do aeroporto para a cidade, caso não tenha sido alugado/ reservado um carro.

Para sair do aeroporto há várias formas: reserva e aluguel de veículo (que é barato por lá), taxi ou van. A Van, que leva para a cidade custa em torno de $ 12,00 (doze dólares) por pessoa e o taxi, que via de regra é preço tabelado, especialmente quando percebem se tratar de brasileiros, é cobrado 16.000 pesos chilenos. Sabendo como as coisas funcionam, tudo fica negociável se você fizer cara feia e mostrar desinteresse no serviço deles. Eles baixam entre 2.000 e 3.000 pesos, que parece pouco, mas é algo mais justo e se aproxima ao preço da van, no conforto do taxi (no final, pagando-se cerca de R$ 58,00).

Quanto aos passeios. Conhecer uma cidade previamente facilita muito no deslocamento nas viagens a seguir. Entendo que a melhor forma de se conhecer uma cidade é ir com calma, batendo pernas e observando tudo que acontece ao redor, inclusive utilizando o transporte público como o metrô. Alguns passeios se cobram preços que não se justifica muito, como o City Tour. O mais barato custa 20.000 pesos (cerca de R$ 82,00 ou mais, depende do câmbio do dia) e é uma enganação. Tomando o exemplo de quem fica hospedado no bairro da Providência, há a opção de pegar um metrô na quadra seguinte, na estação Los Leones, da linha vermelha (ou roja, como eles chamam) e descer na estação Baquedano, no sentido San Pablo (estação final). Ao desembarcar da estação, é possível admirar o prédio da Telefônica, em formato de celular antigo, com a cadeia montanhosa dos Andes ao fundo e seguir em frente rumo ao Cerro San Cristóban (que passa ano e vem ano, sempre ao ir em Santiago, acho a vista mais linda e panorâmica da cidade). O City Tour não contempla esta visita, mas o Cerro Santa Lucia, que não é atrativo por ser mais baixa a vista e não ter muito o que se ver/ fazer por lá. Voltando ao Cerro San Cristóban, há uma vista fantástica dos Andes e toda a cidade de Santiago do fundo. Um funicular leva as pessoas de baixo para cima e se paga uma taxa simbólica para se fazer o caminho de ida e volta.

Continuando o City Tour, depois de admirar uma das vistas mais bonitas da capital chilena, é hora de ir ao Mercado Central de Santiago, que fica cerca de 5km do Cerro San Cristóban e é uma ótima caminhada de cerca de 30min a 40min, seguindo o caminho do “rio” (águas dos Andes derretidas que passam por um canal em Santiago). Há quem prefira pegar um taxi e chegar mais rápido ao mercado, que é baratíssimo também. Chegando ao Mercado, algumas coisas são imperdíveis como experimentar uma Centolla, Ceviche e claro: pisco sour, que apesar de ser típica no Perú, também é bebida típica Chilena, como a nossa capirinha. Para quem não gosta muito do cheiro de peixe e frutos do mar, é interessante entrar o quanto antes nos restaurantes (indico o Donde Augusto).

Depois de conhecer um pouco mais do dia-a-dia da cultura chilena, no mercado central, chega a hora de conhecer a Plaza de Armas. Do próprio mercado há metrô da linha vermelha, que leva até a Plaza de Armas (que também é o nome da estação aonde se deve descer). O importante, ao descer é tomar cuidado com os pertences, pois no Chile por incrível que pareça há um elevado número de batedores de carteira. Na Plaza de Armas é possível se ver o contraste do antigo e do novo, com a Catedral Metropolitana e um belíssimo edifício espelhado, que não sei do que se trata. Ao redor, é possível ver o belo e histórico prédio do Correio Central, com diversas manifestações folclóricas e apenas 03 (três) quadras dali fica a sede do Governo Chileno, que é o Palácio de La Moneda. Como eu falei anteriormente, isso tudo é contemplado no City Tour pago e cobrado um preço muito acima do que deveria, uma vez que é possível ser feito andando e curtindo mais um pouco da cidade. É possível se fazer tudo isto e com muita calma, em apenas 01 (um) dia. Claro que isso é muito pessoal e depende das escolhas de quem visita Santiago.

Para voltar, uma vez que se esteja no Palácio de La Moneda, há uma estação de metrô, que leva o nome “La Moneda”, da linha vermelha e que desce tanto na estação Pedro de Valdívia ou Los Leones (ambos no agitado bairro da Providência), aonde ficam diversos hotéis, restaurantes e um shopping Center novíssimo, que se chama Costaneira. O melhor shopping e com uma área gourmet e de restaurantes interessantes é o Parque Arauco, que fica em outra região da capital chilena (Santiago Metropolitan Region).

O dia seguinte deve ser reservado para se conhecer uma das maiores vinícolas do planeta (se não me engano a 3ª maior), a Concha y Toro. Há diversos transfers in/ out, com ingresso incluso e que custam a partir de 28.000 pesos chilenos (cerca de R$ 120,00). Como um grande explorador, há uma possibilidade de se ir de metrô, que leva cerca de 1 hora (muito mais do que o transfer), mas é possível ver uma Santiago que quase nenhum turista conhece, que são os subúrbios. O metrô tem alguns vários trechos sem ser subterrâneo e mostra o subúrbio da cidade chilena, com os Andes ao fundo. Para quem gosta de conhecer tudo da cidade, é uma boa experiência. Seja em qualquer estação que se pegue o metrô, você deverá parar sempre na estação TOBALABA. Por lá, há uma conexão para Linha verde/ preta, aonde deverá descer apenas na última estação. Qualquer dúvida basta informar que deseja ir até a Concha y Toro e qual é a linha e sentido, eles são bastante solícitos.

Chegando na estação final, é necessário pegar um dos vário taxis que esperam os turistas e levam para  Concha y Toro em apenas 10min ou menos, dependendo do trânsito. Não é necessário e nem obrigatório fazer reservas, mas há quem se sinta melhor e seguro, caso esteja lotada a visitação. Seja por site, telefone ou chegando na hora, um tour clássico na vinícola (que inclui duas degustações), que custa 8.000 pesos (cerca de R$ 35,00 por pessoa) ou um tour maior, com 04 (quatro) degustações. Mais informações, no site da Concha y Toro: http://www.conchaytoro.com/web/tour-en/cost-and-booking/

Apesar de nunca ter feito e nem ter conhecido alguém que já fez, há um passeio pelos vinhedos de Santiago, que custa 45.000 pesos chilenos e dura o dia todo. Este passeio na Concha y Toro, dura entre 2hrs e 3hrs, não mais do que isto. Tudo depende também da disponibilidade de tempo.

O que é aconselhável pagar, é o excursion a La montaña. Este, especificamente compreende as estações de esqui do Valle Nevado e El Farellones. Para quem vai no inverno, é uma alegria por ter algumas paradas para se “brincar na neve”, o que já não ocorre no verão caliente chileno, muito árido. Em geral, custa 29.000 pesos chilenos (cerca de R$ 140,00) e a van passa no hotel as 7h30 da manhã e volta as 17:00. É um passeio fantástico e cansativo também, mas vale muito a pena. Via de regra, neste passeio que não contempla esquiar, eles dão duas horas em cada estação de esqui para se conhecer, tomar um vinho, etc. Legal mesmo é no inverno, com tudo coberto de neve. No verão é uma paisagem árida e muita terra, totalmente diferente. E muito calor! Já estive por lá nas duas épocas: Fevereiro de 2009 e Junho de 2012.

Dependendo do tempo e em especial para quem visita o Chile no verão, é extremamente importante conhecer Valparaíso e Viña del Mar. No inverno não há muito o que se fazer, o que já não ocorre no verão. Para se ir de Santiago para Valparíso, basta pegar um dos diversos ônibus da TURBUS, que saem de 15 em 15 minutos de capital para o litoral. O legal é começar por Valparaíso, que é uma cidade portuária e com alguns restaurantes agradáveis e charmosos lá no alto. Existe o ascensor concepción, que leva os turistas de baixo para cima, na cidade portuária. Em cima, é possível se admirar toda a cidade e seu porto, bem como comprar algum artesanato e comer bem em alguns restaurantes. Ao acabar este passeio, é possível se pegar um metrô novíssimo com destino ao balneário mais famoso do Chile, que é Viña del Mar. É rápido, prático e barato! E o melhor de tudo: você conhece tudo caminhando, sem pressa. É possível ver a loucura de gente nas praias, que mais lembram um formigueiro, ao festival de cinema (que acontece em Fevereiro no Hilton de lá) e o Cassino que fica do outro lado do hotel. Para os românticos, há um passeio de carruagem/ charrete por toda a Viña del Mar.

As agências, que servem os hotéis, cobram 33.000 pesos chilenos para se conhecer os dois. O problema é que é um horário muito fixo e acaba tirando a liberdade do turista de ver as coisas com calma. Considerando que é possível fazer por conta e “explorando” ambas as cidades com calma, acho que é mais válido fazer por conta.

Por fim, vale a pena ir ao restaurante Giratório, que fica no topo de um prédio na Providencia e dá uma bela vista panorâmica da cidade, além de uma comida fantástica e acompanhada de um belo vinho chileno. É necessário reserva, apesar de já ter conseguido entrar sem ela.

No espaço gourmet do Shopping Parque Arauco há uma infinidade de restaurantes interessantes. Vinhos muito bons para se tomar e a preço de custo são o Missiones de Rengo Carmenere, Don Melchor (da Concha y Toro) e Concha y Toro Gran Reserva Carmenere. Sem dúvidas a uva carmenere é mais suave e por não conter sulfatos, pode acabar não trazendo aquela dorzinha de cabeça no dia seguinte.






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                                                       Tour por Santiago do Chile:


                                                           Conhecendo o Valle Nevado:


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Degustando a Serra Gaúcha.


Após conhecer Porto Alegre, chegou a hora de partirmos rumo ao principal acidente geográfico do Rio Grande do Sul, com altitudes que chegam até 1.300m. Sem dúvidas um espetáculo da natureza, com belas paisagens e temperaturas negativas no inverno, além de ser um os melhores lugares gastronômicos do Brasil e ser um local perfeito para programações românticas. A Serra Gaúcha tem muito a oferecer, sejam bem vindos.

São vários os pólos dessa região, destacando-se Caxias do Sul, Canela & Gramado, Nova Petrópolis e Bento Gonçalves. Sempre é interessante começar este passeio pela cidade que leva o nome do ex Governador do Estado gaúcho, nos tempos da República Velha: Carlos Barbosa. Suas principais atrações são o passeio na Maria Fumaça, com danças que nos remetem a cultura italiana a bordo e conhecer a fábrica da Tramontina, com toda a sua produção de talheres, sem dúvida nenhuma algo bastante interessante.

Alugando um carro e na rota da Rodovia São Vedelino, chegamos cerca de 17 km depois ou vinte minutos, na cidade de Bento Gonçalves, um dos maiores pólos moveleiros e vínicolas do Brasil, respeitado inclusive no exterior. Para quem ama degustar diversos tipos de vinhos, é importante destacar que lá há a maior produção de vinhos e derivados de uvas do Brasil, não sendo a toa o apelido de “capital brasileira do vinho”. Vale a pena arrumar tempo e conhecer algumas das várias vinícolas instaladas por lá como a Salton, Casa Valduga, Aurora ou a Miolo.

Seguindo o roteiro, pegamos uma estrada com pedágio para conhecer Caxias do Sul, que fica a 45 min de Bento Gonçalves e trata-se da segunda maior cidade gaúcha e segundo maior pólo metal-mecânico do país, com cerca de vinte das quinhentas maiores empresas do Brasil. Uma das festas mais conhecidas é a Festa da Uva, que ocorre nos Pavilhões da Festa da Uva, que nos remete ao começo da colonização italiana no Rio Grande do Sul.

Falando nisto, a culinária é tipicamente italiana, com muito galeto al primo canto, tortei, massas e claro, polenta, seja ela mole ou frita. Para os que buscam uma comida mais leve, a dica fica por conta de experimentar o radicci ou uma sopa de agnolini, bastante tradicionais por lá. Aos que procuram um pouco de diversão, há o Paiol (http://www.paiolespaconativo.com.br/), que é um espaço bem típico e com diversos tipos de cachaças artesanais, além de música ao vivo tipicamente gaúcha, ou a badalação do La Barra (http://www.labarra.com.br), que foi inspirado na cidade uruguaia de La Barra, nas proximidades de Punta del Este, e além de servirem pizzas uruguaias, a noite vira uma das casas noturnas mais badaladas de Caxias do Sul, com muito clima de paquera. 

No caminho para Gramado, um dos destinos mais procurados pelos turistas no Brasil, uma parada é importante, na cidade de Nova Petrópolis. Cidadezinha pacata, de colonização alemã e na chamada região das hortênsias, tem como uma de suas principais atrações são o famoso Labirinto Verde e o Parque Aldeia do Imigrante, que conta um pouco dessa colonização, inclusive com um museu dentro dele. Fica a cerca de trinta minutos de Caxias.

Cerca de 45 minutos depois, enfrentando uma rodovia estreita e sinuosa, finalmente o destino turístico mais procurado no Rio Grande do Sul aparece: Gramado. Entre suas várias pousadas, resorts e hotéis, uma opção em conta e aconchegante é o Albergo di Bezzi (http://www.pousadadibezzi.com.br/2010/). Vários eventos acontecem na cidade, como por exxemplo o Festival Brasileiro e Latino de Cinema, no Festival de Cinema de Gramado, com a entrega do famoso Kikito. Outra grande atração acontece próximo ao Natal e no final de cada ano, que é o espetáculo Natal Luz, que encanta a todos os turistas com suas cores, só não tem o charme do inverno.

Outras atrações são bastante agradáveis em Gramado, como o passeio de pedalinho no Lago Negro ou uma caminhada ao redor dele, no parque existente por lá. O Mini-mundo reúne cidades em miniatura numa perfeição nunca vista antes encantando adultos e crianças que passam por lá. Desde 2009, existe um museu de cera, o Cera Dreamland que reproduz um pouco alguns famosos pelo mundo. Para os aficcionados por carros e motos, Corvetes e Halley Davidson não faltam no museu Hollywood Dream Cars. Ao longo da via principal de Gramado, encontra-se diversos restaurantes, com destaque para a Cantina Pastaciutta (http://www.pastasciutta.com.br/), com massas caseiras maravilhosas e combinação de molhos que o cliente escolhe. Para quem  não consegue viver sem uma festa, o Bill Bar (http://www.billbar.com.br/) é uma mistura de balada com boliche, uma proposta diferente e bastante interessante para quem conhece.

Finalizando o passeio pela Serra Gaúcha, Canela fica a 15 minutos de Gramado, pelo caminho da Avenida das Hortênsias. Na entrada da cidade, encontramos uma de suas atrações principais, que é o Mundo a Vapor (http://www.mundoavapor.com.br/), que chama atenção na entrada com uma Maria Fumaça caída de um prédio e no meio da rua, com o vapor saindo da sua chaminé. Uma foto clássica que todo turista tira. Outra atração é a catedral Nossa Senhora de Lourdes, que fica no centro da cidade e encanta por toda sua arquitetura e beleza. Apesar disto, o maior atrativo de Canela é o Parque do Caracol, com uma belíssima cascata com cerca de 120 metros de queda que pode ser observado no mirante, pelo elevador panorâmico ou aos que tiverem fôlego de descer e subir os mais de 900 degraus que levam até a base da cachoeira. Além disto, diversas trilhas a mata nativa e passeio de trenzinho é oferecido no parque, sem dúvida nenhuma um passeio emocionante.

Todos esses passeios podem ser feitos em qualquer época do ano, mas sempre é mais interessante com todo o charme do inverno, para poder curtir um pouco da gastronomia e degustação de vinhos. Até nosso próximo destino.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

"Porto Alegre é demais"


Pegue um “quero-quero” de preferência da Varig (hoje marca controlada pela Gol), e escolha como destino final Porto Alegre, a capital mais meridional e uma das mais arborizadas e alfabetizadas do Brasil. Num breve passeio na capital riograndense, fica fácil constatar o porquê dela ter sido eleita como a metrópole nº.1 em qualidade de vida do Brasil por três vezes, pela ONU e num estudo realizado pela multinacional Price Waterhouse Coopers, ser apontada como uma das 100 (cem) cidades mais ricas do mundo.

Para os que chegam em um dos diversos vôos diários que pousam no aeroporto Salgado Filho, não se preocupem. O táxi de porto-alegre é um dos mais baratos e tranqüilos do Brasil, e as distâncias não são muito grandes. O tempo do terminal de passageiros para a rodoviária, por exemplo, pode ser pouco mais do que 10 minutos, para os que desejam seguir viagem para serra gaúcha ou outras localidades. Um dos bairros mais arborizados e tradicionais da capital gaúcha, o Moinhos de Vento, também fica não muito longe do aeroporto.

Começando o passeio em Porto Alegre, a sugestão aos marinheiros de primeira viagem é algo que eu nunca fiz, mas sei que existe. Trata-se de num incentivo ao turismo pela prefeitura local, que consiste num ônibus aberto (similar aos que existem no exterior), chamado Linha Turismo que passa pelos principais pontos turísticos da cidade, tendo o cliente a opção de duas linhas: centro histórico e zona sul. Particularmente, acredito que seja mais interessante bater pernas pela ciade, conhecendo bem cada lugar. Estes ônibus são interessantes para quem está com pressa e quer gastar pouco para conhecer a cidade, apesar de muito superficial.

Nosso passeio começa pelo Parque Farroupilha (também conhecido como Parque da Redenção), e é um dos lugares mais visitados pelos porto-alegrenses nos momentos de descanso e para prática de esportes. Nele há um lago, aonde possuem diversas atividades como pedalinhos e inclusive bares, como o Café do Lago. Para sentir um pouco mais da cultura gaúcha, nada como provar um chimarrao, conhecido carinhosamente como "chimas", se "lagarteando" no sol, em dias gelados. Um dos cartões postais da cidade é o famoso espelho d’água que fica no meio do parque, formando um visual diferenciado. A Redenção sem dúvidas é uma visita obrigatória para quem vai para a capital gaúcha.

A exemplo de algumas cidades como São Paulo e Santiago (Chile), o mercado municipal de Porto Alegre é bastante interessante e vale a pena ser visitado. Lá, encontramos um prédio histórico, de 1869 que foi construído para abrigar um mercado central, ainda inexistente naquele tempo. Podemos encontrar diversos produtos, desde diversos tipos de carnes, peixes, especiarias, até uma grande variedade de erva-mate, para preparar o chimarrão, muito legal. No deck superior, há algumas manifestações culturais, bares e lanchonetes. Na entrada do mercado, defronte a praça Farroupilha, encontra-se um clima europeu/ argentino com mesinhas na rua, ideal para experimentar a cerveja local mais famosa: a Polar. Ainda nas redondezas, podemos encontrar outro prédio histórico e tombado pelo patrimônio histórico, o da prefeitura de Porto Alegre.

Alguns quilômetros dali e sendo possível realizar o trajeto a pé, está a tão famosa Usina do Gasômetro. A caminhada acaba sendo por uma região de prédios históricos, quando se sai do Mercado Público de Porto Alegre. Localizado nas margens do Rio Guaíba, o Gasômetro era no passado uma usina brasileira geradora de energia. Hoje há diversas exposições e campanhas em seu principal prédio. Um momento inesquecível é o pôr do sol nas margens do Guaíba. É um dos mais lindos do Brasil. A dica é se programar para conseguir chegar no final da tarde por lá, visitando a Usina e acompanhar o belíssimo espetáculo da natureza ao entardecer.

De volta ao agradável bairro Moinhos de Vento, não se pode deixar de lado um dos locais mais importantes de Porto Alegre: o Parque Moinhos de Vento, popularmente chamado de “Parcão”. Trata-se de grande área verde, que conta com playgrounds e outras estruturas, que tem sua sede administrativa na réplica de um moinho de vento. Aproveite para ver o palco de muitas comemorações dos gaúchos, que é a ponte que fica por cima da Avenida Goethe. Na mesma região, mas preferencialmente a noite, vale a pena conhecer a “Calçada da Fama”. O complexo de bares, resturantes e pubs, acaba sendo mais uma atração noturna. Particularmente, gosto de dois desses barezinhos/ pubs, que é o Mulligan’s aonde há uma variedade de mais de 100 (cem) cerevejas mundiais, e a Dublin Irish Pub, que se pode curtir bandas tocando pop/rock, e para os fãs da sinuca, uma mesa no andar superior. O preço? É bem em conta, não se preocupem.

Para os fanáticos por futebol, se tiverem a oportunidade não percam de ir num Grenal, clássico do futebol gaúcho entre Grêmio e Internacional, dois patrimônios do Rio Grande do Sul. E o curioso é que o jogo entre as duas equipe é considerado cultura gaudéria. E claro, alguns lugares que devem ser visitados pelo turista: o Palácio Piratini, sede do Governo rio-grandense, Catedral Metropolitana de Porto Alegre e o Theatro São Pedro, palco de grandes shows em Porto Alegre. Abaixo, um desses meus diários de viagens, para vocês curtirem, quando estive na capital gaúcha.

Para quem quiser mais informações ou "passear" comigo, está no youtube um vídeo mostrando melhor Porto Alegre, confiram:



quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Fortaleza, a cidade do sol.


Sempre gostei de viajar. Inclusive sempre levo comigo uma frase: “as pessoas deveriam viajar e tomar mais vinhos.” O motivo é simples, pois quando saímos da nossa origem, acabamos por descobrir novas culturas, pessoas e histórias, gerando uma melhor visão de mundo para nós. O vinho nada mais é do que uma bebida feita pelos Deuses, uma arte para ser apreciada e degustada com calma. Desta forma, volto a escrever neste meu blog sobre algumas viagens, experiências e dicas que tive em alguns lugares. Nosso primeiro destino será Fortaleza, uma das megalópoles do Nordeste.


Avenida Beira Mar.
A capital cearense é o que podemos chamar de cidade do sol. Mesmo em Julho, mês de inverno e conhecido como muitas chuvas na região, não existe tempo ruim no Ceará. O sol é o seu grande imperador. Some-se a isto belas praias e dunas, fora a culinária local, com os melhores carangueijos do Brasil. Atrativos não faltam para os europeus que acabam aproveitando o fato de Fortaleza ser a capital brasileira mais próxima do velho continente (5.608km de Lisboa) para descobrirem este paraíso.

Na minha última passagem por esta megalópole nordestina, não foi fácil conseguir reservas em qualquer hotel na beira mar. O turismo realmente anda aquecido por lá, portanto é importante marcar uma viagem bem programada para poder conseguir se acomodar num belo local na orla, que tem uma vista fantástica. Apesar de ter ficado algumas quadras da orla, o visual era lindo da mesma forma.

Carangueijo da Praia do Futuro.
Na Praia do Futuro, que apesar de aparentemente longe, ainda é dentro da cidade, diversos jovens confraternizam em suas diversas barracas” muito bem estruturadas, inclusive com piscinas e serviço de babá. Muitas praias nordestinas deveriam se espelhar neste exemplo cearense. Nas quintas-feiras, há um evento cultural que é a famosa “carangueijada”, aonde todos acabam se reunindo cedo para comer os melhores carangueijos do Brasil. A dica é chegar cedo para não ficar com as sobras. Entre as barracas mais badaladas está a Crocobeach e aVira-Verão.

A orla desta capital é fantástica. Sempre uma festa, com muito movimento, turistas e restaurantes. Um dos melhores que ficam por lá, é o antigo “Camarões”, agora conhecido como “Coco Bambu”. Atenção, pois existem três restaurantes com este nome. O que estou indicando é o da Avenida Beira Mar. Para quem gosta de frutos do mar, com certeza vai se deliciar. Depois disto, nada melhor do que curtir a noite com música ao vivo e curtindo um choppinho, no Boteco Praia, que fica localizando na praia de Meireles, outro lugar bastante badalado e concorrido na capital cearense.

Cerca de 31km de Fortaleza, vamos em direção a praia de Porto das Dunas, aonde fica localizado o maior parque aquático da América Latina: o Beach Park. Para os que não tenham tempo ou desejem curtir os seus grandes toboáguas, a sua praia não fica pra trás. O visual é fantástico, nos remetendo as mais belas praias do Caribe. A diferença é que é no Brasil e pertinho de nós, adicionando-se sua conhecida culinária de frutos do mar, cerveja gelada e música ao vivo. Um cenário digno de ser chamado de “paraíso”. Não deixem de pedir o “caldinho”, mas não se espantem com o tamanho (parece uma sopa).

A vida noturna não pára. A capital do Ceará é conhecida como uma cidade que tem badalação de segunda a segunda. Opções realmente não faltam, desde os barezinhos, restaurantes ou as suas casas noturnas. Entre as boates mais conhecidas e agitadas está o Órbita, que fever nas quintas-feiras e a Mucuripe, que é um grande espaço com três boates internas e o espaço para grandes shows, como o que pude acompanhar do César Menotti & Fabiano.

Motivos não faltam para se conhecer Fortaleza, a cidade tem diversos atrativos, além de ter uma atmosfera fantástica. Há vôos diários e diretos de grandes cidades do Brasil, como Recife, Salvador, Brasília, São Paulo e o Rio de Janeiro. Quando estiverem em dúvida, não pensem se vai ser bom, com certeza Fortaleza vai ser uma viagem para ficar na memória. Até o próximo destino.

sábado, 9 de abril de 2011

Um dia inesquecível, com o U2.

Muito boa tarde, pessoal! Em tempos do show do U2 na América Latina, nada melhor do que relembrar a experiência que tive na Quarta-Feira, dia 30/03/2011 na cidade argentina de La Plata. 

Após ter que despertar muito cedo para chegar a tempo de pegar o transfer de Buenos Aires para o local do show, em La Plata, cheguei ao moderníssimo Estádio Único de La Plata por volta das 10 (dez) horas da manhã! Considerando que o show era apenas a noite, posso afirmar que passei cerca de doze horas ou mais em pé, entre filas e espetáculo do U2.

Chegar cedo ao show do U2 tem suas recompensas: por ficar lá, parado e inclusive pegando um bronze do forte sol argentino, consegui ser numerado entre os primeiros 3.000 (três mil) a chegarem ao local do show, razão pela qual me fez assistir ao U2 bem de pertinho, num lugar melhor que a "Hot Zone", que tem o ingresso mais caro. Posso afirmar que fiquei a cerca de no MÁXIMO dez metros da banda e em alguns momentos tenho certeza que menos ainda. Foi um momento maravilhoso na minha vida e que certamente ficará na memória.

Aos amantes da banda irlandesa, registrei alguns momentos (não todos que desejava, pois a bateria da máquina acabou perto do final do show) do qu esenti no show da quarta-feira. Saí literalmente um "caco", com muitas dores na coluna, pé, calcanhar e inclusive meu joelho que tem um ligamento a menos. Posso ser sincero? Quando é o próximo show? Certamente eu faria tudo de novo, afinal não é todo dia que se vê a maior banda de todos os tempos muito perto de ti.

Curtam um pouco deste show fantástico, nos registros que fiz e está no youtube:




sexta-feira, 2 de outubro de 2009

1997. QUANTO TEMPO DURA UMA ESPERA?

Quanto tempo dura uma espera? Hoje vou fazer um flashback até o ano de 1997 quando a caminho de Nova York, uma dessas longas conexões, passei o dia todo na “cidade maravilhosa”.


A cidade respirava a empolgação por sua primeira candidatura aos jogos olímpicos e claro havia vários bonés e camisetas de incentivo a esta empreitada fluminense para sede das Olimpíadas do ano 2004. Eu, um adolescente magrelo, empolgado com tudo, após almoçar no restaurante Porcão, resolvi comprar um boné e uma camiseta dessas. Inclusive, embarquei no vôo 860 da Varig, para Nova York com essa propaganda do Rio.

O tempo passou, eu fui e voltei dos Estados Unidos, encantado e fiquei com aquela emoção de poder não tão distante daquele ano de 1997, uma Olimpíada ainda jovem, curtindo assim toda a festa e alegria do povo. Mas, não deu! Atenas foi a cidade escolhida.

Anos depois, em meados de 1999, em mais uma dessas idas até Buenos Aires, criei uma admiração não só pela cultura argentina, mas pelo time do Boca Júniors. Comprei bermuda, camisa de jogo e treino, tudo que se pode imaginar! E fiquei imaginando como seria ver meu time do coração, o Sport Club do Recife, jogar contra o Boca na Bombonera, fosse na Libertadores da América ou qualquer outra competição sul-americana... era outro sonho de jovem!

O tempo passou, fui ficando mais velho, vendo mais Olimpíadas: Sidney, na Austrália (2000), Atenas (2004), Pequim (2008) e agora teremos Londres (2012). Quatro jogos olímpicos, somando um total de 16 anos até a espera para a cidade do Rio de Janeiro ser sede, e mais 11 anos para ser escolhida como sede. 16 anos! Era a idade que eu tinha naquele ano 2000, cheio de empolgação pela possibilidade de ver aqui no meu país tamanha celebração esportiva.

Noutra senda, o meu Sport conseguiu voltar à uma competição sul-americana, depois de muito tempo em sua história e depois de uma espera pessoal de 10 anos. Mas, foi maravilhosa a participação, até pro Chile fui acompanhar o glorioso! Apesar de não ter enfrentado o Boca Júniors e o gostinho de quero mais, fica a certeza que dias melhores virão.
Então volto a questionar: quanto tempo dura uma espera?

Um ano? Dois anos? Que tal dez anos? Acho que talvez não seja importante mesmo, uma vez que as coisas acontecem quando devem acontecer. Apesar de ser chato o aguardo por algo que queremos muito, fica a certeza que um dia vai acontecer e quando isso acontecer, pode ser emocionante, como foram esses dois momentos meus e talvez mais prazeroso do que quando queríamos inicialmente.

Parabéns Rio de Janeiro, parabéns Brasil. Fica aqui a esperança de que com Olimpíadas e Copa do Mundo, o nosso país se desenvolva como será inevitável e se modernize como as grandes potências mundiais.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

"FÁCIL"

Bom, eu prometi que ia voltar a escrever... Mas, enquanto a inspiração não chega, e diante de um belo texto do Carlos Drummond de Andrade, resolvi movimentar esse blog! Mas, em breve novas crônicas, prometo.

"Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo,
mas com tamanha intensidade, que se petrifica,
e nenhuma força jamais o resgata!

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência.
Acenando o tempo todo,
mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é segui-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas,
ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber..
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta.
Ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma.
Sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém.
Saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou “como vai”?
Difícil é dizer "adeus".
Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver,
sem ter medo do depois.
Amar e se entregar.
E aprender a dar valor somente a quem te ama.

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer,
o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá...

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros,
ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.
Ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece,
te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais."

(Carlos Drummond de Andrade)