terça-feira, 26 de agosto de 2014

Panamá, a "Dubai das Américas".


Por volta de agosto de 1519, os navegadores espanhóis chegaram a uma terra que tinha de um lado o Oceano Pacífico e do outro o Oceano Atlântico, fundando assim a Cidade do Panamá. O nome dado significa “lugar com abundância de peixes e borboletas”. Alguns anos depois, o pirata Henry Morgan invadiu a cidade em busca de ouro, além de assaltar e destruir grande parte dela, aonde fica hoje sítio Arqueológico do Panamá Viejo. Com o tempo a cidade se reergueu e foi reconstruída no atual centro histórico. No início do século XX, a região do Panamá e Colômbia, era uma região única e com sua separação por volta de 1903, os americanos construíram o famoso Canal do Panamá, que movimenta a economia do País até hoje.

Aguardando no Aeroporto Tocúmen.
Em geral, as pessoas chegam ao Panamá, por via aérea no seu aeroporto internacional Tocúmen, nos diversos voos da empresa Copa Airlines (www.copaair.com). A primeira preocupação ao desembarcar é fazer o câmbio, o que é desnecessário se você está de posse de alguns dólares. A moeda oficial é a norte-americana, portanto previna-se. A saída do terminal para a cidade pode ser feita por carros alugados e reservados previamente (para garantir uma tarifa interessante), por táxis, que custa cerca de US$ 30,00 a US$ 35,00 até a região dos hotéis ou de ônibus, que é uma viagem de cerca de 30 a 40 minutos, ao preço de US$ 0,25. Também existem os serviços de vans, que pode ser uma opção interessante, quando se está num grupo maior.

Para os que gostam de conforto, a Cidade do Panamá tem uma ampla rede hoteleira e com tarifas espetaculares, inclusive hotéis de 05 (cinco) estrelas. Um grande exemplo e também dica, é o Hard Rock Café Megapolis (http://www.hrhpanamamegapolis.com/), que possui quartos amplos e bastante confortáveis, além de um café da manhã muito bom. A cortesia no atendimento é percebida no check-in, no qual os funcionários do hotel dão boas vindas, oferecendo ao hóspede um crédito de US$ 20,00 por quarto para ser consumido a cada noite de estadia em qualquer um dos bares/ lounges do hotel, com exceção das boates. Aliás, o Hard Rock possui uma variedade de restaurantes, pubs e baladas noturnas (inclusive as melhores do Panamá).

Ruínas do Panamá Viejo
Começando o passeio, a primeira parada é o Panamá Viejo, local da fundação da cidade por volta de 1520. Em meados de 2003, a UNESCO declarou esta região da cidade, como Patrimônio da Humanidade. Sem dúvidas é uma parada essencial para se conhecer um pouco mais das origens da Cidade do Panamá. As entradas custam cerca de US$ 3,00.
Uma infeliz sequencia de ameaças piratas e indígenas, além de terremotos e incêndios, reduziram a região a algumas ruínas. Para completar, o pirata Morgan destruiu o que restou, obrigando a cidade a ser reconstruída em outro local. O primeiro fato catastrófico foi o terremoto, que vitimou várias pessoas, além de ter causado diversos danos estruturais. Após isso, a cidade vinha crescendo e antes do grande incêndio, já possuía mais que 5 mil (cinco mil) habitantes, que testemunharam a cidade arder em chamas e destruir diversas casas e edifícios religiosos, inclusive a Catedral de Nuestra Señora de la Asunción, que faz parte das ruínas deste sítio arqueológico

Eclusa de Miraflores.
A maior atração turística e econômica do País é sem dúvidas o Canal do Panamá, além de ser uma obra bastante importante para engenharia contemporânea. Na eclusa de Miraflores, é possível conhecer um pouco mais da história da construção das diversas eclusas, bem como todo o funcionamento do canal, em um filme que é em inglês ou espanhol. No vídeo, é mostrada inclusive a tentativa frustrada dos franceses na construção deste empreendimento, até o sucesso quando os americanos assumiram a obra. Acompanhar a passagem de uma embarcação e ver o funcionamento do canal é o que todos desejam para isto é importante se informar no hotel sobre a passagem desses navios, que se dá nos começos da manhã ou tarde. Caso não queira perguntar, é possível acompanhar em tempo real a passagem dos navios pelo site: http://seacruisechat.com/.  Lembrando que nunca é garantida a passagem desses navios naquele horário de visita, sendo também necessário um pouco de sorte para acompanhar isto acontecer. Infelizmente, é quase impossível achar um local confortável para acompanhar a travessia dos barcos, pois há uma grande concentração de curiosos e admiradores, que atrapalha um pouco. Para os que gostam de se programar e fazer as contas, o preço desse tour, incluindo filme, deck de observação e museu, custa US$ 15,00 (quinze dólares), mas pode ser um valor mais elevado, no caso de se reservar um transfer in/ out direto do hotel.

Arquitetura do Casco Antiguo.
Não muito longe dali, todos os caminhos levam ao Casco Antiguo. Além de ser um dos lugares mais tradicionais da Cidade do Panamá, é local da segunda fundação da cidade após a destruição total em 1671, do Panamá Viejo. Já na Avenida Central, em suas ruas de pedra, encontramos um restaurante de comidas e danças típicas panamenhas, que é o Diablicos (http://panamadiablicos.com/). A sugestão é pedir um prato bastante saboroso e popular, que é a Corvina al ajillo (peixe local com alho). Para os que esperam um ambiente bastante típico, com espetáculos folclóricos ao vivo, este é o lugar ideal. Há também outras opções de restaurantes, como o Casablanca (http://www.restaurantecasablancapanama.com/), localizado na Plaza Bolívar e que tem acomodações tanto no prédio histórico, como na rua. O melhor é sentir um pouco da atmosfera do lugar e o ir e vir das pessoas, que por ali se encantam com as belezas desse bairro histórico. Além disto, existem diversas lojas de artesanatos, aonde é possível escolher entre os vários modelos do famoso chapéu Panamá, que na verdade é feito no Equador e tem esse nome porque o presidente americano Theodore Roosevelt usou em uma das visitas ao canal do Panamá, devido ao forte calor da região.

Ainda no Casco Antiguo, encontramos as Bóvedas da Plaza Francia. Conta a história que durante o século XVIII, as muralhas que ali existem, formando quase uma fortaleza, eram parte de um sistema de defesa da cidade, além de funcionar uma prisão também. Entretanto, este local é rodeado de bares, restaurantes, exposições e feirinhas populares, aonde é possível adquirir alguns produtos locais, como artesanatos. Para quem gosta de curtir a viagem, a dica fica por escolher um dos bares, tomar uma cerveja Balboa (tipicamente panamenha) e descansar um pouco até o próximo passeio na Cidade do Panamá.

"Dubai das Américas".
Um dos lugares mais agradáveis é a Calzada Amador, que é uma via que passa por quatro ilhotas do lado do Oceano Pacífico, formando um pequeno arquipélago (ilhas de Naos, Perico, Culebra e Flamengo). No período da construção do Canal do Panamá, a região fazia parte do exército americano e era chamado de Forte Amador, para proteger a entrada no canal. O local é rodeado por alguns clubes, restaurantes, marinas (é possível ver diversos barcos, Jet-skis e lanchas), além de uma vista fantástica da Cidade do Panamá. Aliás, é com esta bela visão que é possível entender porque o a cidade é conhecida como a “Dubai das Américas”. O local também é ótimo para quem gosta de fazer exercícios físicos, como andar de bicicleta, corridas ou apenas fazer atividades ao ar livre.






Gostou das dicas? A Cidade do Panamá tem muito mais a oferecer, mas confira um pouco mais desta viagem no vídeo que eu produzi e está disponível em meu canal do YouTube (www.youtube.com/ticoso). Basta clicar no vídeo abaixo:



domingo, 5 de janeiro de 2014

Roma, a "cidade eterna".

Por volta do ano de 753 antes de Cristo, uma lenda conta que dois irmãos gêmeos foram abandonados e jogados numa cesta nas margens do Rio Tibre. Após vagarem pelas águas do rio, Rômulo e Remo foram salvos, criados e amamentados por uma loba. Essa é a principal lenda sobre a fundação da cidade de Roma. Ela conta que os dois foram os fundadores da cidade e que após uma árdua briga entre os dois irmãos, Rômulo acabou por assassinar seu irmão Remo, tornando-se o primeiro Rei de Roma. O tempo passou e a cidade viveu história, seja no magnífico Império Romano, com sua apogeu e queda, o incêndio da cidade, por Nero, a avanço da Igreja Católica. Esses são alguns dos fatores que fazem a cidade ser conhecida por “cidade eterna”, ante sua inesgotável história por todos os lados. Localizada  na região do Lázio, é um prato cheio para aos amantes da História, afinal, basta caminhar um pouco para se deparar com as ruínas de séculos de história. Como se não bastasse, o menor País do mundo em área e em habitanes, que é o Vaticano, esta "cravado" dentro da metrópole. Motivos não faltam para indicar Roma como um destino OBRIGATÓRIO na Europa.

Desembarque no Fiumicino.
A exemplo do que acontece em outras cidades europeias, a chegada em Roma pode ser por via terrestre, aérea ou naval. O  maior fluxo de turistas é sem dúvidas nos dois aeroportos: o maior que é o aeroporto Leonardo da Vinci/ Fiumicino e que fica mais afastado da cidade, ou o mais central e utilizado pelas empresas low coast como Easyjet, Ryanair, que é o Aeroporto Ciampino. No site do aeroporto (http://www.adr.it/web/aeroporti-di-roma-en-/pax-fco-taxi), é possível saber o preço da corrida, com destino ao hotel ou pousada. Os preços das corridas de táxi são pré-determinados/ tabelados e não é possível a negociação de valores. Para quem prefere outras opções mais em conta de translado, há trens expressos, regulares ou ônibus (que demoram mais que os trens). Uma dica não apenas para a viagem até Roma, mas qualquer outra parte do mundo é o uso do site World Taximeter (http://www.worldtaximeter.com/) para uma maior noção dos preços das tarifas de táxi de um ponto ao outro das cidades.

A primeira dica é o Roma Pass, que funciona de forma parecida ao New York Pass, que foi abordado nas dicas sobre Nova York (http://www.ticobrazileiro.blogspot.com.br/2013/03/i-want-to-be-part-of-it-new-york-new.html) neste blog. Este passe dá direito a entrada gratuita nas primeiras duas atrações, enquanto que nas demais dá um desconto de 50% (cinquenta por cento), portanto saiba escolher bem as duas primeiras. Outra vantagem é que a pessoa portadora do passe, não enfrenta as longas filas de compra em locais de maior fluxo de pessoas,c omo no Coliseu. O cartão também direito a gratuidade e de forma ilimitada a todos os transportes públicos, incluindo ônibus e metrô, durante a vigência do passe (que em geral é de três dias). Infelizmente só descobri esta possibilidade, após ter retornado da viagem, mas pude pesquisar que custa € 30,00 e está a venda nos postos de informações turísticas. Para quem quiser mais informações, basta acessar o link a seguir: http://www.romapass.it/p.aspx?l=en&tid=8.

As opções de hospedagem e estadia na cidade são variadas, mas uma ótima opção por ser um hotel quatro estrelas e que conta com ótimas tarifas e quartos modernos, é o Hotel Princess (http://www.hotelprincess.com/). Apesar de parecer um pouco afastado das principais atrações, ele fica cerca de três quilômetros da Praça de São Pedro, no Vaticano e a cinco quilômetros do Coliseu e Fórum Romano. Nas proximidades do hotel há uma estação de metrô, a Cornelia Line A, que  leva o turista para o centro da cidade e suas principais atrações.

Piazza di San Pietro
A primeira parada é na Piazza di San Pietro (Praça de São Pedro), que é parte do Estado do Vaticano e apresenta em sua entrada um obelisco do Antigo Egito (trazido pelo Império Romano), além da famosa Basílica de São Pedro. Para conseguir uma visitação completa do menor Estado do Mundo, é preciso contratar um dos guias licenciados do Vaticano para um passeio pelos Jardins do Vaticano. Em seu interior, é possível admirar diversas obras de arte e belezas do País sede da Igreja Apostólica Católica. Em geral, o passeio acaba na Cappella Sistina, que tem seu nome em homenagem ao Papa Sisto IV, que foi responsável pela restauração da Capela Magna durante seu papado. Hoje, o local é palco do conclave (eleição para escolha do novo Papa), além de ser aberto para visitação. Para os que gostam de guardar registros fotográficos, a Guarda Suíca fica de prontidão, não permitindo fotos ou flashes no local, inclusive expulsando os que insistentes. Vários artistas, historiadores e curiosos são atraídos para ver de perto uma das maiores obras de Michelangelo, que é A criação de Adão, também conhecido como "A criação do Mundo". Uma dúvida que todos tem é sobre a necessidade ou não de ingressos para conhecer o interior da Basílica de São Pedro, que não é cobrado. A entrada é gratuita e é possível conhecer o local aonde o Papa realiza missas como a de Natal e a Famosa obra Pietá (a original). Há uma tabela de preços e horários para os outros passeios guiados, que certamente são importantes e estão disponível no site: http://mv.vatican.va/2_IT/pages/z-Info/MV_Info_Servizi_Visite.html.

No começo da Via dei Fori Imperiali, encontramos a mais famosa por toda sua história e simbologia, Praça da cidade. Trata-se da Piazza Venezia, que conta com o monumento Vittoriano e chama atenção por seu tamanho com arquitetura exagerada em mármore branco. O local simboliza Vittorio Emanuele II, que é considerado o “pai da pátria” italiana e que promoveu a união do País. Se for bem observado, o local é conhecido por ser o “altar da pátria” e tem em seu interior o “fogo sagrado da pátria”. Isto fica na região do centro histórico da cidade e a melhor forma de conhecer é caminhando ou sentando em um dos vários bares, restaurantes ou cafés que ficam nos arredores. Para os que gostam das compras, basta seguir na Via del Corso e se deparar com várias lojas, inclusive de grifes famosas como Benetton, Armani, Calvin Klen e várias outras.

Coliseu, visto do Forum Romano.
Continuando o passeio pela Via dei Fori Imperiali, é possível avistar o cartão postal da cidade já na metade do caminho, além de ser o local mais procurado de Roma: o Anfiteatro Flaviano, ou simplesmente Coliseu, foi construído no primeiro século depois de Cristo e foi uma doação dos imperadores da família Flavia para os cidadãos de Roma. Ao contrário do que muitos pensam, não foram suas dimensões que fizeram o Coliseu levar este nome, mas suas colossais estátuas em ouro que existiam ali no passado ao redor do prédio. Suas ruínas com mais de 1900 anos de história, continuam sendo testemunhas dos acontecimentos que marcaram o Império Romano. O ingresso custa cerca de € 12,00 (doze Euros) e inclui a entrada para outra atração imperdível que é o Foro Romano. Situado numa praça de frente ao Coliseu, o local é rodeado de ruínas das mais diversas construções públicas e de importância cultural para os italanos. Alémd e ser o principal centro comercial da Roma Antiga, é o local aonde o cadáver de César foi enterrado numa plataforma de marfim. Mais informações sobre os horários para visitação ao Coliseu, Palatino e Foro Romano, basta acessar o site: http://www.the-colosseum.net/around/visit.htm.

Um dos lugares mais procurados e com maior concentração de pessoas, é a Fontana di Trevi, na qual sua história remonta a Roma Antiga. No passado, ela era uma simples fonte localizada em um cruzamento de três ruas, formando um trivium (trevo), o que explica o nome "Fontana di Trevi". Considerada a mais bela fonte do Mundo, ela é ponto de encontro de casais apaixonados ou simplesmente apaixonados pela cidade eterna. Uma lenda diz que todos que ali vão e admiram, devem jogar uma moeda na fonte para que possam retornar até a cidade. Um dos maiores problemas é a quantidade de indivúdos que se aglomeram por lá, dificultando desde registros de fotos, até mesmo a realização deste ritual de jogar a moeda, por ser um espaço bastante reduzido. Mesmo com essa dificuldade, nada impede as pessoas que passam por lá, de realizar seus pedidos, jogando diversas moedas na tentativa de garantir uma volta para a bela cidade de Roma. A fonte também é famosa por ser cenário de um videoclip do artista John Bon Jovi, na música Thank you for Loving me. Para muitos, o local é o ponto final da passagem pela cidade, para outros o começo de novas viagens e encantos pela capital da italiana.


Gostou das dicas? Roma tem muito mais a oferecer, mas confira um pouco mais desta viagem no vídeo que eu produzi e está disponível em meu canal do YouTube (www.youtube.com/ticoso). Basta clicar no vídeo abaixo: 




segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Veneza, a cidade das águas.

Entrada de Veneza.
Localizada no Nordeste da Itália e famosa por suas regatas, festivais de cinema, produção de vidros e o seu famoso Carnaval com máscaras, Veneza já foi uma das principais cidades da Europa e hoje ainda é um dos principais destinos do continente, atraindo turistas por vários motivos: desde o romantismo presente em toda a cidade ou pela sua riqueza cultural e histórica. A origem da cidade é um pouco confusa, mas se conta que refugiados de outras cidades romanas que sofriam invasões bárbaras e hunas, se estabeleceram no local, criando a cidade. Outra corrente defende que pescadores romanos já viviam na área e estes que fundaram Veneza. O que realmente importa é que a região já foi um importante polo comercial e que contava com a maior frota de barcos da Europa em meados do século X. Com a queda de Constantinopla e a descoberta dos caminhos marítimos para a Índia e América no período das grandes navegações, a cidade teve seu declinioSe declínio e perdeu a sua importância no cenário europeu.
  
A cidade conta com um aeroporto que fica cerca de doze quilômetros do seu centro, além de uma ampla malha ferroviária. Uma das opções interessantes é tomar um ferry boat (http://www.alilaguna.com/) que operam em horários pré-estabelecidos e rígidos e levam o turista diretamente para o centro da charmosa cidade italiana. Para os que gostam de se programar com calma e planejar melhor a viagem, é possível a compra do bilhete do barco antecipadamente, evitando filas e possíveis lotações na alta estação. O passeio pelos canais que dão acesso à Veneza, ainda que no inverno, é fantástico e com uma vista panorâmica de toda a cidade e seus arredores. Sem dúvidas vale a pena.

E é no centro da cidade, que se encontra o cartão postal da cidade e uma das praças mais interessantes do Mundo: a Piazza San Marco (Praça de São Marco), que é um local que tem a maior concentração de turistas e pombos. Além disto, um fato curioso é que não se escuta sons de veículos, pois é proibida a circulação deles na cidade. Nos arredores da praça, é possível encontrar diversos cafés e lanchonetes, além de outros monumentos importantes como a Torre Dell’Orologio (Torre do Relógio), o Campanário de São Marcos, as Procuradorias e a Ala Napoleónica. Um dos mais belos monumentos da cidade, que terminam a composição do cenário, é a Basilica Di San Marco (http://www.basilicasanmarco.it/eng/index.bsm), que é o maior exemplo da arquitetura bizantina e infelizmente afunda todo ano um pouco, o que se percebe ao caminhar internamente, com seu chão totalmente ondulado.

Embarque das gôndolas.
Não se limite a ficar na Praça de São Marcos, explore os becos de Veneza e conheça algumas das especialidades da cidade que é a produção vitrais. Entre eles, um dos lugares mais interessantes e que é possível acompanhar a produção desde o início é o Murano Vitrum (http://www.muranovitrum.com/), além de ser possível levar alguma obra de recordação para a sua casa. Por fim, uma viagem para a cidade sem um dos seus principais passeios nunca seria completa. Que tal passear pelos seus canais e diversas pontes, nas charmosas gôndolas presentes na cidade? O passeio varia de acordo com as atrações e o tempo de duração, e seus preços são entre 20 (vinte) e 40 (quarenta) euros. Lembrando que sempre é possível negociar esses preços.




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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Uma viagem para Genebra, Aosta, Assis e Ravenna.

Viajar sempre é fantástico e que tal conhecer vários Países, contemplando belas paisagens e momentos? Isso é possível na Europa, por conta da proximidade de uma nação com a outra. Passagens aéreas e de trens tem preços bastante atrativos e baratos, mas o legal é gastar um pouco mais de tempo, dispensando serviços como da Easyjet ou Ryanair e pegar a estrada. A rota de hoje esrá de Paris pra Ravenna, com paradas em Genebra (Suiça), Aosta e Assis (Itália).

Lac L'man em Genebra.
Algumas horas de estrada depois e logo após a fronteira, a segunda maior e mais populosa cidade da Suiça é encontrada. Localizada a oeste do País, Genebra foi classificada como a terceira cidade de maior qualidade de vida do mundo, além de ser a quinta mais cara do mundo para se viver. A cidade é palco de inúmeras organizações/ organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), devido à conhecida neutralidade suíça. Como não poderia deixar de ser numa cidade com um alto índice de qualidade de vida, seu transporte público é excepcional e não possuem cobradores e nem roletas para o acesso, mas máquinas em cada ponto para que seja paga a “viagem”. Num intervalo de 01 (uma) hora é possível pegar quantos ônibus a pessoa quiser.

A principal atração de Genebra é o seu Lac L’Man, também conhecido como Lac d’Geneve, que é um grande lago, de águas bastante limpas e cheio de patos e outras aves nadando e sobrevoando. Nele, é possível observar um grande jato d’água, o Jet D’Eau, que dá um pouco mais de vida ao cenário. A região é interessante para a prática de esportes ou apenas uma caminhada em sua volta, além de contar com um relógio de flores no Jardim Inglês, de frente para a antiga fábrica da Rolex. Para quem gosta de uma bela vista, a dica fica por atravessar a ponte Mont-Blanc, que conta com uma vista espetacular. Para quem gosta de conhecer um pouco mais da culinária local e em seus ambientes mais populares, com mercados públicos, o de Genebra fica próximo ao lago e é possível ir andando. O restaurante Bistrot du Boucher (http://bistrot-du-boucher.ch/) tem um dos melhores foundes de queijo já visto, que acompanhado de um vinho branco Coup de L'Etrier, fica fantástico.

Mont-Blac visto da estrada.
Genebra fica para trás e curiosamente há uma nova travessia de fronteira entre Países: agora o turista retorna ao território francês e todos os caminhos acabam indicando uma cidade bastante charmosa, cravada no meio dos Alpes franceses, que é Chamonix. Destino perfeito para casais apaixonados ou amantes do esqui, a cidade vive basicamente de tudo que o inverno pode oferecer e já foi palco dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1924. Hoje, um vilarejo com uma das mais modernas e importantes estações de esqui da Europa, a cidade atrai turistas de todo o Mundo, que buscam um pouco de descanso, em meio a um clima agradável para levar de recordação. Um passeio oferecido a partir da Chamonix e que atrai diversos turistas, é o de conhecer mais de perto uma das montanhas mais famosas do planeta, além de mais alta do continente Europeu, o Mont-Blanc.

Degustação de vinhos.
Continuando a viagem, o próximo destino é a agradável cidade de Aosta, que fica nos Alpes Italianos e tem no seu caminho uma obra incrível, que é o túnel do Mont-Blanc, que liga as cidades de Chamonix, ao Vale de Aosta, na Itália. Seus pouco mais de 11 (onze) quilômetros de extensão, encantam quem passa pela sua extensão e complexibilidade, além de passar justamente debaixo da Agulha do Sul (Aiguille du Midi). Após percorrer o túnel por completo, se chega em Aosta, que é uma pequena cidade que fica nos Alpes italianos e como tal, é outra estação de esqui, um pouco mais modesta. Curiosamente um dos idiomas oficiais da cidade é o francês, inclusive com algumas placas no caminho com o idioma do País vizinho. Uma dica de hospedagem é um hotel bastante confortável e com uma cozinha tipicamente italiana, que é o Hostellerie Du Cheval Blanc (http://www.chevalblanc.it/en/). Com tarifas bastantes atrativas, ainda é possível provar de um spaguetti tipicamente italiano, acompanhado de um dos melhores vinhos do mundo e claro, italianos: o Brunello de Montalcino. A localização deste hotel é bastante favorável, uma vez que fica próximo de uma área central da cidade e é possível caminhar e conhecer alguns monumentos, como pontes e um mini Arco do Triunfo, que se encontra por lá.

Cidade Medieval de Assis.
Seguindo o roteiro, o próximo destino natural seria a admirada cidade de Veneza, mas deixarei para uma postagem especial. Essa alteração de destino nos coloca na proa da região da Umbria, que fica no centro da Itália, e tem Assis como seu principal atrativo aos turistas comuns e católicos. A cidade bastante medieval em toda sua arquitetura e estrutura é bastante pequena e possibilita a caminhada nos seus arredores. A localidade é aonde se registrou o nascimento de um dos santos mais importantes da Igreja Católica: São Francisco de Assis. Este é o motivo principal que torna a cidade um dos destinos mais procurados para diversas procissões, romarias e religiosos de outras culturas, além de historiadores. O ponto mais alto da visita a Assis é ao chegar na Basilica di San Francesco (Basílica de São Francisco), que foi construída em homenagem ao santo católico e é considerada patrimônio histórico mundial. Uma ótima opção para se almoçar ou jantar é uma trattoria que conta com boas massas caseiras e bons vinhos para se degustar, é o Ristorante Bibiano (http://www.tripadvisor.com/Restaurant_Review-g187905-d2418813-Reviews-Trattoria_Bibiano-Assisi_Province_of_Perugia_Umbria.html).

Caminhando por Ravenna
Por fim, chegamos ao último destino, que é uma viagem no tempo com a terceira e última capital do Império Romano do Ocidente. Palco do seu declínio e sua consequente queda em meados do século V, Ravenna é mais conhecida pelos seus diversos mosaicos presentes em suas igrejas, culpa da influencia do seu passado Bizantino. Além disto, é lá que se encontra o túmulo com os restos mortais de um dos maiores escritores, poeta e político italiano: o Dante Alighieri. Para quem não lembra, ele foi o escritor do famoso e épico texto da Divina Comédia (La Divina Commedia), que mostrava como as pessoas entendiam o mundo durante a Idade Média. Para os amantes dos diversos tipos de mosaicos, a cidade é uma referência no continente Europeu por conta dos diversos mosaicos restaurados e outros sendo produzidos atualmente.

Para os que gostam dos vídeos, pela interatividade, não produzi desta viagem. Ficarei na dívida, mas convido-os para acessar o canal e assistir outros vídeos, que por enquanto estão apenas em português. Basta acessar: www.youtube.com/ticoso.

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Paris, a eterna "cidade luz".

Embarque para Paris.
Em meados do século X, um pequeno vilarejo situada numa espécie de cruzamento entre rios e estradas e no centro de uma região agrícola, tornou-se a mais importante cidade da França. Trata-se de de Paris, uma cidade referência em todo o planeta, que é cercada por inúmeros monumentos. Seja pelo seu papel político, econômico e social assumido ao longo dos anos, não há como negar que a cidade é um poço de história por todos os lados. Seja com a Tomada da Bastilha, que deu início à Revolução Francesa, dando origem aos ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, ou com Napoleão que tornou uma mera cidade medieval numa cidade moderna. Os dados não mentem: a capital francesa é o destino preferido dos turistas do mundo todo, atraindo cerca de 30.000.000 de pessoas por ano.

Considerando o fato da cidade ser a mais visitada do mundo, não é tarefa simples encontrar bons hotéis a preços mais baixos, além de disponibilidade. Uma opção bastante confortável e em conta, é um hotel da Rede Accor, o Novotel Paris Est (http://www.accorhotels.com/gb/hotel-0380-novotel-paris-est/index.shtml). Apesar de um pouco mais afastado, no bairro de Bagnolet, ele conta com café da manhã incluso, além de uma área cercada por mobilidade e ótimo transporte público, como ônibus e metrôs, que levam para as atrações no centro da cidade. A estação mais próxima é a Gallieni, da linha 3 e que fica por trás deste hotel. Uma vez utilizando a estação, a dica fica por descer algumas estações depois, na République, aonde é possível pegar conexões com as linhas 5, 8, 9 e 11 ou na estação Opéra, que faz parte da mesma linha 3, com origem na estação Gallieni. De toda forma, o metrô e suas linhas são bastante simples de se entender, não há como se perder.

Champs-Élysées e Arco do Triunfo.
Uma das maiores atrações da cidade é a "mais bela avenida do mundo" ou simplesmente La plus belle avenue du monde, como os franceses chamam a famosa Avenida des Champs-Élysées. Cercada por cinemas, cafés, restaurantes, lojas de grifes famosas, a avenida é detentora do metro quadrado mais caro do continente europeu. Uma curiosidade sobre a origem do nome, é uma referência ao Campo Elísios, da mitologia grega, que era o lugar dos mortos. Sem dúvidas o mais interessante é ter bastante tempo para poder andar pela avenida, de ponta a ponta. Em uma de suas extremidades, é possível admirar um dos cartões postais da cidade, que é o Arco do Triunfo. O monumento foi construído como uma forma de eternizar as glórias e conquistas do Primeiro Império Francês, liderado por Napoleão Bonaparte. Depois de uma longa caminhada, o ideal é escolher um dos vários restaurantes e degustar um pouco dos sabores da capital francesa. Uma boa opção é uma trattoria, a Brasserie Vesuvio que possui uma Bruschetta que considero pedido obrigatório. Quem quiser conferir na próxima passagem por Paris, basta ir no endereço: 144 AV. Des Champs-Elysées 75008.

Moulin Rouge.
A próxima parada é num dos melhores lugares de Paris: o bairro boêmio de Montmartre. A região é considerada ao mesmo tempo assustadora e charmosa, por conta de suas ruas arborizadas. Além do mais, é possível acompanhar trabalhos de pintores de rua, artistas e claro, os diversos cafés e cabarés, símbolo da rua. Uma das vistas mais impressionantes da cidade, fica no alto da colina, aonde está o famoso Sacré-Couer, que já foi palco de comandos militares (por ser um ponto estratégico). Alguns dos mais famosos artistas eram frequentadores assíduos do bairro, como Monet, Van Gogh e Ronoir, o que certamente ajudou a trazer seguidores e transformá-lo e algo mais descontraído. Com o tempo isto não mudou, ainda é possível perceber no ir e vir das pessoas vários artistas de rua, criando suas peças ou simplesmente tentando fazer caricaturas dos turistas. Antes de iniciar a subida da colina, é importante parar para conhecer o Moulin Rouge, mais antigo e famoso cabaret da cidade e símbolo da noite parisiense. Este é o momento para se informar sobre os seus diversos shows, que apesar de caros, valem a pena e ainda dá direito a uma garrafa de champanhe por pessoa na mesa.

Ainda no bairro mais boêmio de Paris, todas as atenções se voltam para o ponto mais alto da cidade, que é
Sacré-Couer no alto de Montmartre.
a colina da Basílica do Sacré-Coeur (Sagrado Coração). Um belo templo com tonalidade clara, é um dos lugares mais visitados em toda a França, segundos dados. Símbolo máximo do bairro, sofre influências da arquitetura romana e bizantina, além de ter um formato de uma cruz grega e formando quatro cúpulas. Aproveitando a visita a esta catedral, é imperdível uma volta na Place du Tertre, que é rodeada por restaurantes, cafés e bares, que são ideias para se sentar, degustando um belo vinho "nacional" (que tal um Châteauneuf-du-Pape? Ou um Côtes du Rhône? Já sei, prefere um Bordeaux Supérieur!) e observar artistas criando diversos quadros ou fazendo caricaturas dos turistas que por ali passam. O interessante é sem dúvidas curtir o lugar e tentar sair um pouco do circuito turístico óbvio, andando pelas escadarias e ruelas do bairro e entender um pouco mais do charme de 
Montmartre.

Galerias do Museu do Louvre.
Uma atração imperdível e que é impossível de se conhecer em apenas um dia é o Museu do Louvre (Musée du Louvre), que está no Palácio do Louvre e é um dos maiores e talvez mais famoso museu do planeta. Se bem observado, o seu pátio central, aonde há uma pirâmide de vidro está alinhado com o centro da Avenida Champs-Élysées. Um espetáculo, que conta com as mais famosas obras do Mundo como a Monalisa, Vênus de Milo, Rembrandt, Michelangelo, entre outros. Para os que não gostam de obras de arte, mas preferem um pouco de história, é possível apreciar cerca de oito m Il anos da cultura de toda a civilização oriental e ocidental, como por exemplo, o famoso Código de Hamurabi, artefatos dos egípcios, gregos, romanos, entre inúmeras outras peças da Europa Medieval, Renascentista e contemporaneidade. Para se ter uma noção, o Louvre é o museu mais visitado do mundo e é preciso ter um bom condicionamento físico. Ao final do passeio, certamente os pés estarão doendo de tanto andar de galeria em galeria.

A exemplo do que acontece em Nova York, com a Macy’s, Paris tem a sua maior loja de departamentos e que não fica por baixo: a Galeria Lafayette (http://www.galerieslafayette.com/), que conta com cerca de 10 andares do mais alto padrão do consumismo mundial, repleto de lojas de grifes internacionais. Próximo dali, encontra-se uma filial do Hard Rock Café, que fica mais precisamente na 14 Boulevard Montmartre e segue o padrão de toda rede de lojas do mundo inteiro.

No centro de Paris, encontramos seu “edifício” mais alto e visitado da cidade. Trata-se da famosa Torre
Torre Eiffel a noite.
Eiffel
, construída no Campo de Marte, que fica na região central da cidade durante uma exposição mundial que ocorreu no local. Construída para honrar o centenário da Revolução Francesa, a torre foi construída para ser uma estrutura temporária e após a amostra ser desmontada. Conta a história, que prestes a ser demolida no início dos anos 1900, ela se salvou por ter seu grande valor como antena de transmissão, por incrível que pareça. Durante cerca e 40 (quarenta) anos o monumento ostentava o título de mais alto do mundo (com seus 324 metros), mas acabou perdendo o trono para o prédio da Chrysler, em Nova York. O fato é que a Torre Eiffel é o cartão postal da cidade e já recebeu mais que 244.000.000 de visitantes, desde sua inauguração. A dica fica em chegar no final da tarde, para curtir um bonito pôr do sol, além de acompanhar as luzes da cidade acedendo.

Por fim, vale a pena visitar a Catedral de Notre Dame, situado na Praça Parvis e rodeado pelas águas do Rio Sena. Essa catedral é uma das mais antigas da França e tem seu estilo gótico, característico da Europa. Um passeio muito interessante é nos barcos do Bateux-Mouchés, que são embarcações voltadas para o turista, para conhecer um pouco mais da história das pontes e da própria cidade, sob a perspectiva do Rio Sena.

Se você gostou dessas dicas, assistam o vídeo que fiz e está disponível no meu canal do youtube (www.youtube.com/ticoso). Basta clicar abaixo:



sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Rosário, a "Chicago" da Argentina.


Cerca de 300km separam a capital da Argentina e destino de milhares de turistas brasileiros, de Rosário. A cidade ostenta alguns títulos curiosos, como o da “Chicago da Argentina”, segunda maior cidade do País e berço da bandeira, por ter sido o primeiro local em solo argentino aonde a sua bandeira foi içada, em fevereiro de 1812. No passado, a cidade tinha outro nome, o de Pago de Lós Arroyos e ficava ao sul do Rio Caracarña. Apesar de simples, Rosário tem diversas atrações culturais, noturnas e gastronômicas.


Desembarque em Rosário.
Por ser uma cidade universitária e pouco procurada pelos turistas, pouco se sabe da chegada, que pode ser por via aérea ou terrestre. A dica fica aos que estiverem em Buenos Aires e tiverem um pouco mais de tempo, para “esticarem” até Rosário. É possível alugando um carro ou optando pelos trens ou ônibus que saem da capital porteña com destino a Rosário. A partir do Brasil, a Gol Linhas Aéreas opera voos diários a partir de Porto Alegre e com duração de uma hora e vinte. O desembarque no aeroporto internacional “Islas Malvinas” assusta um pouco pela simplicidade. Nada de fingers, grandes freeshops ou variedade de lojas. É algo semelhante ao aeroporto de Fernando de Noronha.



Essa importante cidade argentina é bastante charmosa e acolhedora, além de ser possível conhecê-la da melhor forma: caminhando. O passeio começa na Plaza 25 de mayo, que além de ter sido o ponto de partida da construção da cidade, leva este nome em alusão à Revolução de 25 de Maio de 1810, aonde a Argentina declarou a sua independência, deixando assim de ser uma simples colônia espanhola. No centro da praça, há um bonito monumento que homenageia a liberdade da nação, chamado de Columna a La Liberdad. Localizada no Centro Cívico da cidade, a praça é cercada por importantes prédios como o Palacio de Los Leones, que é a sede da prefeitura local, além da Basílica Catedral Nuestra Señora del Rosario.

Vista panorâmica
Parque Nacional.
Não muito longe, é possível ainda seguir conhecendo um pouco mais da história argentina. Alguns metros da Plaza 25 de Mayo, encontramos o Parque Nacional da Bandeira, que é o lugar aonde Manuel Belgrano levantou pela primeira vez a bandeira da Argentina. Lá que se encontra o cartão postal da cidade e desenho da cédula de 10 (dez) pesos: o famoso Monumento à Bandeira. Sua arquitetura, com algumas influências europeias encanta com suas escadarias, colunas e uma torre principal. Entre suas colunas, há um fogo eterno e na sua torre principal, é possível subir para ter uma vista panorâmica de 360º de toda a cidade. A área do parque nacional é muito grande e acaba nas margens do Rio Paraná, aonde há várias atividades culturais e esportivas para crianças e adultos, além de um monumento que faz alusão as Ilhas Malvinas serem sempre da Argentina. Para quem gosta de curtir um pouco da gastronomia local, a dica fica por degustar os sabores que o restaurante VIP Rosário pode oferecer (https://foursquare.com/v/vip-rosario/4be33982d27a20a18794915b).

Desde mais novo, sempre fui para Buenos Aires, o que me permite fazer um comparativo: Rosário é uma espécie de mini Buenos Aires, por lembrar demais a capital argentina. Para os que acham a calle Florida dos porteños uma maravilha, precisam conhecer a calle Cordoba de Rosário. Além de ter uma estrutura similar, com várias lojas de grife, departamentos, livrarias, bancos e até cinemas, ela é mais organizada, limpa e movimentada, por incrível que pareça. A cidade é cheia de vida. Para os amantes de manifestações culturais como shows e música, é o local indicado. Não é difícil acompanhar vários dançarinos demonstrando seus passos de tango e encantando a todos quando passam, além de ser possível conhecer um pouco da música popular argentina. Sem dúvidas um espetáculo. Entretanto o melhor é poder ter tempo para sentar-se num café e passar um tempo observando o vai e vem das pessoas e dessas manifestações culturais, com tempo e calma.

Bar & Restaurante Flora.
Seguindo às margens do Rio Paraná, numa área de antiga estação ferroviária, encontra-se o lugar mais incrível da cidade: Puerto España. No passado, a área estava completamente abandonada e destruída e hoje é um complexo de restaurantes, academias de ginástica e casas de eventos para formaturas, casamentos e outros, totalmente reformado/ revitalizado. Não é a toa que a frequência é sempre muito boa nesta área, com público de todas as idades. Para os que gostam de manter a forma enquanto viajam, é possível fazer caminhadas na pista de cooper desenhada nas calçadas. Um restaurante bastante interessante, apesar de ter um preço um pouco mais elevado e um atendimento não muito bom, é o Flora. Ele fica na beira do Rio Paraná e possui mesas externas e internas. Outro restaurante que é interessante por permitir que você possa pescar seu peixe, tratar e comer na hora e fresquinho é o PK2 del Rio (http://www.costarosario.com.ar/PK2-de-rio.html).

Clima agradável do restaurante Capri
Já que o assunto é gastronomia, não poderia deixar de citar um dos melhores restaurantes da cidade que é o Capri (https://foursquare.com/v/capri/4c76984e66be6dcb008fc30f). Para os amantes de um prato bem feito e servido, este é o local ideal. Especializado em massas, ainda há um ótimo chamativo em especial para os brasileiros: o câmbio atual favorece demais. Apenas para ilustração, um jantar com calma, que teve duas entradas fantásticas, inclusive com caviar, além de cinco pratos principais e duas garrafas de vinho Trumpeter (cepa Malbec, claro!) custou cerca 920 pesos argentinos, que convertendo para o Real seria o equivalente a R$ 349,91 (trezentos e quarenta e nove reais e noventa e um centavos) a conta TOTAL. Lembrando que o local é fantástico e funciona com reservas. Ainda há pessoas que insistem em afirmar que é caro viajar para Argentina. Será? Em um dos melhores restaurantes da cidade, a conta total não chegou na metade de um similar em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.

Bar Beattles Memo
Para quem gosta de curtir uma noite, Rosário oferece isto em grande estilo. Possivelmente muito melhor do que os bairros de Palermo, Palermo Hollywood e Las Cañitas de Buenos Aires. Isso acontece primeiramente nos arredores da Rua Jujuy com uma cópia fiel dos famosos Hard Rock’s Café mundo afora: O Rock & Feller’s (http://www.rockandfellers.com.ar/). Para os amantes de ouvir astros do Rock, acompanhados de belos pratos e chopes, o lugar é este. O problema é conseguir achar lugar para se acomodar, uma vez que é um bar bastante procurado, mas há o pub, que é possível sentar-se no balcão e experimentar uma jarra de chope Qulimes e amendoins que são oferecidos como cortesia. Caso queira fazer um tour pelas casas noturnas, é possível. Duas quadras dali está outro bar temático e no mesmo estilo, que é o Johnny B. Good (http://www.jbgood.com/). A proposta é a mesma: reunir os amigos com música de qualidade com bebidas e comidas. Por fim, os amantes da banda inglesa The Beattles vão delirar com um bar temático exclusivo para eles. Além de você poder paquerar, beber e comer bem, passará a noite toda ouvindo hits da banda mais famosa do mundo e ainda contemplar prêmios, fotos e até um Yellow Submarine como decoração no teto.

Mais uma vez, já está disponível no meu canal do youtube (www.youtube.com/ticoso) o vídeo que eu fiz e mostro a cidade de Rosário. Para poder assistir, basta clicar em "play" no quadro abaixo. Espero que gostem. Curtam um pouco mais desta viagem, de uma forma mais interativa.

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E se o que você procura são dicas de Buenos Aires, que tal um pouco da capital da Argentina? Cliquem e curtam o vídeo abaixo:

terça-feira, 16 de abril de 2013

"Petrolina, Juazeiro... Juazeiro, Petrolina... todas duas eu acho uma coisa linda..."


Desembarque em Petrolina
Pernambuco é um dos estados brasileiros marcados pela diversidade cultural, seja na praia, no campo ou no semi-árido. Depois de conhecermos a o fantástico arquipélago de Fernando de Noronha, que tal ir rumo ao interior, para Petrolina? Junto com a cidade de Juazeiro, na Bahia, formam a maior concentração urbana da região do semi-árido no Nordeste do Brasil. Como se não bastasse, a cidade é a segunda maior de Pernambuco e possui o maior PIB (produto interno bruto) entre as cidades do interior do estado. A exemplo do que acontece no Chile, Petrolina tem um clima muito seco, apesar do exemplar sistema de irrigação, que é ideal para o cultivo de cepas, não sendo por acaso o título de 2º maior centro vinícola do Brasil, perdendo apenas para o Vale dos Vinhedos no Rio Grande do Sul. As diferentes técnicas de fertilidade do solo castigado pelo forte sol, além da forma de irrigação inspirada na Califórnia americana, faz de Petrolina um dos principais centros de exportação de frutas tropicais (melancia, uva, melão, entre outras) brasileiras para todo o mundo. 

Barricas da vinícola Ouro Verde
A região do Vale do São Francisco ainda está engatinhando no turismo, mas já é bastante forte o Entourismo, que é aquele para se conhecer vinícolas e a cultura do vinho. Particularmente, não resisto a uma boa degustação, motivo pelo qual fiquei bastante entusiasmado ao conhecer mais um município pernambucano. Na chegada em Petrolina, um veículo já aguardava para o início do passeio que iria ser na cidade vizinha, em  em Casa Nova, na Bahia. Lá se encontra uma das filiais da Miolo do Rio Grande do Sul, a vinícola Ouro Verde, que é uma das mais visitadas. Foi possível observar um espaço de cerca de 200 hectares de vinha plantada, aonde com ajuda dos guias muitas informações foram dadas, inclusive com o projeto de expansão até 2020, que é de duplicar esta área atual. A visita guiada se inicia pelos pelos tanques onde são produzidos os vinhos da casa, aonde turista ainda aprende curiosidades como as quantidades de uvas necessárias para a produção de uma garrafa de 750 ml de vinho, além de saber que para cada hectare cultivado/ plantado, irão resultar em cerca de 8.000 (oito mil) a 10.000 (dez mil) uvas. Querem produzir uma garrafa de vinho? Tudo bem, além de todo os processos rigorosos, é preciso ter incialmente 1kg de uvas, ok? Mais informações sobre a vinícola e esse passeio, basta acessar http://www.miolo.com.br/empresa/miolo_wine_group/vinicula_ouro_verde/.

Outro passeio imperdível para quem está na cidade é no bairro de Areia Branca. A entrada é marcante e impossível de não acertar o nome do local: o Bodódromo. Lá é o ponto de encontro de vários habitantes da cidade, além de ser uma das principais atrações turísticas, por ser um complexo gastronômico com cerca de 10 (dez) retaurantes e alguns bares. Este nome peculiar se deu no passado, quando nesta área era uma grande área de comercialização da carne de bode, que é um animal típico da região. Atualmente, é difícil experimentar esta iguaria, por conta do cheiro e a sua carne ser dura. Em lugar dele, a regra é oferecerem carneiro em diversas especialidades como carneiro assado (prato mais tradicional da região) e até lingüiça e pizza de bode. Um aspecto cultural e engraçado do pernambucano é que tudo é o maior e se não for, é o melhor. Por isso, não se surpreenda se ouvir de alguém que este é o maior espaço ao céu aberto dedicado a este tipo de prato do mundo, que realmente pode ser verdade.

Experimentando as uvas,
Outra vinícola visitada foi a Vitivinícola Santa Maria (http://www.vinibrasil.com.br/), que é controlada pelo grupo português Dão Sul, com ampla experiência, além de diversos prêmios internacionais. Fazendo um paralelo com a vinícola em Feira Nova, achei que esta é a que mais vale a pena, por conta da estrutura e instrução dos guias. São verdadeiras lições sobre o cultivo da uva, processos de fermentação do vinho e como degustar. Posso afirmar que chega a ser um passeio do nível ou até superior ao que fiz por duas oportunidades em Santiago do Chile, na vinícola Concha y Toro. O passeio se torna mais espetacular quando os guias oferecem uma visita aos campos de parreiras, aonde se há breve explicação do plantio das cepas e permitindo ao turista experimentar os sabores e perceber as diferenças, uva a uva. Dentre os inúmeros tipos, destaco as Cabernet Sauvignon, Carmenère e Shiraz. Para os que querem testar todos os paladares e perceber as diferenças de sabores de cada uva, é permitido experimentar ali mesmo cada uva. Como em toda vinícola, a visita se encerrou com uma ampla degustação de seus vinhos, que foram os da linha Rio Sol e com uvas de cortes Cabernet Sauvignon e Syrah.

"Carranca" com a ponte ao fundo
Não poderia deixar de fazer uma referência ao “Velho Chico”, apelido carinhoso ao Rio São Francisco, tão presente na cultura do povo nordestino. Petrolina (Pernambuco) e Juazeiro (Bahia) são banhadas e separadas por essas águas e chegaram a ter uma canção do já falecido Luiz Gonzaga (http://www.youtube.com/watch?v=t_70Bfif9BQ) que demonstrava todo carinho para as duas cidades.
O passeio começa numa travessia típica da região, numa pequena embarcação que funciona como ônibus coletivo, só que aquático e leva as pessoas de Petrolina, para Juazeiro em apenas alguns minutos. Ao chegar no lado da Bahia, troquei para um barco maior e a vapor, que iria iniciar um tour pelas águas do Rio São Francisco. O guia, passa aos turistas diversas informações sobre a importância do rio para a região, além dos aspectos históricos e outras curiosidades. Impossível não perceber a Carranca, que é uma escultura em forma humana ou de animal típica da região e feita de madeira. Inicialmente eram produzidas e colocadas na proa dos barcos que navegavam pelo “velho Chico” e depois passou a ser comercializado nas diversas lojas de artesanatos da região. O passeio, que dura cerca de duas a três horas, é regado a espumantes locais, culinária regional e muita música popular brasileira e regional, além de permitir uma parada para se banhar nas águas do "Velho Chico".

Tentei fazer um vídeo para mostrar um pouco mais do passeio, mas as filmagens ficaram com o som muito abafado e prejudicado. Vou ficar devendo, na próxima ida para Petrolina e Juazeiro, prometo o vídeo.